Poema de 26 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Junho

O mundo está coberto de dificuldades. De certa maneira, está cheio de espinhos. Todavia, usando um calçado, poderá caminhar sobre os espinhos. E de que é feito esse calçado? É feito da Graça de Deus.

Não deveríamos, e não precisamos nunca, preocupar-nos com o nosso futuro. Por via da entrega, uma pessoa espiritual torna-se, inseparavelmente, una com a Vontade cósmica de Deus. No presente momento, não nos entregamos à Vontade de Deus e esse é o porquê de sofrermos. Sentimos assim: se não fizermos algo por nós mesmos, então quem o fará? Todavia, essa não é a verdade. Existe alguém que fará tudo por nós e esse alguém é o nosso Piloto Interior. E o que é esperado de nós? Apenas, entrega a Sua consciente Vontade. Ele atuará em e através de nós, apenas, quando nos tornarmos Seus instrumentos conscientes. Quando sentirmos que nós somos os instrumentos e que Ele é o Agente, não nos preocuparemos com o nosso futuro e nem o temeremos, porque saberemos e sentiremos que ele está nas Mãos tudo-amorosas de Deus, as quais farão tudo, em nós, através de nós e por nós.

Não diga
Que sozinho pode fazê-lo.
Diga que Deus o faz em e através de si.
Ora, eis que tudo está feito.


Reflexão, poema de “26 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poemas do Mês de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

Entregue-se, entregue-se, alegremente,
À Vontade de Deus.
Não será arrebatado
Pelos fortes ventos da preocupação.


Reflexão, poema do Mês de Junho, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 28 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Maio

A Vontade de Deus pode ser conhecida através de completo silêncio e da sempre-crescente receptividade da mente.

Quando a mente humana funciona poderosamente, a Vontade divina não consegue operar. A Vontade de Deus atua, apenas, quando a mente humana não o faz. Quando a mente se torna um recetáculo puro, o Supremo pode verter dentro dele a Sua infinita Paz, Luz e Bem-Aventurança. Assim, a maneira mais fácil para que conheçamos a Vontade de Deus é tornarmo-nos no instrumento e não no agente. Se nos tornamos apenas o instrumento para realizar os Planos de Deus, a Vontade Dele se fará em e através de nós. Deus age e é também a própria ação. Ele é tudo. Nós apenas observamos.

Quando a sua vida-dedicação-aspiração
Está na Terra
Apenas para a satisfação da Vontade de Deus,
Está destinado a sentir
Que a sua vida-sucesso
E o seu coração-progresso
Nada mais são do que
Um esforço-sem-esforço.


Reflexão, poema de “28 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 27 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Maio

Quanto mais obedecer-mos interiormente, melhor reinaremos exteriormente.

Há uma maneira muito simples de saber qual é a Vontade de Deus para nós. Cada novo dia, construímos o nosso próprio mundo; tomamos decisões; sentimos que as coisas devem ser feitas de uma certa maneira. Eu devo lidar com essa pessoa dessa maneira; devo dizer isso; eu devo fazer aquilo; tenho de dar isso. Tudo é “eu, eu, eu”. Se, em vez de planejarmos, pudermos deixar as nossas mentes, absolutamente, calmas e silenciosas, poderemos saber qual a Vontade de Deus. Esse silêncio não é o silêncio dos mortos; é o silêncio dinâmico e progressivo da receptividade.

Um verdadeiro Deus-amante
Não precisa sujeitar-se
Às decisões da sua mente.
Ele deve apenas ouvir
Os ditames do seu coração.


Reflexão, poema de “27 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 26 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Maio

Planeia a verdadeira felicidade na sua vida? Então, não ceda à razão, nem ao destino mas, apenas aos ditames da sua voz interior.

A Vontade de Deus em alguém é progressiva, como um músculo que se desenvolve – forte, mais forte, fortíssimo. A Vontade de Deus é fazer-nos sentir que há algo permanente, duradouro, infindável. Quando alguém atinge esse estado, saberá qual a Vontade máxima de Deus. Reconhecemos a
Vontade de Deus pela sensação de satisfação duradoura que ela nos proporciona. Qualquer coisa que seja eterna, qualquer coisa que seja imortal e divina é a Vontade de Deus. Apesar de lidar com a Eternidade, Deus não é indiferente mesmo por um segundo. Pois, é por um segundo ou dois ou três, que entramos no Infinito e na Eternidade. Tentemos sentir o que é a Vontade de Deus a cada segundo.

Deus não quer
Satisfazer o seu desejo,
Precisamente, porque
Ele quer satisfazer o Seu próprio desejo.
Qual é o desejo de Deus?
O seu desejo é fazer de si,
Exatamente como Ele: um outro Deus.


Reflexão, poema de “26 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

11 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

11 de Maio

Ore para dizer a Deus o que tem feito. Medite para que Deus, efetivamente, possa dizer-lhe o que deve fazer.

Como podemos saber se algo é a Vontade de Deus? Quando algo é a Vontade de Deus, sentiremos uma espécie de alegria interior ou satisfação mesmo antes de começarmos a agir. Durante a ação também sentiremos alegria. Finalmente, sentimos que seremos, igualmente felizes, seja a nossa ação frutífera ou infrutífera. Na vida normal, ficamos felizes apenas quando bem-sucedidos. Apenas, quando vemos a vitória no final da nossa jornada é que ficamos felizes e encantados. Mas, se tivermos a mesma espécie de felicidade, alegria e satisfação, quer sejamos bem sucedidos ou falhemos e se pudermos, alegremente, oferecer o resultado das nossas ações aos Pés de Nosso Bem-Amado Supremo, então, saberemos que o que foi feito, foi a Vontade de Deus. Senão, quando há sucesso, sentiremos que, o que fizemos, foi a Vontade de Deus e que, quando falhamos, o que realizamos foi a vontade de uma força hostil. Ou então, quando somos bem sucedidos dizemos que foi por causa de nosso esforço pessoal, da nossa vontade e quando falhamos, foi porque Deus não se importa connosco.

Apenas, ao agradar a Deus à maneira própria de Deus
Nos sentiremos confortados.
De outra forma, tudo será uma provação.


Reflexão “11 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

10 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

10 de Maio

Os desejos são verdadeiramente satisfeitos, apenas, quando perfeitamente transcendidos.

A posse traz frustração e infrutífera é a renúncia. O que pode, então, dar-nos paz de espírito? Apenas, a aceitação da Vontade de Deus pode trazer-nos verdadeira paz de espírito. Teremos paz ao aceitar a vontade de Deus como a nossa própria, muito nossa. Apenas, assim, a nossa vida pode ser frutífera. Aos Olhos de Deus não há coisas tais como posse e renúncia. Aos Seus Olhos há, apenas, uma coisa: aceitação – aceitação da Vontade de Deus. No nosso coração, na nossa vida, há apenas uma oração suprema, a oração que o Cristo Salvador nos ensinou: “Seja feita a Vossa Vontade.” Milhões de orações foram escritas desde tempos imemoriais, mas nenhuma pode igualar-se a esta: “Seja feita a Vossa Vontade.” Quando aceitamos a Vontade de Deus como nossa, a cada momento a paz derrama-se, abundantemente, na nossa vida de sabedoria, na nossa vida de aspiração e na nossa vida de dedicação.

Para domar os abundantes problemas da vida,
Saia do laço dos desejos abundantes
E tente fazer amizade com a vontade-perfeição
Do coração-satisfação da Infinidade.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

6 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

6 de Maio

Obedecer à Vontade de Deus é escapar de uma prisão auto-criada.

Quando o único clamor do meu coração é agradar a Deus à maneira própria Dele, então Deus pode manifestar-Se em e através de mim. Quando o meu clamor interior me leva a Deus, eu digo Lhe: “Ó meu Bem-Amado Supremo, faça-me Seu perfeito instrumento.” Quando Deus vem a mim, Ele dá-me um amplo Sorriso – um vasto, sincero e iluminador Sorriso – e diz: “Minha criança, eu farei de si o Meu instrumento perfeito e, ao mesmo tempo, manifestar-me-ei, em e através de si.”

Com a coragem física
Sentimos orgulho
Em moldar o mundo
À nossa própria maneira.
Com a coragem do espírito
Oferecemos o mundo a Deus.
Colocamos o mundo, o nosso mundo,
Aos Pés de Deus,
De forma que Ele possa guiar e moldar
O mundo, o nosso mundo,
À Sua própria maneira.


Reflexão “6 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.