Poema de 29 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

29 de Junho

Como a nossa própria existência depende de Deus, apenas, devemos ser independentes dos valores, opiniões e pedidos alheios.

Para se desapegar, emocionalmente, de pessoas e de situações irritantes, primeiro identifique-se com o nível da pessoa que está causando irritação. Digamos que está no seu escritório e há uma pessoa a criar-lhe problemas desnecessários. Ficando zangado com ela, o problema não será resolvido. Pelo contrário, será torturado interiormente pela sua raiva e exteriormente pela pessoa. Permitindo-se enraivecer, apenas, perderá a sua própria força interior. Mas, caso se coloque no nível da pessoa e se identifique com ela, verá que ela mesma está muito infeliz e, portanto, deseja consciente ou inconscientemente fazer os outros também infelizes.

Há algum ser humano
Que não seja a personificação
De realidades opostas?


Reflexão, poema de “29 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 28 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Junho

Quando um buscador sincero ora e medita, irradia beleza. Essa beleza vem, diretamente, da sua existência interior, a sua alma.

Quando oramos, oferecemos a beleza da intensidade do nosso coração ao Supremo. Quando meditamos, oferecemos a beleza do nosso silêncio interior ao Supremo. Quando amamos o mundo exterior, sabendo que ele é a manifestação e a expressão do Supremo, então, oferecemos a beleza da nossa unicidade universal ao Supremo.

O altar-entrega do seu coração
É a beleza sem igual
Que ascende a tocar
O âmago do Céu.


Reflexão, poema de “28 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 27 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Junho

O objetivo da vida é tornar-se consciente da Realidade Suprema. O objetivo da vida é ser a expressão consciente do Ser Eterno.

A unicidade é o único relacionamento que pode durar para sempre, porque todos os seres humanos consciente ou inconscientemente compartilham de uma divina e Suprema Realidade. Para os que participam inconscientemente, a insatisfação é a triste realidade. Se somos participantes inconscientes, a consciência-corpo e a individualidade mental
afastam-nos e separam-nos. Entretanto, para os que compartilham conscientemente, tudo que há é a unicidade psíquica. Quando somos participantes conscientes, a unidade psíquica nos desperta, ilumina, satisfaz e imortaliza.

Se deixar de comprar
Os produtos-divisão da sua mente,
Deus conceder-lhe-á
O Banquete-Satisfação-Iluminação
Do Seu próprio Coração.


Reflexão, poema de “27 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 22 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

22 de Junho

Meu Senhor, lembre-me de tempos em tempos que Me ensinou como amar o mundo incondicionalmente.

A cada momento nos é concedida ampla oportunidade de amar a humanidade. Se, realmente, amamos a humanidade, então, desejamos oferecer-lhe serviço dedicado. Quando, realmente, desejamos ampliar a nossa existência, expandir a nossa consciência e ser um, inseparavelmente, com a Vastidão, a única resposta é a entrega. A cada momento vemos bem à nossa frente uma barreira entre um ser humano e o outro – uma parede adamantina entre duas pessoas. Não conseguimos comunicar-nos, satisfatoriamente, de todo coração e alma. Por quê? Porque nos falta amor. O amor é a nossa unicidade inseparável com o resto do mundo, com toda a criação de Deus. Podemos trazer para baixo essa parede adamantina com a força do nosso amor devotado.

Cultive lágrimas, devotadamente, puras
De amor-unicidade.
A vida universal de beleza
Será toda sua.


Reflexão, poema de “22 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 1 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

1 de Junho

Auto-negação não resolve problema algum. Auto-asserção não resolve problema algum. É a manifestação de Deus, através da auto-existência, que resolverá todos os problemas do presente e do futuro.

Se o medo é o nosso problema, sintamos que somos os soldados escolhidos de Deus, o Todo-Poderoso. Se a dúvida é o nosso problema, sintamos que temos, profundamente, dentro de nós o mar da Luz de Deus. Se a inveja é o nosso problema, devemos sentir que somos a unicidade da Luz e Verdade de Deus. Se a insegurança é o nosso problema, devemos sentir que Deus não é, e nem pode ser, nada senão a Sua constante garantia, de que Ele nos clamará como verdadeiramente Seus. Se o corpo é o problema, a nossa constante prontidão e atenção podem resolver esse problema. Se o vital é o problema, a nossa imaginação que sobe aos céus pode resolver esse problema. Se a mente é o problema, a nossa aspiração de perfeição pode resolver esse problema. Se a vida é o problema, a nossa auto-descoberta preenchedora pode resolver esse problema.

Apenas, uma mente Deus-centrada
Poderá desafiar todas as tempestades-dúvida
E todos os trens-inveja.


Reflexão, poema de “1 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 29 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

29 de Maio

Ame a humanidade aqui, devotada e incansavelmente. A recompensa obte-la-á noutro lugar, indubitável e também infinitamente.

Pode oferecer, conscientemente, amor puro aos outros se sentir que lhes está dando uma porção do seu alento-vida, quando lhes fala ou pensa neles. E esse alento-vida oferece-o, apenas, porque sente que, você e o resto do mundo, são inseparavelmente um. Onde há unicidade, tudo é puro amor.

Cada vez que eu amo à humanidade
Sem reservas,
Cada vez que eu amo a Deus
Incondicionalmente,
Eu recupero uma parte
Da minha própria vida real.


Reflexão, poema de “29 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 22 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

22 de Maio

Permita que os outros desfrutem da própria superioridade superficial. Tente desfrutar da pureza da unidade-satisfação do seu coração.

Algumas vezes, a fim de provar a sua superioridade, o homem tenta usar o seu poder de forma violenta, agressiva. Ele quer obter alegria por via da sua superioridade, quer provar ao mundo que ele é importante. Para provar a sua excelência, o homem adota quaisquer meios e a sua consciência não o preocupa. Deus, na Sua infinita Bondade, vem a ele e diz: “Essa é uma escolha errada. Não pode provar ao mundo que é, incomparávelmente, único. O que espera, de facto, da sua superioridade é alegria, alegria ilimitada. Mas, essa alegria ilimitada nunca será sua, a menos que conheça o segredo dos segredos. E esse segredo é a sua unicidade indivisível com cada ser humano na Terra.”

A sua forte dependência
Nas suas próprias capacidades
Será a ruína
Da sua vida espiritual.


Reflexão, poema de “22 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

4 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

4 de Maio

Ver além de mim mesmo é encontrar e sentir a minha unicidade inseparável com meu Amado Supremo.

Depois do Amor de Deus, tenho que sentir algo muito significativo e profundo: a Unicidade de Deus. O Amor de Deus não basta. Eu posso amar algo ou alguém sem ter estabelecido ali a minha unicidade, unicidade inseparável com o objeto do amor. Portanto, após sentir o Amor de Deus, eu
tenho de desenvolver a minha consciente, constante e inseparável unicidade com Ele.

Consciência é a única coisa
De que a minha mente precisa.
Devoção é a única coisa
De que o meu coração necessita.
Unicidade – constante, incessante,
Inseparável unicidade com meu Senhor Supremo –
É a única coisa de que eu preciso.


Reflexão “4 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

28 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Abril

Quando a era da razão terminar, o coração de paz inundará o mundo inteiro.

Neste momento, os países do mundo desentendem-se, e alguns são pouco divinos, para não dizer, que não são divinos. Mas, profundamente, dentro deles existe um anseio interior. Cada nação espera um dia ter paz, luz e unicidade. Paz, luz e unicidade, definitivamente, virão para a arenamundo, precisamente, porque cada nação está inundada de esperança. Essa esperança de hoje será transformada na duradoura satisfação de amanhã, somente, quando nós acreditarmos na esperança, crescemos na esperança e, em cada momento, respirarmos a fragrância e a beleza da esperança.


De facto, a escolha
Da divindade na humanidade é perfeita.
Ela deseja ver
Todos os buscadores vivendo juntos
Como bons membros
De uma única comunidade-mundial.


Reflexão “28 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

De Quem é o belo Olho -Sri Chinmoy, Poemas

De Quem é o belo Olho, a todo momento

Enviando-me arrepios de deleite?

Foi Você quem me deu

O infinito Amor da Sua Luz interior?

Eu não sei quem eu sou.

Você e eu secretamente nos encontramos

E compartilhamos as visões e a missão,

As ideias e ideais divinos dos nossos corações.

Ninguém mais sabe

Salvo e exceto nós dois.

-Sri Chinmoy.

Lá nas profundezas do meu coração eu ouço -Sri Chinmoy, Poemas

Lá nas profundezas do meu coração eu ouço

O Seu Néctar-Silêncio.

Lá não haverá mais problemas,

Nem complicações na minha vida.

De agora em diante, serei a criança de Luz no oceano da vida.

E lá meu pequeno barco navegará,

Velejando com enorme deleite.

Minha vida será o jogo de centenas de ondas

No grande oceano da vida.

-Sri Chinmoy

Meus poemas favoritos – escritos por Sri Chinmoy

 

A Sempre-Nova Visão

e

A Sempre-Ancestral Realidade

*

 

Poemas de Sri Chinmoy

Título original: “The Ever-New Vision and the Ever-Ancient Reality”

Traduzidos ao português pelo Centro Sri Chinmoy Brasil

3/set/2013

 

 

 

*

 

 

Uma seqüência interminável de céus

Onde não há ar.

Um anseio interior me compele a trazer

Uma guirlanda de poemas

Para adorá-Lo.

O altar está vazio.

Quero preenchê-lo;

Quero cobri-lo de poemas,

Com uma guirlanda de poemas.

Sei que é apenas assim

Que posso esquecer dos sofrimentos e alegrias

Que devem ser esquecidos.

 

*

 

Meu Amado, eu amo Você.

Eu Lhe trouxe

Algumas belas flores

Que colhi hoje pela manhã.

Eu desejo adorá-Lo com estas flores.

Ah, Você sorri porque sabe

Que estas flores, na verdade, pertencem a Você.

Estou decorando-O com Seus próprios presentes.

 

*

 

As nuvens velejam em direção a um mundo desconhecido,

Enfeitadas com beleza miríade.

Um rosto sorridente as acompanha.

As nuvens velejam em direção a uma terra desconhecida.

Ó céu, conte-me para onde as nuvens viajam.

Pergunto com olhos cheios de lágrimas.

Ó céu, você fará minha vida tão luminosa

E bela quanto as nuvens?

Ó céu, conte-me para onde as nuvens velejam.

 

*

 

Pelo toque de quem o lírio sorri

E abre seu botão-beleza?

A luz-de-lua da beleza de quem

Eu vejo no lírio?

Quem é o Olho de meu olho?

Quem é o Coração do meu coração?

Ora, por que eu não O vejo,

Sua Face de Beleza Transcendental,

Mesmo em meus sonhos?

 

Como podemos encontrar satisfação na vida

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How can we get satisfaction from life? Satisfaction we can get only when we give to somebody else, to our larger self, to humanity. We can get joy only by becoming one with humanity, by sharing our reality with others.

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Como podemos encontrar satisfação na vida? Temos satisfação apenas quando damos a alguém mais, ao nosso eu maior, à humanidade. Podemos ter alegria apenas ao nos tornarmos um com a humanidade, ao compartilhar nossa realidade com os outros.

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– Sri Chinmoy

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tradução
Perfection In The Head-World, Agni Press, 1979.