Poema de 27 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Junho

O objetivo da vida é tornar-se consciente da Realidade Suprema. O objetivo da vida é ser a expressão consciente do Ser Eterno.

A unicidade é o único relacionamento que pode durar para sempre, porque todos os seres humanos consciente ou inconscientemente compartilham de uma divina e Suprema Realidade. Para os que participam inconscientemente, a insatisfação é a triste realidade. Se somos participantes inconscientes, a consciência-corpo e a individualidade mental
afastam-nos e separam-nos. Entretanto, para os que compartilham conscientemente, tudo que há é a unicidade psíquica. Quando somos participantes conscientes, a unidade psíquica nos desperta, ilumina, satisfaz e imortaliza.

Se deixar de comprar
Os produtos-divisão da sua mente,
Deus conceder-lhe-á
O Banquete-Satisfação-Iluminação
Do Seu próprio Coração.


Reflexão, poema de “27 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 8 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

8 de Junho

A meditação é a expansão da consciência. A meditação que faz alguém sentir que, juntamente, consigo alguém mais se beneficiará dela, é a meditação, absolutamente, perfeita.

Nós que começamos a trilhar o caminho espiritual somos os precursores. Todos, por fim, correrão em direção à mesma Meta transcendental. A grande maioria da humanidade não ficará sempre para trás. Todos os filhos de Deus, não importando quão inconscientes e não-aspirantes sejam, algum
dia correrão em direção à Meta que nos é comum. Essa Meta é a suprema descoberta da própria divindade e a constante e perfeita manifestação da própria eterna realidade.

Está a tentar libertar o mundo.
Mas, antes que possa fazer isso,
Deve elevar
O seu próprio nível espiritual
Ao alto, muito alto.


Reflexão, poema de “8 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 7 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

7 de Junho

Pena de si mesmo, auto-indulgência e procuras emocionais egoístas trata-se de uma mesma imperfeição, apenas, com diferentes nomes.

Se diz que não tem fé em si mesmo mas, que tem toda a fé em Deus, devo dizer que não poderá ir muito longe. Deve ter fé, fé constante a abundante, não apenas em Deus mas, também em si mesmo, pois é filho ou filha de Deus. Quando sente, verdadeiramente, que é uma criança de Deus, perceberá que está aquém da sua dignidade fazer amizade com a ignorância. Realidade, Eternidade, Imortalidade e Infinidade não são termos vagos: são os seus direitos de nascimento. Quando tiver esse tipo de fé, Deus derramará as Suas bençãos escolhidas sobre a sua cabeça devotada e seu coração entregue.

Não pode transcender-se a si mesmo
Estudando livros.
Mas pode, certamente, transcender-se
Ouvindo os ditames interiores
Da sua alma.


Reflexão, poema de “7 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

25 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Abril

Aquele que aceitou a espiritualidade no sentido mais verdadeiro da palavra tem de, primeiramente, sentir que Deus é a única realidade. Então, verá que a criação de Deus nunca pode ser separada de Deus.

Um aspirante espiritual que chora por Deus que, constantemente, derrama lágrimas plenas de alma, tentando tornar-se um com Deus, sente que Deus está nos íntimos recessos do seu coração. Ele não tem de ir para as cavernas do Himalaia para realizar Deus. O seu Deus mora dentro dele. Ele sente que, porque Deus está dentro dele, a criação de Deus também está no seu interior. Uma pessoa espiritual sente, sempre, que toda a criação de Deus é o seu lar.

Meu coração sabe
Que a perfeita perfeição pode residir,
Somente, no consciente Deus-refletir
Da minha vida.


Reflexão “25 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.