Poema de 11 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

11 de Julho

A paz é a arma mais efetiva para se conquistar a injustiça.

Quando ora e medita, todo o seu ser fica inundado de paz. Então, não importa o que os outros façam, apenas, sentirá que são os seus próprios filhos a brincar diante de e pensará: “São apenas crianças. O que mais posso esperar delas?” No entanto, porque eles são adultos em termos de idade, em vez disso, fica zangado e aborrecido. Se orar e meditar regularmente, sentirá logo que a sua paz é infinitamente maior, mais satisfatória e mais energizante do que as infelizes situações que os outros possam criar.

Este nosso mundo
Está cheio de afiadas flechas-criticismo.
Essas flechas não podem ferir
A mente paz-iluminada
E o coração Deus-inebriado.


Reflexão, poema de “11 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 09 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

09 de Julho

Eu fiz uma colheita abundante de paz, no dia em que percebi que nem a enorme fome da Terra, nem o bom banquete do Paraíso desejam a minha ávida presença.

A paz vem até nós e perdemo-la porque sentimos que não somos responsáveis pela humanidade ou que não somos parte integrante dela. Devemos sentir que Deus e a humanidade são como uma grande árvore. Deus é a árvore e os ramos são a Sua manifestação. Nós somos alguns ramos e há muitos outros. Todos esses ramos são parte da árvore e, são um com cada outro ramo e com a própria árvore. Se pudermos sentir que temos o mesmo tipo de relacionamento com Deus e com a humanidade, que um galho tem com os outros ramos e com a árvore como um todo, estaremos destinados a ter paz duradoura.

Há dois remédios
Para lhe trazer paz de espírito:
“Eu sou tudo”
E
“Este mundo não me pertence.”
Use um dos dois.


Reflexão, poema de “09 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 08 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

08 de Julho

As derrotas, dores e humilhações do passado não podem nunca comparar-se aos deleites da sua presente coroa-vitória.

Não devemos permitir que o passado atormente e destrua a paz do nosso coração. As nossas boas e divinas ações do presente podem, facilmente, contrapor-se às más e não-divinas ações do passado. Se o pecado tem o poder de nos fazer chorar, a meditação, sem dúvida, tem o poder de nos dar alegria e nos prover de sabedoria divina.

No momento em que ele
Deu as costas ao passado,
O despertar dourado
Da beleza-silêncio do amanhã,
Convidou-o a andar na carruagem do transcendental Deus-Sol.


Reflexão, poema de “08 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 07 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

07 de Julho

O homem tem duas armas: esperança e desespero. Com a esperança ele tenta extinguir a estagnação da incapacidade. Com o desespero ele pode extinguir o nascimento de um futuro dourado.

Só teremos paz quando tivermos cessado, completamente, de encontrar defeitos nos outros. Temos de sentir o mundo todo como algo muito nosso. Quando observamos os erros dos outros, entramos nas suas imperfeições e isso não nos ajuda em nada. Curiosamente, quanto mais nos aprofundamos, mais claro se torna que as imperfeições dos outros são as nossas próprias imperfeições, todavia em corpos e mentes diferentes. Ao passo que, se pensamos em Deus, a Sua Compaixão e Divindade ampliam a nossa visão interior da verdade. É necessário atingir a plenitude da nossa realização espiritual para que aceitemos a humanidade como uma família.

Mesmo por um fugaz segundo,
Ofereça boa vontade aos outros.
Os seus bons pensamentos
São contribuições significativas
Ao Supremo na humanidade.


Reflexão, poema de “07 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 02 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

02 de Julho

A cada aniversário que chega, a fatal morte bate à porta do nosso corpo. Mas, a alma imortal dentro do aposento-corpo diz: “Está a bater na porta errada. Vá-se embora, vá-se embora!”

Serei um tolo se, conscientemente, viver no físico. Serei um tolo ainda maior se, constantemente, admirar e adorar o meu corpo físico. Serei o maior dos tolos se viver apenas para satisfazer as necessidades da minha existência física. Sou uma pessoa sábia se sei que há algo chamado alma. Sou uma pessoa mais sábia se tenho o cuidado de ver e de sentir a minha alma. Sou a pessoa mais sábia se vivo na minha alma e para a minha alma, constante e devotadamente, sem reservas e incondicionalmente.

Ó corpo, meu corpo,
Pense na alma.
Pois, com a ajuda dela
Tornar-se-á
A serenidade, paz, luz e felicidade da Eternidade.


Reflexão, poema de “02 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 15 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

15 de Junho

Eu amo o pequenino ninho-humildade do meu coração, infinitamente mais do que o imenso palácio-arrogância da minha mente.

A minha humildade não significa que eu queira que o mundo me ignore. Isso não é humildade. A minha humildade diz que eu nunca deveria esconder a minha ignorância e nem fazer alarde sobre o meu conhecimento. Sentir-se, extremamente, desgostoso e reclamar do que acontece consigo não é sinal de humildade. Os verdadeiros sinais da humildade são a constante aspiração e o clamor interior por mais paz, luz e
felicidade.

Quando Deus desce
Para tocar o finito,
Chamamos a isso Compaixão.
Quando o homem se curva
Em auto-oferecimento à humanidade,
Chamamos a isso humildade.


Reflexão, poema de “15 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 10 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

10 de Junho

É tão difícil obter paz de espírito. Então, por que gasta a sua paz com tanta extravagância?

Como conquistar a ira? Sinta a necessidade de perfeição. Quando a ira quiser entrar em si, diga: “Sinto muito. Eu conheço apenas um alimento. O nome do meu alimento é paz. Eu não serei capaz de digeri-la. Se alguma vez a comer, serei destruído interior e exteriormente. Mas, eu não quero ser destruído; eu tenho muito ainda a fazer pela divindade em mim e pela humanidade à minha volta. “ Ó ira, bateu na porta errada.”

Porque conteve a sua ira,
As forças divinas tiveram a oportunidade
De agir em e através dele,
E, finalmente, de iluminá-lo.


Reflexão, poema de “10 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

10 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

10 de Maio

Os desejos são verdadeiramente satisfeitos, apenas, quando perfeitamente transcendidos.

A posse traz frustração e infrutífera é a renúncia. O que pode, então, dar-nos paz de espírito? Apenas, a aceitação da Vontade de Deus pode trazer-nos verdadeira paz de espírito. Teremos paz ao aceitar a vontade de Deus como a nossa própria, muito nossa. Apenas, assim, a nossa vida pode ser frutífera. Aos Olhos de Deus não há coisas tais como posse e renúncia. Aos Seus Olhos há, apenas, uma coisa: aceitação – aceitação da Vontade de Deus. No nosso coração, na nossa vida, há apenas uma oração suprema, a oração que o Cristo Salvador nos ensinou: “Seja feita a Vossa Vontade.” Milhões de orações foram escritas desde tempos imemoriais, mas nenhuma pode igualar-se a esta: “Seja feita a Vossa Vontade.” Quando aceitamos a Vontade de Deus como nossa, a cada momento a paz derrama-se, abundantemente, na nossa vida de sabedoria, na nossa vida de aspiração e na nossa vida de dedicação.

Para domar os abundantes problemas da vida,
Saia do laço dos desejos abundantes
E tente fazer amizade com a vontade-perfeição
Do coração-satisfação da Infinidade.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

28 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Abril

Quando a era da razão terminar, o coração de paz inundará o mundo inteiro.

Neste momento, os países do mundo desentendem-se, e alguns são pouco divinos, para não dizer, que não são divinos. Mas, profundamente, dentro deles existe um anseio interior. Cada nação espera um dia ter paz, luz e unicidade. Paz, luz e unicidade, definitivamente, virão para a arenamundo, precisamente, porque cada nação está inundada de esperança. Essa esperança de hoje será transformada na duradoura satisfação de amanhã, somente, quando nós acreditarmos na esperança, crescemos na esperança e, em cada momento, respirarmos a fragrância e a beleza da esperança.


De facto, a escolha
Da divindade na humanidade é perfeita.
Ela deseja ver
Todos os buscadores vivendo juntos
Como bons membros
De uma única comunidade-mundial.


Reflexão “28 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

27 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Abril

A sua paciência devotada é o primeiro degrau da sua frutífera escada-paz.

O mundo está ainda a milhões de milhas distante da paz mundial. Mas, apenas, porque não vemos a realidade toda de uma só vez, isso não é razão para ficarmos desencorajados. Antes de o dia raiar, é escuro. Quando olhamos para a escuridão que está em volta e nos identificamos com ela, é-nos quase impossível ter fé no facto de que haverá luz. Mas há luz no fim do túnel. No fim da escuridão há luz.

Por a sua mente ser serena e calma,
A sua esperança de promover a paz-mundial,
Não permanecerá um sonho não realizado.


Reflexão “27 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

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