Poema de 28 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Junho

Quando um buscador sincero ora e medita, irradia beleza. Essa beleza vem, diretamente, da sua existência interior, a sua alma.

Quando oramos, oferecemos a beleza da intensidade do nosso coração ao Supremo. Quando meditamos, oferecemos a beleza do nosso silêncio interior ao Supremo. Quando amamos o mundo exterior, sabendo que ele é a manifestação e a expressão do Supremo, então, oferecemos a beleza da nossa unicidade universal ao Supremo.

O altar-entrega do seu coração
É a beleza sem igual
Que ascende a tocar
O âmago do Céu.


Reflexão, poema de “28 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 5 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

5 de Junho

Para encarar o fracasso e acolher o sucesso, é necessário sair, deliberadamente, do território-dúvida.

Duvidamos de Deus, precisamente, porque pensamos que Ele é invisível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é inaudível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é incompreensível. Mas, para vê-Lo, o que temos feito? Para ouvi-Lo, o que temos feito? Para entendê-Lo, o que temos feito? Para vê-Lo, temos orado devotadamente todos os dias? A resposta é não. Para ouvi-Lo, temos amado incondicionalmente a humanidade? Não. Para entendê-Lo, temos servido a divindade na humanidade? Não. Não temos orado a Deus. Não temos amado a humanidade e nem servido a divindade na humanidade. Ainda assim, queremos ver Deus face a face. É impossível.

O que tem causado os seus fracassos?
Não a sua dúvida,
Não a sua insegurança,
Mas, a sua falta de vontade.


Reflexão, poema de “5 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

11 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

11 de Maio

Ore para dizer a Deus o que tem feito. Medite para que Deus, efetivamente, possa dizer-lhe o que deve fazer.

Como podemos saber se algo é a Vontade de Deus? Quando algo é a Vontade de Deus, sentiremos uma espécie de alegria interior ou satisfação mesmo antes de começarmos a agir. Durante a ação também sentiremos alegria. Finalmente, sentimos que seremos, igualmente felizes, seja a nossa ação frutífera ou infrutífera. Na vida normal, ficamos felizes apenas quando bem-sucedidos. Apenas, quando vemos a vitória no final da nossa jornada é que ficamos felizes e encantados. Mas, se tivermos a mesma espécie de felicidade, alegria e satisfação, quer sejamos bem sucedidos ou falhemos e se pudermos, alegremente, oferecer o resultado das nossas ações aos Pés de Nosso Bem-Amado Supremo, então, saberemos que o que foi feito, foi a Vontade de Deus. Senão, quando há sucesso, sentiremos que, o que fizemos, foi a Vontade de Deus e que, quando falhamos, o que realizamos foi a vontade de uma força hostil. Ou então, quando somos bem sucedidos dizemos que foi por causa de nosso esforço pessoal, da nossa vontade e quando falhamos, foi porque Deus não se importa connosco.

Apenas, ao agradar a Deus à maneira própria de Deus
Nos sentiremos confortados.
De outra forma, tudo será uma provação.


Reflexão “11 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.