Poema de 04 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

04 de Julho

O seu coração deve tornar-se um mar de amor. A sua mente deve tornar-se um rio de desapego.

O desapego, geralmente, é mal compreendido. Sentimos que se alguém é desapegado, é indiferente. Pensamos que quando queremos ser desapegados de algo, devemos mostrarlhe indiferença absoluta, a ponto de total negligência. Mas, isso não é verdade. Quando somos indiferentes a alguém, não fazemos nada por aquela pessoa. Não temos nada a ver com a sua alegria ou tristeza, a sua realização ou o seu fracasso. Mas, quando somos verdadeiramente desapegados, trabalhamos por ela devotada e altruisticamente e oferecemos os resultados das nossas ações aos Pés do Senhor Supremo, nosso Piloto Interior.

Com o meu apego
Aprendo com os homens
E a sua noite-ignorância.
Com o meu desapego
Aprendo com Deus
E o Seu Sol-Compaixão.


Reflexão, poema de “04 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 01 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

01 de Julho

O seu coração amoroso é a inesgotável riqueza do seu mundo interior.

Um buscador espiritual usa o seu coração e alma para ver o mundo interior e o mundo exterior. Ele não usa os seus olhos físicos. Às vezes percebe que a visão de seus olhos físicos é limitada, pois a sua visão é guiada pela subtil ou inconsciente operação da mente obscura, não-iluminada. É, simplesmente, impossível para os olhos físicos identificar-se com a quinta-essência da beleza. Porém, usando o coração, imediatamente, tornamo-nos parte integrante da substância e essência daquilo que estamos a ver.

A mente não-aspirante pensa
Que a meditação é perda de tempo.
O coração aspirante sabe e sente
Que a meditação é
O sagrado e secreto florescer
De uma vida Céu-ascendente.


Reflexão, poema de “01 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 21 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

21 de Junho

A sua mente pensa que nada é digno de crença. O seu coração sente que ninguém é merecedor de amor. Não é de estranhar que a sua vida esteja, constantemente, implorando felicidade em todo lugar.

É difícil amar a humanidade. É difícil devotarmo-nos à humanidade. É difícil entregarmo-nos à humanidade. Isso é verdade. Da mesma forma, é difícil amar a Deus, servi-Lo, devotarmo-nos a Ele e entregar-Lhe o nosso alento vivente. Por quê? O simples motivo é que desejamos possuir e sermos possuídos. Estamos, constantemente, a fazer-nos de vítimas da ignorância. Ou seja: os nossos desejos nunca serão satisfeitos. Nós temos inúmeros desejos mas, Deus satisfará apenas aqueles desejos que serão de alguma utilidade, dos quais obteremos algum benefício. Se Ele satisfizesse todos os nossos incontáveis desejos, estaria cometendo uma injustiça contra as nossas almas aspirantes. E isso, Ele nunca fará. Ele sabe o que é melhor para nós e tem-nos provido além das nossas capacidades, apesar de, infelizmente, não estarmos conscientes disso.

Deus não tem de nos punir,
Abençoando
Os nossos inúmeros desejos.


Reflexão, poema de “21 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 16 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

16 de Junho

Se segue o seu caminho de altruísmo, lenta e constantemente, logo Deus o guiará silenciosamente.

Deus é o meu superior, o meu único superior. Eu sou humilde com Ele. Esse é o meu dever supremo. Os filhos de Deus são meus iguais. Eu sou humilde com eles. Essa é minha maior necessidade. O orgulho é meu inferior. Eu sou
humildade para ele. Essa é a minha mais certa segurança. A minha humildade não é a abstinência de amor-próprio. Eu amo-me. Realmente amo-me. Eu amo-me porque em mim habita, orgulhosamente, a mais elevada divindade.

É um privilégio excepcional
Ter a beleza de uma mente serena,
A pureza de um coração amoroso
E
A divindade de uma vida humilde.


Reflexão, poema de “16 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 15 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

15 de Junho

Eu amo o pequenino ninho-humildade do meu coração, infinitamente mais do que o imenso palácio-arrogância da minha mente.

A minha humildade não significa que eu queira que o mundo me ignore. Isso não é humildade. A minha humildade diz que eu nunca deveria esconder a minha ignorância e nem fazer alarde sobre o meu conhecimento. Sentir-se, extremamente, desgostoso e reclamar do que acontece consigo não é sinal de humildade. Os verdadeiros sinais da humildade são a constante aspiração e o clamor interior por mais paz, luz e
felicidade.

Quando Deus desce
Para tocar o finito,
Chamamos a isso Compaixão.
Quando o homem se curva
Em auto-oferecimento à humanidade,
Chamamos a isso humildade.


Reflexão, poema de “15 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 6 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

6 de Junho

Está perdido quando crê nas suas dúvidas. Está morto quando duvida das suas crenças.

A dúvida pode ser conquistada. Ela deve ser conquistada. Como? A única resposta é concentração constante e devotada na mente, meditação no coração e a contemplação em todo o ser. Como conquistar a dúvida? Observe o voto de silêncio interior. Medite interiormente e ofereça serviço desinteressado. A sua dúvida não terá forças para maltratá-lo. Ela deve morrer e morrerá, para sempre.

Se quer ser um membro devotado
Da sociedade de Deus,
Rejeite, imediatamente, o que você não é:
Veneno-dúvida.
E aceite, devotadamente, o que você é:
O instrumento escolhido de Deus.


Reflexão, poema de “6 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 1 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

1 de Junho

Auto-negação não resolve problema algum. Auto-asserção não resolve problema algum. É a manifestação de Deus, através da auto-existência, que resolverá todos os problemas do presente e do futuro.

Se o medo é o nosso problema, sintamos que somos os soldados escolhidos de Deus, o Todo-Poderoso. Se a dúvida é o nosso problema, sintamos que temos, profundamente, dentro de nós o mar da Luz de Deus. Se a inveja é o nosso problema, devemos sentir que somos a unicidade da Luz e Verdade de Deus. Se a insegurança é o nosso problema, devemos sentir que Deus não é, e nem pode ser, nada senão a Sua constante garantia, de que Ele nos clamará como verdadeiramente Seus. Se o corpo é o problema, a nossa constante prontidão e atenção podem resolver esse problema. Se o vital é o problema, a nossa imaginação que sobe aos céus pode resolver esse problema. Se a mente é o problema, a nossa aspiração de perfeição pode resolver esse problema. Se a vida é o problema, a nossa auto-descoberta preenchedora pode resolver esse problema.

Apenas, uma mente Deus-centrada
Poderá desafiar todas as tempestades-dúvida
E todos os trens-inveja.


Reflexão, poema de “1 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 31 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

31 de Maio

O homem pode ser feliz e seguro, apenas, quando o coração sente mais rápido do que a mente pensa.

Cada problema é uma força. Ao vê-lo, sentimos no nosso interior profundo uma força maior. E, quando encaramos o problema provamos-lhe que, não apenas temos a maior força mas, que somos a maior força sobre a Terra. Um problema aumenta quando o coração hesita e a mente calcula. Um problema diminui quando o coração enfrenta o problema e a mente apoia o coração. Um problema reduz-se quando a mente usa a sua luz-busca e o coração usa a sua luz-iluminação.

Quando oposições exteriores
Se colocarem diante de si,
Apenas, diga a si mesmo:
“Se eu puder meditar
A despeito dessa dificuldade,
Tornar-me-ei
Um melhor e mais forte Deus-buscador
E Deus-amante.”


Reflexão, poema de “31 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 28 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Maio

A Vontade de Deus pode ser conhecida através de completo silêncio e da sempre-crescente receptividade da mente.

Quando a mente humana funciona poderosamente, a Vontade divina não consegue operar. A Vontade de Deus atua, apenas, quando a mente humana não o faz. Quando a mente se torna um recetáculo puro, o Supremo pode verter dentro dele a Sua infinita Paz, Luz e Bem-Aventurança. Assim, a maneira mais fácil para que conheçamos a Vontade de Deus é tornarmo-nos no instrumento e não no agente. Se nos tornamos apenas o instrumento para realizar os Planos de Deus, a Vontade Dele se fará em e através de nós. Deus age e é também a própria ação. Ele é tudo. Nós apenas observamos.

Quando a sua vida-dedicação-aspiração
Está na Terra
Apenas para a satisfação da Vontade de Deus,
Está destinado a sentir
Que a sua vida-sucesso
E o seu coração-progresso
Nada mais são do que
Um esforço-sem-esforço.


Reflexão, poema de “28 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 25 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Maio

Espere pelo amanhã para pensar nos pensamentos de amanhã.

Do ponto de vista espiritual, cada pensamento possui um valor especial na sua mente. Cada pensamento tem um significado especial. Na nossa vida comum, nós todos sabemos o que o pensamento é. Nós criamos o pensamento, acalentamos o pensamento. Não há ninguém que não saiba como pensar – isto é, o pensar comum, por assim dizer. Mas, se alguém, que
tem uma mente desenvolvida pára de pensar, se aprende a arte de parar a mente, essa pessoa faz um tremendo progresso na vida espiritual. Quando um pensamento entra na mente aspirante, é como encontrar um inimigo no campo de batalha. Quanto mais se consegue silenciar a mente, mais rapidamente a Meta é realizada.

Deus ama-o
Quando vê o seu coração
Inundado de silêncio.
Deus ama-o
Quando vê a sua mente
Vazia do seu conteúdo usual:
A floresta-confusão.


Reflexão, poema de “25 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 19 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

19 de Maio

A nossa Meta está no nosso interior. Para alcançá-la temos de tomar a vida espiritual.

Na vida espiritual, a maior necessidade é a consciência ou a perceção. Sem ela, tudo é um deserto árido. Quando entramos num lugar escuro, levamos uma lanterna ou alguma outra fonte de luz, de modo a saber onde estamos indo. Se desejamos conhecer a nossa vida não-iluminada, temos de procurar a ajuda da consciência. Sabemos que o sol ilumina o mundo. Mas, como nos veio tal percepção? Ficamos cientes através da nossa consciência, que é auto-reveladora. O funcionamento do sol não é auto-revelador. É a nossa consciência do sol, que nos faz sentir que ele ilumina o mundo. É a nossa consciência que em tudo se revela. E essa consciência é um infinito mar de deleite.

Seja corajoso
No que diz respeito ao seu coração.
Seja sincero
No que diz respeito à sua mente.
Verá como é fácil
Viver a sua vida
Numa consciência, supremamente, melhor.


Reflexão, poema de “19 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

4 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

4 de Maio

Ver além de mim mesmo é encontrar e sentir a minha unicidade inseparável com meu Amado Supremo.

Depois do Amor de Deus, tenho que sentir algo muito significativo e profundo: a Unicidade de Deus. O Amor de Deus não basta. Eu posso amar algo ou alguém sem ter estabelecido ali a minha unicidade, unicidade inseparável com o objeto do amor. Portanto, após sentir o Amor de Deus, eu
tenho de desenvolver a minha consciente, constante e inseparável unicidade com Ele.

Consciência é a única coisa
De que a minha mente precisa.
Devoção é a única coisa
De que o meu coração necessita.
Unicidade – constante, incessante,
Inseparável unicidade com meu Senhor Supremo –
É a única coisa de que eu preciso.


Reflexão “4 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.