De Quem é o belo Olho -Sri Chinmoy, Poemas

De Quem é o belo Olho, a todo momento

Enviando-me arrepios de deleite?

Foi Você quem me deu

O infinito Amor da Sua Luz interior?

Eu não sei quem eu sou.

Você e eu secretamente nos encontramos

E compartilhamos as visões e a missão,

As ideias e ideais divinos dos nossos corações.

Ninguém mais sabe

Salvo e exceto nós dois.

-Sri Chinmoy.

Lá nas profundezas do meu coração eu ouço -Sri Chinmoy, Poemas

Lá nas profundezas do meu coração eu ouço

O Seu Néctar-Silêncio.

Lá não haverá mais problemas,

Nem complicações na minha vida.

De agora em diante, serei a criança de Luz no oceano da vida.

E lá meu pequeno barco navegará,

Velejando com enorme deleite.

Minha vida será o jogo de centenas de ondas

No grande oceano da vida.

-Sri Chinmoy

Mensagem: nossas vidas são limitadas -Sri Chinmoy

Nossas vidas são limitadas.

Nossos problemas e lutas

São ilimitados.

Ainda assim, o nosso Senhor nos diz:

“Minhas crianças, não temam.

Marchem, marchem em frente.

Estou com vocês todos.

Estou em vocês todos.

Existo para vocês todos.

Vocês estão certos a alcançar

Sua destinada Meta.”

-Sri Chinmoy

Receita de Ano Novo – mensagem de Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

– Carlos Drummond de Andrade