Poema de 02 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

02 de Julho

A cada aniversário que chega, a fatal morte bate à porta do nosso corpo. Mas, a alma imortal dentro do aposento-corpo diz: “Está a bater na porta errada. Vá-se embora, vá-se embora!”

Serei um tolo se, conscientemente, viver no físico. Serei um tolo ainda maior se, constantemente, admirar e adorar o meu corpo físico. Serei o maior dos tolos se viver apenas para satisfazer as necessidades da minha existência física. Sou uma pessoa sábia se sei que há algo chamado alma. Sou uma pessoa mais sábia se tenho o cuidado de ver e de sentir a minha alma. Sou a pessoa mais sábia se vivo na minha alma e para a minha alma, constante e devotadamente, sem reservas e incondicionalmente.

Ó corpo, meu corpo,
Pense na alma.
Pois, com a ajuda dela
Tornar-se-á
A serenidade, paz, luz e felicidade da Eternidade.


Reflexão, poema de “02 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 15 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

15 de Junho

Eu amo o pequenino ninho-humildade do meu coração, infinitamente mais do que o imenso palácio-arrogância da minha mente.

A minha humildade não significa que eu queira que o mundo me ignore. Isso não é humildade. A minha humildade diz que eu nunca deveria esconder a minha ignorância e nem fazer alarde sobre o meu conhecimento. Sentir-se, extremamente, desgostoso e reclamar do que acontece consigo não é sinal de humildade. Os verdadeiros sinais da humildade são a constante aspiração e o clamor interior por mais paz, luz e
felicidade.

Quando Deus desce
Para tocar o finito,
Chamamos a isso Compaixão.
Quando o homem se curva
Em auto-oferecimento à humanidade,
Chamamos a isso humildade.


Reflexão, poema de “15 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.