Poema de 13 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

13 de Junho

A paciência não é algo passivo. Pelo contrário, é algo dinâmico.

Como podemos desenvolver a paciência? Devemos sentir que embarcamos numa jornada espiritual, numa jornada interior, a qual tem uma Meta e que essa Meta nos quer e precisa de nós, tanto quanto nós a queremos e precisamos dela. Ela está pronta para nos aceitar, para nos dar o que possui
mas, fá-lo-á à sua própria maneira e na Hora escolhida por Deus. Saibamos que Deus nos dará a Sua riqueza no tempo certo. A paciência nunca nos dirá que tal é uma tarefa sem esperanças. A paciência, apenas, dirá que ainda não estamos prontos ou que a hora ainda não chegou.

Aquele que deseja ser
Um Deus-amante e um Deus-servidor
Nunca ficará satisfeito
Com uma reserva limitada de paciência.


Reflexão, poema de “13 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

29 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

29 de Abril

A ação pode ser executada sem se pedir a Sabedoria de Deus, mas, se Lhe pedirmos para nos guiar e depois agirmos, então, a responsabilidade será de Deus.

Para começar a minha jornada espiritual, eu preciso de Deus – o Perdão. Primeiro eu tenho de esvaziar-me da minha existência não divina. Todos os pensamentos e feitos não divinos que estão dentro de mim, tudo o que não é aspiração e inspiração dentro de mim, tudo isso tenho de descartar. E, para tanto, preciso do Perdão de Deus. Eu cometi erros do tamanho do Himalaia inúmeras vezes. Se Deus não me perdoar pelas coisas não-divinas que fiz ao longo dos anos, como poderei caminhar ao longo da senda espiritual, o caminho soliluminado? Somente, se Deus me perdoar poderei entrar de todo o coração na vida espiritual. Assim, para começar, eu preciso do Perdão de Deus.

Meu Senhor Amado Supremo,
Eu sou o meu deserto-desejo.
Não pode ser o Seu Rio-Perdão?


Reflexão “29 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.