Poema de 5 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

5 de Junho

Para encarar o fracasso e acolher o sucesso, é necessário sair, deliberadamente, do território-dúvida.

Duvidamos de Deus, precisamente, porque pensamos que Ele é invisível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é inaudível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é incompreensível. Mas, para vê-Lo, o que temos feito? Para ouvi-Lo, o que temos feito? Para entendê-Lo, o que temos feito? Para vê-Lo, temos orado devotadamente todos os dias? A resposta é não. Para ouvi-Lo, temos amado incondicionalmente a humanidade? Não. Para entendê-Lo, temos servido a divindade na humanidade? Não. Não temos orado a Deus. Não temos amado a humanidade e nem servido a divindade na humanidade. Ainda assim, queremos ver Deus face a face. É impossível.

O que tem causado os seus fracassos?
Não a sua dúvida,
Não a sua insegurança,
Mas, a sua falta de vontade.


Reflexão, poema de “5 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 4 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

4 de Junho

A mente que duvida não é nada mais do que uma planta-insegurança.

Fé e dúvida. Elas são como os polos Norte e Sul. Infelizmente, um homem de fé é, frequentemente, mal entendido. Somos propensos a chamar um homem de fé de fanático mas, nisso cometemos um erro deplorável. Um fanático detesta a razão e ignora a mente racional, enquanto que um homem de fé, se ele é realmente um homem de fé, acolherá a razão e aceitará a mente que duvida. Assim, a sua fé ajudará a mente que duvida, a transcender-se, tornando-se infinita Vastidão, tornando-se algo eterno e imortal.

Seja sábio!
Mantenha os seus medos e dúvidas interiores,
Constantemente,
Sob seu perfeito controle.


Reflexão, poema de “4 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 1 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

1 de Junho

Auto-negação não resolve problema algum. Auto-asserção não resolve problema algum. É a manifestação de Deus, através da auto-existência, que resolverá todos os problemas do presente e do futuro.

Se o medo é o nosso problema, sintamos que somos os soldados escolhidos de Deus, o Todo-Poderoso. Se a dúvida é o nosso problema, sintamos que temos, profundamente, dentro de nós o mar da Luz de Deus. Se a inveja é o nosso problema, devemos sentir que somos a unicidade da Luz e Verdade de Deus. Se a insegurança é o nosso problema, devemos sentir que Deus não é, e nem pode ser, nada senão a Sua constante garantia, de que Ele nos clamará como verdadeiramente Seus. Se o corpo é o problema, a nossa constante prontidão e atenção podem resolver esse problema. Se o vital é o problema, a nossa imaginação que sobe aos céus pode resolver esse problema. Se a mente é o problema, a nossa aspiração de perfeição pode resolver esse problema. Se a vida é o problema, a nossa auto-descoberta preenchedora pode resolver esse problema.

Apenas, uma mente Deus-centrada
Poderá desafiar todas as tempestades-dúvida
E todos os trens-inveja.


Reflexão, poema de “1 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.