Poema de 16 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

16 de Junho

Se segue o seu caminho de altruísmo, lenta e constantemente, logo Deus o guiará silenciosamente.

Deus é o meu superior, o meu único superior. Eu sou humilde com Ele. Esse é o meu dever supremo. Os filhos de Deus são meus iguais. Eu sou humilde com eles. Essa é minha maior necessidade. O orgulho é meu inferior. Eu sou
humildade para ele. Essa é a minha mais certa segurança. A minha humildade não é a abstinência de amor-próprio. Eu amo-me. Realmente amo-me. Eu amo-me porque em mim habita, orgulhosamente, a mais elevada divindade.

É um privilégio excepcional
Ter a beleza de uma mente serena,
A pureza de um coração amoroso
E
A divindade de uma vida humilde.


Reflexão, poema de “16 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 15 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

15 de Junho

Eu amo o pequenino ninho-humildade do meu coração, infinitamente mais do que o imenso palácio-arrogância da minha mente.

A minha humildade não significa que eu queira que o mundo me ignore. Isso não é humildade. A minha humildade diz que eu nunca deveria esconder a minha ignorância e nem fazer alarde sobre o meu conhecimento. Sentir-se, extremamente, desgostoso e reclamar do que acontece consigo não é sinal de humildade. Os verdadeiros sinais da humildade são a constante aspiração e o clamor interior por mais paz, luz e
felicidade.

Quando Deus desce
Para tocar o finito,
Chamamos a isso Compaixão.
Quando o homem se curva
Em auto-oferecimento à humanidade,
Chamamos a isso humildade.


Reflexão, poema de “15 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 15 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

15 de Maio

Devemos perceber que há, apenas, um modo de se obter infinitas possibilidades futuras. Esse modo reside no grande poder: a humildade.

Sentindo-nos indignos não seremos capazes de atrair a Compaixão de Deus. Seria absurdo. Nem mesmo uma gota mais, da Compaixão de Deus, se derramará sobre a Terra se sentirmos que somos indignos. Porém, sendo humildes, se aspirarmos e ao sentirmos que a pequena capacidade que temos vem de Deus, então, poderemos realizar-nos e Deus ficará agradado. Portanto, nunca se sinta indigno. Sinta, apenas, a necessidade de humildade verdadeira na sua vida, para que Deus possa agir em e através de si, no seu próprio nível.

A minha vida-humildade
É a minha unicidade consciente
Com a Universalidade iluminadora e realizadora
Do meu Amado Supremo.


Reflexão, poema de “15 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 14 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

14 de Maio

Humildade não é uma virtude intencional, autoimposta. É um estado interior de consciência que sente alegria pura na sua expressão.

Existe uma grande diferença entre humildade e indignidade. Quando estamos a ponto de fazer algo, certas incapacidades, com as quais nascemos, podem fazer-nos sentir indignos. A indignidade pode vir também como resultado de algo não-divino que fizemos. Mas, qualquer que seja a razão, aquele que se sente indigno de alguma coisa permanecerá distante do mundo de deleite. Esse é um modo negativo de abordar a verdade. Mas, se tomarmos a abordagem positiva, sentiremos sempre que viemos de Deus. Devemos estar conscientes de Deus dentro de nós, não através do sentimento da indignidade mas, através da humildade. Se eu sou indigno da
minha Fonte, então, por que é que Ela me criou?

A partir de agora
Tente ver-se a si mesmo,
Do modo como Deus sempre
O viu:
Como o realizador da Sua Visão universal.


Reflexão, poema de “14 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

De Quem é o belo Olho -Sri Chinmoy, Poemas

De Quem é o belo Olho, a todo momento

Enviando-me arrepios de deleite?

Foi Você quem me deu

O infinito Amor da Sua Luz interior?

Eu não sei quem eu sou.

Você e eu secretamente nos encontramos

E compartilhamos as visões e a missão,

As ideias e ideais divinos dos nossos corações.

Ninguém mais sabe

Salvo e exceto nós dois.

-Sri Chinmoy.

Meus poemas favoritos – escritos por Sri Chinmoy

 

A Sempre-Nova Visão

e

A Sempre-Ancestral Realidade

*

 

Poemas de Sri Chinmoy

Título original: “The Ever-New Vision and the Ever-Ancient Reality”

Traduzidos ao português pelo Centro Sri Chinmoy Brasil

3/set/2013

 

 

 

*

 

 

Uma seqüência interminável de céus

Onde não há ar.

Um anseio interior me compele a trazer

Uma guirlanda de poemas

Para adorá-Lo.

O altar está vazio.

Quero preenchê-lo;

Quero cobri-lo de poemas,

Com uma guirlanda de poemas.

Sei que é apenas assim

Que posso esquecer dos sofrimentos e alegrias

Que devem ser esquecidos.

 

*

 

Meu Amado, eu amo Você.

Eu Lhe trouxe

Algumas belas flores

Que colhi hoje pela manhã.

Eu desejo adorá-Lo com estas flores.

Ah, Você sorri porque sabe

Que estas flores, na verdade, pertencem a Você.

Estou decorando-O com Seus próprios presentes.

 

*

 

As nuvens velejam em direção a um mundo desconhecido,

Enfeitadas com beleza miríade.

Um rosto sorridente as acompanha.

As nuvens velejam em direção a uma terra desconhecida.

Ó céu, conte-me para onde as nuvens viajam.

Pergunto com olhos cheios de lágrimas.

Ó céu, você fará minha vida tão luminosa

E bela quanto as nuvens?

Ó céu, conte-me para onde as nuvens velejam.

 

*

 

Pelo toque de quem o lírio sorri

E abre seu botão-beleza?

A luz-de-lua da beleza de quem

Eu vejo no lírio?

Quem é o Olho de meu olho?

Quem é o Coração do meu coração?

Ora, por que eu não O vejo,

Sua Face de Beleza Transcendental,

Mesmo em meus sonhos?