Poema de 19 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

19 de Junho

Quando reparar que os defeitos e as más qualidades de alguém são óbvios, tente, imediatamente, sentir que os seus defeitos e más qualidades não o representam totalmente. A sua verdadeira existência é, infinitamente, melhor do que aquilo que vê agora.

Se a humanidade tivesse de se tornar perfeita antes que pudesse ser aceite por si, não mais necessitaria do seu amor, afeição e cuidado. Mas, neste exato momento, no seu estado imperfeito de consciência, a humanidade precisa da sua ajuda. Dê à humanidade, sem reservas, a mais insignificante e limitada ajuda que tem à disposição. Esta é a oportunidade dourada. Se perder esta oportunidade, o seu sofrimento futuro será além da sua capacidade de suportar, pois virá um dia em que perceberá que a imperfeição humana é a sua própria imperfeição. Você é criação de Deus e a humanidade também o é. A humanidade é, somente, uma expressão do seu próprio coração universal. Poderá e deverá amar a humanidade, não apenas como um todo mas, também individualmente, se compreender o facto de que, a não ser que a humanidade atinja a Meta suprema, a sua própria perfeição divina não será completa.

O seu dia-a-dia é povoado de buscadores e não buscadores,
Deus-adeptos e Deus-incrédulos.
O seu olho de cuidado abriga-os e o seu coração de amor
Ensina-os.


Reflexão, poema de “19 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 29 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

29 de Maio

Ame a humanidade aqui, devotada e incansavelmente. A recompensa obte-la-á noutro lugar, indubitável e também infinitamente.

Pode oferecer, conscientemente, amor puro aos outros se sentir que lhes está dando uma porção do seu alento-vida, quando lhes fala ou pensa neles. E esse alento-vida oferece-o, apenas, porque sente que, você e o resto do mundo, são inseparavelmente um. Onde há unicidade, tudo é puro amor.

Cada vez que eu amo à humanidade
Sem reservas,
Cada vez que eu amo a Deus
Incondicionalmente,
Eu recupero uma parte
Da minha própria vida real.


Reflexão, poema de “29 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.