Poema de 7 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

7 de Junho

Pena de si mesmo, auto-indulgência e procuras emocionais egoístas trata-se de uma mesma imperfeição, apenas, com diferentes nomes.

Se diz que não tem fé em si mesmo mas, que tem toda a fé em Deus, devo dizer que não poderá ir muito longe. Deve ter fé, fé constante a abundante, não apenas em Deus mas, também em si mesmo, pois é filho ou filha de Deus. Quando sente, verdadeiramente, que é uma criança de Deus, perceberá que está aquém da sua dignidade fazer amizade com a ignorância. Realidade, Eternidade, Imortalidade e Infinidade não são termos vagos: são os seus direitos de nascimento. Quando tiver esse tipo de fé, Deus derramará as Suas bençãos escolhidas sobre a sua cabeça devotada e seu coração entregue.

Não pode transcender-se a si mesmo
Estudando livros.
Mas pode, certamente, transcender-se
Ouvindo os ditames interiores
Da sua alma.


Reflexão, poema de “7 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 26 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Maio

Planeia a verdadeira felicidade na sua vida? Então, não ceda à razão, nem ao destino mas, apenas aos ditames da sua voz interior.

A Vontade de Deus em alguém é progressiva, como um músculo que se desenvolve – forte, mais forte, fortíssimo. A Vontade de Deus é fazer-nos sentir que há algo permanente, duradouro, infindável. Quando alguém atinge esse estado, saberá qual a Vontade máxima de Deus. Reconhecemos a
Vontade de Deus pela sensação de satisfação duradoura que ela nos proporciona. Qualquer coisa que seja eterna, qualquer coisa que seja imortal e divina é a Vontade de Deus. Apesar de lidar com a Eternidade, Deus não é indiferente mesmo por um segundo. Pois, é por um segundo ou dois ou três, que entramos no Infinito e na Eternidade. Tentemos sentir o que é a Vontade de Deus a cada segundo.

Deus não quer
Satisfazer o seu desejo,
Precisamente, porque
Ele quer satisfazer o Seu próprio desejo.
Qual é o desejo de Deus?
O seu desejo é fazer de si,
Exatamente como Ele: um outro Deus.


Reflexão, poema de “26 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.