Poema de 13 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

13 de Julho

O que obtem

O amor próprio egoísta e o ódio de si mesmo são duas doenças, que podem ser curadas por um remédio, que é o amor a Deus.

Nós queremos agradar ao mundo, mas, como poderemos fazê-lo, se não nos agradam as nossas próprias vidas? É um absurdo gritante tentarmos agradar aos outros se não estamos satisfeitos com a nossa existência interior e exterior. Deus deu-nos grandes bocas e com elas tentamos agradar aos outros, mas dentro dos nossos corações há um deserto árido. Se não temos aspiração, como podemos oferecer paz, alegria e amor ao mundo? Como podemos oferecer qualquer coisa divina quando não praticamos o que pregamos? A espiritualidade proporciona-nos a capacidade de praticar o que pregamos. Se não trilhamos o caminho da espiritualidade, apenas pregaremos; será um jogo unilateral. A nossa pregação frutificará, apenas, quando for praticada.

Para elevar a atmosfera-mundo,
Comece, a partir de hoje,
Com o coração que doa
E a vida de entrega.


Reflexão, poema de “13 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 03 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

03 de Julho

Possa o alento da espiritualidade tornar-se a única força na minha vida.

Quando o ego opera, sentimos que somos indispensáveis. Sentimos que sabemos mais do que todos os outros e que somos responsáveis por tudo. Sentimos que todos precisam de nós. O Eu transcendental abriga o cosmos inteiro e oferece liberação ou liberdade a cada alma individual. O grande “Eu” está expandindo-se sempre, a si mesmo. Quando expandimos, conscientemente, nós sorvemos êxtase. Estendemo-nos como um pássaro abrindo as suas asas. No entanto, quando procuramos possuir algo, tentamos fazê-lo a ferro e fogo. Já a expansão espontânea da nossa consciência é como uma mãe estendendo os seus braços à volta dos seus filhos. Não há sentimentos possessivos. Apenas, sentimos que pela força da nossa aspiração que expandimos a nossa própria realidade interior.

Veja, veja!
O Choro Dele está em si.
O Sorriso Dele é para si.


Reflexão, poema de “03 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poemas do Mês de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

Paz de espírito
Não pode ser obtida da noite para o dia.
Para termos paz de espírito
Devemos investir muitos anos-silêncio
Em espiritualidade.


Reflexão, poema do Mês de Julho, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 9 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

9 de Junho

O que é a espiritualidade? É a linguagem comum entre homem e Deus.

Quando seguimos uma vida espiritual, quando andamos pelo caminho da espiritualidade, uma palavra surge sempre e essa palavra é sacrifício. Devemos sacrificar a nossa própria existência pelos outros – aquilo que temos e aquilo que somos. O que temos é disposição e o que somos é alegria. Podemos ter essa alegria, apenas, quando a procuramos no nosso interior profundo. Sendo nós interiormente alegria, seremos boa vontade exteriormente. Apenas, quando a nossa existência interior estiver inundada de alegria e deleite é que estaremos dispostos, mais do que dispostos, a ajudar o mundo exterior.

Quando alegremente
Faço o que posso,
Meu Senhor Supremo, incondicionalmente,
Faz por mim
O que eu não posso.


Reflexão, poema de “9 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.