Poema de 28 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Junho

Quando um buscador sincero ora e medita, irradia beleza. Essa beleza vem, diretamente, da sua existência interior, a sua alma.

Quando oramos, oferecemos a beleza da intensidade do nosso coração ao Supremo. Quando meditamos, oferecemos a beleza do nosso silêncio interior ao Supremo. Quando amamos o mundo exterior, sabendo que ele é a manifestação e a expressão do Supremo, então, oferecemos a beleza da nossa unicidade universal ao Supremo.

O altar-entrega do seu coração
É a beleza sem igual
Que ascende a tocar
O âmago do Céu.


Reflexão, poema de “28 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 26 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Junho

O mundo está coberto de dificuldades. De certa maneira, está cheio de espinhos. Todavia, usando um calçado, poderá caminhar sobre os espinhos. E de que é feito esse calçado? É feito da Graça de Deus.

Não deveríamos, e não precisamos nunca, preocupar-nos com o nosso futuro. Por via da entrega, uma pessoa espiritual torna-se, inseparavelmente, una com a Vontade cósmica de Deus. No presente momento, não nos entregamos à Vontade de Deus e esse é o porquê de sofrermos. Sentimos assim: se não fizermos algo por nós mesmos, então quem o fará? Todavia, essa não é a verdade. Existe alguém que fará tudo por nós e esse alguém é o nosso Piloto Interior. E o que é esperado de nós? Apenas, entrega a Sua consciente Vontade. Ele atuará em e através de nós, apenas, quando nos tornarmos Seus instrumentos conscientes. Quando sentirmos que nós somos os instrumentos e que Ele é o Agente, não nos preocuparemos com o nosso futuro e nem o temeremos, porque saberemos e sentiremos que ele está nas Mãos tudo-amorosas de Deus, as quais farão tudo, em nós, através de nós e por nós.

Não diga
Que sozinho pode fazê-lo.
Diga que Deus o faz em e através de si.
Ora, eis que tudo está feito.


Reflexão, poema de “26 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 25 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Junho

O aborrecimento e a tristeza são os piores inimigos, destruindo a vida em toda a sua inspiração divina. Findo o aborrecimento, não mais há tristeza; a sua vida tornar-se-á a beleza de uma rosa, o canto da aurora, a dança do crepúsculo.

Não deveríamos preocupar-nos. Deveríamos ter fé implícita em Deus, nosso Piloto Interior. Sintamos que Deus não apenas sabe o que é melhor para nós mas, também, fará o que é melhor para nós. As preocupações existem porque não sabemos o que nos acontecerá amanhã ou mesmo no próximo minuto. Contudo, se pudermos sentir que há alguém que pensa em nós, infinitamente, mais do que nós mesmos e se pudermos, conscientemente, oferecer-Lhe a nossa responsabilidade, dizendo: “Seja o responsável – Eterno Pai, Eterna Mãe, seja responsável pelo que eu faço, digo e me torno”, então, o nosso passado, presente e futuro passam a ser problema Dele. Enquanto tentarmos ser responsáveis pela a nossa própria vida, sentir-nos-emos miseráveis. Não seremos capazes de utilizar propriamente, sequer, dois minutos das vinte e quatro horas que temos.

É bom saber que Deus me ama.
É melhor saber que Deus precisa de mim.
O melhor de tudo é saber
Que Deus faz qualquer coisa,,
Incondicionalmente, por mim.


Reflexão, poema de “25 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 23 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

23 de Junho

Ama a sua vida interior. Isso significa que Deus tem um cuidado muito especial por si.

Constantemente, submete a sua vontade a coisas terrenas – ao barulho, aos sinais de trânsito, ao governo. Sente que, não se entregando a essas coisas, estará completamente perdido, ao passo que, ao render-se-lhes, ao menos, poderá continuar na Terra. Se deseja uma vida de aspiração, precisa de ter essa mesma espécie de sentimento em relação às coisas espirituais. Precisa sentir que se não orar, se não meditar, estará totalmente perdido; se não chorar, se não se entregar à mais elevada divindade, então, a sua existência será vazia e nem precisará de continuar na Terra. Sinta que sem orientação
interior estará, completamente, perdido e desamparado. Essa orientação interior vem, apenas, quando realmente deseja entregar a sua ignorância à luz que há no seu interior.

O meu caminho não é
Seguir o mundo.
O meu caminho não é
Liderar o mundo.
O meu caminho é
Andar junto de Deus.


Reflexão, poema de “23 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 22 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

22 de Junho

Meu Senhor, lembre-me de tempos em tempos que Me ensinou como amar o mundo incondicionalmente.

A cada momento nos é concedida ampla oportunidade de amar a humanidade. Se, realmente, amamos a humanidade, então, desejamos oferecer-lhe serviço dedicado. Quando, realmente, desejamos ampliar a nossa existência, expandir a nossa consciência e ser um, inseparavelmente, com a Vastidão, a única resposta é a entrega. A cada momento vemos bem à nossa frente uma barreira entre um ser humano e o outro – uma parede adamantina entre duas pessoas. Não conseguimos comunicar-nos, satisfatoriamente, de todo coração e alma. Por quê? Porque nos falta amor. O amor é a nossa unicidade inseparável com o resto do mundo, com toda a criação de Deus. Podemos trazer para baixo essa parede adamantina com a força do nosso amor devotado.

Cultive lágrimas, devotadamente, puras
De amor-unicidade.
A vida universal de beleza
Será toda sua.


Reflexão, poema de “22 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poemas do Mês de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

Entregue-se, entregue-se, alegremente,
À Vontade de Deus.
Não será arrebatado
Pelos fortes ventos da preocupação.


Reflexão, poema do Mês de Junho, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.