Poema de 13 de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

13 de Julho

O que obtem

O amor próprio egoísta e o ódio de si mesmo são duas doenças, que podem ser curadas por um remédio, que é o amor a Deus.

Nós queremos agradar ao mundo, mas, como poderemos fazê-lo, se não nos agradam as nossas próprias vidas? É um absurdo gritante tentarmos agradar aos outros se não estamos satisfeitos com a nossa existência interior e exterior. Deus deu-nos grandes bocas e com elas tentamos agradar aos outros, mas dentro dos nossos corações há um deserto árido. Se não temos aspiração, como podemos oferecer paz, alegria e amor ao mundo? Como podemos oferecer qualquer coisa divina quando não praticamos o que pregamos? A espiritualidade proporciona-nos a capacidade de praticar o que pregamos. Se não trilhamos o caminho da espiritualidade, apenas pregaremos; será um jogo unilateral. A nossa pregação frutificará, apenas, quando for praticada.

Para elevar a atmosfera-mundo,
Comece, a partir de hoje,
Com o coração que doa
E a vida de entrega.


Reflexão, poema de “13 de Julho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 24 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

24 de Maio

Existe uma derrota que nos traz maior triunfo do que a vitória. E qual é essa derrota? É a derrota do ego pela a nossa alma.

Enfraquece-mos o ego e, finalmente, o sub-julgamos pensando na Consciência tudo-permeante de Deus. Essa consciência não é algo que temos de conquistar. Essa consciência já está dentro de nós; apenas, temos de estar conscientes dela. Além disso, enquanto estamos em meditação, temos de desenvolvê-la e iluminá-la em medida infinita. E para nossa completa surpresa, o ego será enterrado no seio da morte.

Ó Senhor,
Dê-me a capacidade
Para amar o Seu Som-Silêncio,
Infinitamente, mais do que eu amo
Qualquer outra coisa.


Reflexão, poema de “24 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 23 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

23 de Maio

Feliz é aquele que superou todo o egoísmo. Abençoado é aquele que vê Deus emergindo do oceano do ego.

O ego humano comum dá-nos uma sensação de identidade separada, de uma consciência apartada. Sem dúvida, uma sensação de individualidade e auto-importância é necessária num certo estágio do desenvolvimento do homem. Mas, o ego separa a nossa consciência individual da Consciência Universal. A exata função do ego é a separação. Ele não consegue sentir satisfação em ver duas coisas no mesmo nível, ao mesmo tempo. Ele pensa, sempre, que uma deve ser superior à outra. O ego faz-nos sentir que isolados somos todos fracos, que nunca nos será possível termos ou sermos a Consciência infinita. O ego, por fim, é limitação. Essa limitação é ignorância, e ignorância é morte. Portanto, o ego acaba em morte.

Como outras coisas,
Descarte a sua lista
De lamentações.
Descarte a sua importância
Auto-imposta.


Reflexão, poema de “23 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.