Poema de 5 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

5 de Junho

Para encarar o fracasso e acolher o sucesso, é necessário sair, deliberadamente, do território-dúvida.

Duvidamos de Deus, precisamente, porque pensamos que Ele é invisível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é inaudível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é incompreensível. Mas, para vê-Lo, o que temos feito? Para ouvi-Lo, o que temos feito? Para entendê-Lo, o que temos feito? Para vê-Lo, temos orado devotadamente todos os dias? A resposta é não. Para ouvi-Lo, temos amado incondicionalmente a humanidade? Não. Para entendê-Lo, temos servido a divindade na humanidade? Não. Não temos orado a Deus. Não temos amado a humanidade e nem servido a divindade na humanidade. Ainda assim, queremos ver Deus face a face. É impossível.

O que tem causado os seus fracassos?
Não a sua dúvida,
Não a sua insegurança,
Mas, a sua falta de vontade.


Reflexão, poema de “5 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 18 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

18 de Maio

Uma mente que duvida é uma ameaça insolente à querida tranquilidade do seu coração.

O melhor e mais efetivo modo de vencer a dúvida é tomar o lado positivo. Sinta que não é a dúvida mas, a certeza. Sinta que não é o medo, mas a coragem. Procure identificar-se, sempre, com a qualidade positiva. Ao mudar a sua postura interior em relação à sua própria vida interior, dirá que a dúvida não é a realidade, que o medo não é a realidade; dirá que, a verdadeira realidade é a fé e a coragem.

Não se permita
Ser pisado, constantemente,
Pelos pés da dúvida e do medo!


Reflexão, poema de “18 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 17 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

17 de Maio

Sem dúvida, o homem é, infinitamente, superior a um animal selvagem. Mas, ele bebe sempre de duas garrafas de veneno: uma garrafa é o ego e a outra é a dúvida. Até que se livre dessas duas garrafas, o homem não é senão um animal superior.

A dúvida é uma força não-divina. Eu chamo-lhe veneno lento. Ela é o nosso pior inimigo na vida espiritual. Hoje eu duvido de mim mesmo, amanhã duvido de Deus, depois de amanhã duvido do mundo inteiro. Se eu duvido de Deus, nada acontece; Deus continua tão perfeito quanto sempre foi. Se eu duvido de alguma pessoa, ela permanece a mesma. Mas, quando eu duvido de mim mesmo, estou arruinado. Não consigo avançar sequer um centímetro. Assim, o melhor é não duvidar de si mesmo, não duvidar dos outros e nem duvidar de Deus.

Por que permite à dúvida
Deteriorar a perfeição
Da sua mente?
Por que permite ao medo
Arruinar a perfeição
Do seu coração?
Por que permite à ansiedade
Estragar a perfeição
Da sua vida?


Reflexão, poema de “17 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.