Poema de 17 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

17 de Maio

Sem dúvida, o homem é, infinitamente, superior a um animal selvagem. Mas, ele bebe sempre de duas garrafas de veneno: uma garrafa é o ego e a outra é a dúvida. Até que se livre dessas duas garrafas, o homem não é senão um animal superior.

A dúvida é uma força não-divina. Eu chamo-lhe veneno lento. Ela é o nosso pior inimigo na vida espiritual. Hoje eu duvido de mim mesmo, amanhã duvido de Deus, depois de amanhã duvido do mundo inteiro. Se eu duvido de Deus, nada acontece; Deus continua tão perfeito quanto sempre foi. Se eu duvido de alguma pessoa, ela permanece a mesma. Mas, quando eu duvido de mim mesmo, estou arruinado. Não consigo avançar sequer um centímetro. Assim, o melhor é não duvidar de si mesmo, não duvidar dos outros e nem duvidar de Deus.

Por que permite à dúvida
Deteriorar a perfeição
Da sua mente?
Por que permite ao medo
Arruinar a perfeição
Do seu coração?
Por que permite à ansiedade
Estragar a perfeição
Da sua vida?


Reflexão, poema de “17 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 16 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

16 de Maio

Nunca ouviremos a canção da voz interior se, consciente ou inconscientemente, fizermos amizade com a ansiedade.

Quando somos atormentados por preocupações e ansiedades, temos de sentir que há um antídoto. O antídoto é sentir interiormente o Amor de Deus por nós. Preocupações e ansiedades ir-se-ão embora, apenas, quando nos identificarmos com algo que tenha paz, serenidade, divindade e o sentimento de unicidade absoluta. Se nos identificarmos com o Piloto Interior, obteremos a força de Sua Luz iluminadora. As preocupações surgem porque nos identificamos com o medo. Preocupando-nos todo o tempo ou tendo pensamentos não-divinos, não seguiremos em direção à nossa meta. Entraremos na divindade, somente, quando tivermos pensamentos positivos: “Eu sou de Deus. Eu sou para Deus.” Pensando dessa forma, não poderá haver nenhuma preocupação ou ansiedade.

Devore as suas ansiedades!
A Felicidade de Deus e a sua felicidade
Voarão juntas num céu-unicidade.


Reflexão, poema de “16 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.