12 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

12 de Maio

O que quer que aconteça em Providência divina não é, apenas, para melhor mas, é também inevitável, pois não existe alternativa.

Sucesso e fracasso são duas experiências. Temos de unificar estas duas experiências e, qualquer que seja a experiência que obtivermos no final do nosso empreendimento, temos de a oferecer ao Supremo, com imensa alegria. Se pudermos colocar o resultado aos Pés do nosso Amado Supremo,
devotada, alegremente, sem reservas e incondicionalmente, certamente, teremos verdadeira paz de espírito. A paz de espírito virá e baterá à porta da nossa vida. Não teremos de esperar por ela; ela esperará por nós.

A perfeita felicidade é
O entusiasmo sem
A expectativa.


Reflexão “12 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

11 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

11 de Maio

Ore para dizer a Deus o que tem feito. Medite para que Deus, efetivamente, possa dizer-lhe o que deve fazer.

Como podemos saber se algo é a Vontade de Deus? Quando algo é a Vontade de Deus, sentiremos uma espécie de alegria interior ou satisfação mesmo antes de começarmos a agir. Durante a ação também sentiremos alegria. Finalmente, sentimos que seremos, igualmente felizes, seja a nossa ação frutífera ou infrutífera. Na vida normal, ficamos felizes apenas quando bem-sucedidos. Apenas, quando vemos a vitória no final da nossa jornada é que ficamos felizes e encantados. Mas, se tivermos a mesma espécie de felicidade, alegria e satisfação, quer sejamos bem sucedidos ou falhemos e se pudermos, alegremente, oferecer o resultado das nossas ações aos Pés de Nosso Bem-Amado Supremo, então, saberemos que o que foi feito, foi a Vontade de Deus. Senão, quando há sucesso, sentiremos que, o que fizemos, foi a Vontade de Deus e que, quando falhamos, o que realizamos foi a vontade de uma força hostil. Ou então, quando somos bem sucedidos dizemos que foi por causa de nosso esforço pessoal, da nossa vontade e quando falhamos, foi porque Deus não se importa connosco.

Apenas, ao agradar a Deus à maneira própria de Deus
Nos sentiremos confortados.
De outra forma, tudo será uma provação.


Reflexão “11 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

10 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

10 de Maio

Os desejos são verdadeiramente satisfeitos, apenas, quando perfeitamente transcendidos.

A posse traz frustração e infrutífera é a renúncia. O que pode, então, dar-nos paz de espírito? Apenas, a aceitação da Vontade de Deus pode trazer-nos verdadeira paz de espírito. Teremos paz ao aceitar a vontade de Deus como a nossa própria, muito nossa. Apenas, assim, a nossa vida pode ser frutífera. Aos Olhos de Deus não há coisas tais como posse e renúncia. Aos Seus Olhos há, apenas, uma coisa: aceitação – aceitação da Vontade de Deus. No nosso coração, na nossa vida, há apenas uma oração suprema, a oração que o Cristo Salvador nos ensinou: “Seja feita a Vossa Vontade.” Milhões de orações foram escritas desde tempos imemoriais, mas nenhuma pode igualar-se a esta: “Seja feita a Vossa Vontade.” Quando aceitamos a Vontade de Deus como nossa, a cada momento a paz derrama-se, abundantemente, na nossa vida de sabedoria, na nossa vida de aspiração e na nossa vida de dedicação.

Para domar os abundantes problemas da vida,
Saia do laço dos desejos abundantes
E tente fazer amizade com a vontade-perfeição
Do coração-satisfação da Infinidade.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

9 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

9 de Maio

Sem respirar energia-vida não seremos capazes de sobreviver. Da mesma forma, sem paz nós não vivemos e nem podemos viver como verdadeiros seres humanos.

Precisamos, desesperadamente, de paz – paz interior, paz exterior. Como é possível que não tenhamos paz, que é tão importante na nossa vida? Não temos paz devido à nossa sede por possuir. Desejamos possuir o mundo mas, quando aumentamos as nossas posses materiais percebemos que ainda somos verdadeiros pedintes. Não importa o que adquirimos na nossa vida, quando olhamos à nossa volta vemos que alguém tem aquela exata coisa, só que em maior quantidade e perdemos a nossa paz de espírito. Tornamo-nos vítimas da preocupação, ansiedade, tristeza e frustração, as quais são sempre seguidas pela destruição.

Ó buscador,
A alegria da sua vida-desejo
Não é nada senão a sua tristeza
Mascarada
.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

28 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Abril

Quando a era da razão terminar, o coração de paz inundará o mundo inteiro.

Neste momento, os países do mundo desentendem-se, e alguns são pouco divinos, para não dizer, que não são divinos. Mas, profundamente, dentro deles existe um anseio interior. Cada nação espera um dia ter paz, luz e unicidade. Paz, luz e unicidade, definitivamente, virão para a arenamundo, precisamente, porque cada nação está inundada de esperança. Essa esperança de hoje será transformada na duradoura satisfação de amanhã, somente, quando nós acreditarmos na esperança, crescemos na esperança e, em cada momento, respirarmos a fragrância e a beleza da esperança.


De facto, a escolha
Da divindade na humanidade é perfeita.
Ela deseja ver
Todos os buscadores vivendo juntos
Como bons membros
De uma única comunidade-mundial.


Reflexão “28 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

27 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Abril

A sua paciência devotada é o primeiro degrau da sua frutífera escada-paz.

O mundo está ainda a milhões de milhas distante da paz mundial. Mas, apenas, porque não vemos a realidade toda de uma só vez, isso não é razão para ficarmos desencorajados. Antes de o dia raiar, é escuro. Quando olhamos para a escuridão que está em volta e nos identificamos com ela, é-nos quase impossível ter fé no facto de que haverá luz. Mas há luz no fim do túnel. No fim da escuridão há luz.

Por a sua mente ser serena e calma,
A sua esperança de promover a paz-mundial,
Não permanecerá um sonho não realizado.


Reflexão “27 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

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Lá vai o meu Amado -Sri Chinmoy, Poemas.

Lá vai o meu Amado, meu doce Senhor,

Com os sinos tilintando nos Seus Tornozelos.

Ouço a música da Sua Flauta

Vibrando pelos horizontes.

Se meu menino pastor lançasse um só olhar

Para trás, ainda assim, ele somente seguiria em frente.

Que os meus olhos sigam o caminho

Que o meu Amado trilha.

Na hora do crepúsculo,

Com um doce e sereno sorriso,

Conduzindo o rebanho de Luz variados,

Meu menino pastor segue adiante.

-Sri Chinmoy.