Lá vai o meu Amado -Sri Chinmoy, Poemas.

Lá vai o meu Amado, meu doce Senhor,

Com os sinos tilintando nos Seus Tornozelos.

Ouço a música da Sua Flauta

Vibrando pelos horizontes.

Se meu menino pastor lançasse um só olhar

Para trás, ainda assim, ele somente seguiria em frente.

Que os meus olhos sigam o caminho

Que o meu Amado trilha.

Na hora do crepúsculo,

Com um doce e sereno sorriso,

Conduzindo o rebanho de Luz variados,

Meu menino pastor segue adiante.

-Sri Chinmoy.

De Quem é o belo Olho -Sri Chinmoy, Poemas

De Quem é o belo Olho, a todo momento

Enviando-me arrepios de deleite?

Foi Você quem me deu

O infinito Amor da Sua Luz interior?

Eu não sei quem eu sou.

Você e eu secretamente nos encontramos

E compartilhamos as visões e a missão,

As ideias e ideais divinos dos nossos corações.

Ninguém mais sabe

Salvo e exceto nós dois.

-Sri Chinmoy.

Você é o meu querido -Sri Chinmoy, Poemas

Você é o meu querido.

Você é o querido de todos os outros, também.

Como é que não adoramos Seus Pés, beijamos Seus Pés,

Sabendo perfeitamente bem que podemos chamá-lo de nosso Senhor Supremo?

É um desleixo,

Mas nas profundezas dos nossos corações não O lavamos,

Mesmo sendo o nosso verdadeiro amigo.

Você conhece a peçonha da nossa mente

E, ainda assim, é o Mar-Perdão.

Quando a morte quer nos capturar,

Ficamos entre a morte e a nossa existência.

Isso quer dizer que somos ignorantes.

Não importa o que Você faça por nós,

Não lhe oferecemos o nosso coração-gratidão.

-Sri Chinmoy

Quero me curvar Àquele -Sri Chinmoy, Poemas.

Quero me curvar Àquele

Cujas Mãos amorosas e compassivas

Abençoam tudo e todos.

Quero que Ele me conte,

Quero aprender com Ele,

Por que e como Ele sofre

Em e através de todos os seres humanos,

Por que Ele sofre impiedosamente

Com uma dor interminável.

Há razão especial?

Quero que Ele me conte.

-Sri chinmoy

Meus poemas favoritos – escritos por Sri Chinmoy

 

A Sempre-Nova Visão

e

A Sempre-Ancestral Realidade

*

 

Poemas de Sri Chinmoy

Título original: “The Ever-New Vision and the Ever-Ancient Reality”

Traduzidos ao português pelo Centro Sri Chinmoy Brasil

3/set/2013

 

 

 

*

 

 

Uma seqüência interminável de céus

Onde não há ar.

Um anseio interior me compele a trazer

Uma guirlanda de poemas

Para adorá-Lo.

O altar está vazio.

Quero preenchê-lo;

Quero cobri-lo de poemas,

Com uma guirlanda de poemas.

Sei que é apenas assim

Que posso esquecer dos sofrimentos e alegrias

Que devem ser esquecidos.

 

*

 

Meu Amado, eu amo Você.

Eu Lhe trouxe

Algumas belas flores

Que colhi hoje pela manhã.

Eu desejo adorá-Lo com estas flores.

Ah, Você sorri porque sabe

Que estas flores, na verdade, pertencem a Você.

Estou decorando-O com Seus próprios presentes.

 

*

 

As nuvens velejam em direção a um mundo desconhecido,

Enfeitadas com beleza miríade.

Um rosto sorridente as acompanha.

As nuvens velejam em direção a uma terra desconhecida.

Ó céu, conte-me para onde as nuvens viajam.

Pergunto com olhos cheios de lágrimas.

Ó céu, você fará minha vida tão luminosa

E bela quanto as nuvens?

Ó céu, conte-me para onde as nuvens velejam.

 

*

 

Pelo toque de quem o lírio sorri

E abre seu botão-beleza?

A luz-de-lua da beleza de quem

Eu vejo no lírio?

Quem é o Olho de meu olho?

Quem é o Coração do meu coração?

Ora, por que eu não O vejo,

Sua Face de Beleza Transcendental,

Mesmo em meus sonhos?

 

O que é meditação?

Pergunta: O que é meditação?

Sri Chinmoy: Meditação é a invocação de uma força mais elevada ou uma realidade mais elevada para a parte mais baixa de nossa existência. As partes mais elevadas e mais baixas são ambas nossas, mas as realidades superiores que tentamos trazer durante a meditação são conscientes de sua unicidade com Deus, ao passo que as realidades inferiores em nós não o são. Quando meditamos, invocamos as realidades mais elevadas, para que adentrem as realidades inferiores e façam com que elas sintam que também pertencem a Deus. Assim, a meditação é a invocação de uma parte mais elevada nossa, para que entre em nossa parte mais baixa, de forma a iluminá-la e convencê-la de que o inferior também poderá ser um dia tão bom, tão divino, tão perfeito quanto o mais elevado em nós – contanto que receba a luz que vem das alturas. Então, quando as realidades mais baixas foram corretamente iluminadas, elas serão capazes de clamar por Deus assim como as realidades superiores o fazem.

tradução
Sri Chinmoy, Sri Chinmoy Speaks, Part 5, Agni Press, 1976.