Poema de 25 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Maio

Espere pelo amanhã para pensar nos pensamentos de amanhã.

Do ponto de vista espiritual, cada pensamento possui um valor especial na sua mente. Cada pensamento tem um significado especial. Na nossa vida comum, nós todos sabemos o que o pensamento é. Nós criamos o pensamento, acalentamos o pensamento. Não há ninguém que não saiba como pensar – isto é, o pensar comum, por assim dizer. Mas, se alguém, que
tem uma mente desenvolvida pára de pensar, se aprende a arte de parar a mente, essa pessoa faz um tremendo progresso na vida espiritual. Quando um pensamento entra na mente aspirante, é como encontrar um inimigo no campo de batalha. Quanto mais se consegue silenciar a mente, mais rapidamente a Meta é realizada.

Deus ama-o
Quando vê o seu coração
Inundado de silêncio.
Deus ama-o
Quando vê a sua mente
Vazia do seu conteúdo usual:
A floresta-confusão.


Reflexão, poema de “25 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 17 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

17 de Maio

Sem dúvida, o homem é, infinitamente, superior a um animal selvagem. Mas, ele bebe sempre de duas garrafas de veneno: uma garrafa é o ego e a outra é a dúvida. Até que se livre dessas duas garrafas, o homem não é senão um animal superior.

A dúvida é uma força não-divina. Eu chamo-lhe veneno lento. Ela é o nosso pior inimigo na vida espiritual. Hoje eu duvido de mim mesmo, amanhã duvido de Deus, depois de amanhã duvido do mundo inteiro. Se eu duvido de Deus, nada acontece; Deus continua tão perfeito quanto sempre foi. Se eu duvido de alguma pessoa, ela permanece a mesma. Mas, quando eu duvido de mim mesmo, estou arruinado. Não consigo avançar sequer um centímetro. Assim, o melhor é não duvidar de si mesmo, não duvidar dos outros e nem duvidar de Deus.

Por que permite à dúvida
Deteriorar a perfeição
Da sua mente?
Por que permite ao medo
Arruinar a perfeição
Do seu coração?
Por que permite à ansiedade
Estragar a perfeição
Da sua vida?


Reflexão, poema de “17 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 16 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

16 de Maio

Nunca ouviremos a canção da voz interior se, consciente ou inconscientemente, fizermos amizade com a ansiedade.

Quando somos atormentados por preocupações e ansiedades, temos de sentir que há um antídoto. O antídoto é sentir interiormente o Amor de Deus por nós. Preocupações e ansiedades ir-se-ão embora, apenas, quando nos identificarmos com algo que tenha paz, serenidade, divindade e o sentimento de unicidade absoluta. Se nos identificarmos com o Piloto Interior, obteremos a força de Sua Luz iluminadora. As preocupações surgem porque nos identificamos com o medo. Preocupando-nos todo o tempo ou tendo pensamentos não-divinos, não seguiremos em direção à nossa meta. Entraremos na divindade, somente, quando tivermos pensamentos positivos: “Eu sou de Deus. Eu sou para Deus.” Pensando dessa forma, não poderá haver nenhuma preocupação ou ansiedade.

Devore as suas ansiedades!
A Felicidade de Deus e a sua felicidade
Voarão juntas num céu-unicidade.


Reflexão, poema de “16 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

12 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

12 de Maio

O que quer que aconteça em Providência divina não é, apenas, para melhor mas, é também inevitável, pois não existe alternativa.

Sucesso e fracasso são duas experiências. Temos de unificar estas duas experiências e, qualquer que seja a experiência que obtivermos no final do nosso empreendimento, temos de a oferecer ao Supremo, com imensa alegria. Se pudermos colocar o resultado aos Pés do nosso Amado Supremo,
devotada, alegremente, sem reservas e incondicionalmente, certamente, teremos verdadeira paz de espírito. A paz de espírito virá e baterá à porta da nossa vida. Não teremos de esperar por ela; ela esperará por nós.

A perfeita felicidade é
O entusiasmo sem
A expectativa.


Reflexão “12 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Lá vai o meu Amado -Sri Chinmoy, Poemas.

Lá vai o meu Amado, meu doce Senhor,

Com os sinos tilintando nos Seus Tornozelos.

Ouço a música da Sua Flauta

Vibrando pelos horizontes.

Se meu menino pastor lançasse um só olhar

Para trás, ainda assim, ele somente seguiria em frente.

Que os meus olhos sigam o caminho

Que o meu Amado trilha.

Na hora do crepúsculo,

Com um doce e sereno sorriso,

Conduzindo o rebanho de Luz variados,

Meu menino pastor segue adiante.

-Sri Chinmoy.

De Quem é o belo Olho -Sri Chinmoy, Poemas

De Quem é o belo Olho, a todo momento

Enviando-me arrepios de deleite?

Foi Você quem me deu

O infinito Amor da Sua Luz interior?

Eu não sei quem eu sou.

Você e eu secretamente nos encontramos

E compartilhamos as visões e a missão,

As ideias e ideais divinos dos nossos corações.

Ninguém mais sabe

Salvo e exceto nós dois.

-Sri Chinmoy.