Poemas para aprender inglês com tradução 12

The world 

Is being destroyed 

By possession-obsession-hunger. 

*

O mundo

Está sendo destruído

Pela sede-posse-obsessão.

*

The world can be illumined 

      And fulfilled 

By obsession-renunciation- 

      Hunger-fulfilment.

*

O mundo pode ser iluminado

      E verdadeiramente satisfeito

Pela obsessão-renúncia-

     Sede-satisfação.

-Sri Chinmoy

“Uma palavra pode mudar a vida inteira de uma pessoa.” -Sri Chinmoy

“Muito, muito antes de Ramana Maharshi ir para lá, Arunachala [N.d.T.: a montanha onde o Maharshi viveu e alcançou a iluminação] já era sagrada. Muitos sábios viveram lá por séculos e séculos antes da chegada de Ramana Maharshi. É por isso que esse nome o encantou. Tão logo ouviu o nome, ele sentiu algo em seu coração. Ele sentiu uma alegria indescritível, tal êxtase.

“… De forma parecida, quando alguém diz Dakshineshwar [N.d.T.: onde morou Sri Ramakrishna], sinto algo verdadeiro imediatamente. Não sinto a mesma coisa quando ouço outros nomes. Os outros lugares são todos grandiosos, importantes lugares, mas infelizmente eu não sinto a mesma coisa.

“Eu fui para o Ashram Sri Aurobindo quando tinha um ano e alguns meses de idade. A partir dos quatro anos de idade, se qualquer pessoa dissesse o nome “Sri Aurobindo”, pronto! Eu sentia tanta alegria, algo tão sagrado. Algo dentro de mim nadava no mar de deleite.

“Aconteceu quando vocês ouviram “Sri Chinmoy”? Quantos podem dizer algo assim? A minha filosofia é que deve-se pegar as fotos dos Mestres espirituais e olhar para este, para aquele. Sinta qual mais o atrai, qual deles possui uma atração magnética. E então vá.

“Uma palavra pode mudar a vida inteira de uma pessoa.”

-do livro Light Language, Vidagdha Bennett

Quem / Who -Sri Aurobindo, poema traduzido

Quem

 

No azul do céu, no verde da floresta,

De Quem é a mão que ornamentou o brilho?

Quando os ventos repousavam no úbere do éter,

Quem os despertou e fê-los soprar?

 

Ele se perde no coração, na caverna da Natureza,

Ele é encontrado no cérebro onde constrói o pensamento:

Na tessitura e florescer das flores entremeado,

Na luminosa rede de estrelas Ele aprisionado.

 

Na força do homem, na beleza da mulher,

Na risada de um rapaz, no rubor de uma moça;

A mão que faz rotacionar Júpiter pelos céus

Usa toda a sua perspicácia para desenhar uma curva.

 

Lá estão Suas obras e Seus véus e Suas sombras;

Mas onde Ele está, então, e por qual nome é conhecido?

Ele é Brahma ou Vishnu, homem ou mulher?

Corpóreo ou incorpóreo? Gêmeo ou solitário?

 

Amamos um rapaz negro e resplandecente;

Uma mulher é nossa Senhora, nua e feroz.

Vimo-Lo refletir na neve nas montanhas,

Observamo-Lo laborar no coração das esferas.

 

Ele contará ao mundo Seus meios e Sua esperteza;

Tem o enlevo de tortura e paixão e dor;

Deleita-Se em nossa tristeza e empurra-nos a chorar

E então nos isca novamente com Sua alegria e beleza.

 

Toda música não passa do som da sua risada,

Toda beleza, o sorriso do Seu deleite apaixonado;

Nossas vidas são o pulso de Seu coração; nosso enlevo

O noivado de Radha e Krishna; nosso amor, seu beijo.

Ele é a força que soa no clangor dos trompetes

E cavalga a carruagem e bate nas lanças;

Mata incansavelmente e é repleto de compaixão.

Ele guerreia pelo mundo e seus anos derradeiros.

 

No meneio dos mundos, no surgimento das eras,

Inefável, poderoso, majestoso e puro,

Além do último ápice tocado pelo pensador

Ele é entronado em Seus assentos sempiternos.

 

O Mestre do homem e seu Amante infinito

É próximo dos nossos corações – tívessemos visão a enxergar;

Somos cegos pelo orgulho e pompa das nossas paixões,

Somos presos em nossos pensamentos que nos fazem pensar livres.

 

É Ele no sol que é eterno e imorredouro,

E na meia-noite Sua sombra se alarga;

Quando a escuridão era cega e envolta em escuridão,

Sentado nela estava Ele, imenso e sozinho.

(tradução de Patanga Cordeiro)

 

Who

In the blue of the sky, in the green of the forest,
Whose is the hand that has painted the glow?
When the winds were asleep in the womb of the ether,
Who was it roused them and bade them to blow?

He is lost in the heart, in the cavern of Nature,
He is found in the brain where He builds up the thought:
In the pattern and bloom of the flowers He is woven,
In the luminous net of the stars He is caught.

In the strength of a man, in the beauty of woman,
In the laugh of a boy, in the blush of a girl;
The hand that sent Jupiter spinning through heaven,
Spends all its cunning to fashion a curl.

There are His works and His veils and His shadows;
But where is He then? by what name is He known?
Is He Brahma or Vishnu? a man or a woman?
Bodies or bodiless? twin or alone?

We have love for a boy who is dark and resplendent,
A woman is lord of us, naked and fierce.
We have seen Him a-muse on the snow of the mountains,
We have watched Him at work in the heart of the spheres.

We will tell the whole world of His ways and His cunning;
He has rapture of torture and passion and pain;
He delights in our sorrow and drives us to weeping,
Then lures with His joy and His beauty again.

All music is only the sound of His laughter,
All beauty the smile of His passionate bliss;
Our lives are His heart-beats, our rapture the bridal
Of Radha and Krishna, our love is their kiss.

He is strength that is loud in the blare of the trumpets,
And He rides in the car and He strikes in the spears;
He slays without stint and is full of compassion;
He wars for the world and its ultimate years.

In the sweep of the worlds, in the surge of the ages,
Ineffable, mighty, majestic and pure,
Beyond the last pinnacle seized by the thinker
He is throned in His seats that for ever endure.

The Master of man and his infinite Lover,
He is close to our hearts, had we vision to see;
We are blind with our pride and the pomp of our passions,
We are bound in our thoughts where we hold ourselves free.

It is He in the sun who is ageless and deathless,
And into the midnight His shadow is thrown;
When darkness was blind and engulfed within darkness,
He was seated within it immense and alone.

-Sri Aurobindo

Aceno / Invitation -Sri Aurobindo, poema

Aceno

 

Com o vento e o tempo flamulando a meu redor

Subo à montanha e à charneca.

Quem virá comigo? Quem subirá comigo?

Cruzar o riacho e pisar a neve?

 

Não no mesquinho círculo das cidades

Restrito pelas suas portas e paredes eu habito;

Sobre mim Deus é o azul no céu,

Contra mim o vento e tempestada rebelam.

 

Brinco com a solidão nestas minhas terras,

Fiz-me companheiro das minhas más venturas.

Quem vive solto? Quem vive livre?

Suba a estas terras varridas pelo vento.

 

Sou o Senhor da tempestade e montanha,

Sou o Espírito da liberdade e orgulho.

Hirto deve ser e familiar do perigo aquele

Que compartilha do meu reino e caminha a meu lado.

 

(tradução Patanga Cordeiro)

 

Invitation

 

With wind and the weather beating round me
Up to the hill and the moorland I go.
Who will come with me? Who will climb with me?
Wade through the brook and tramp through the snow?

Not in the petty circle of cities
Cramped by your doors and your walls I dwell;
Over me God is blue in the welkin,
Against me the wind and the storm rebel.

I sport with solitude here in my regions,
Of misadventure have made me a friend.
Who would live largely? Who would live freely?
Here to the wind-swept uplands ascend.

I am the Lord of tempest and mountain,
I am the Spirit of freedom and pride.
Stark must he be and a kinsman to danger
Who shares my kingdom and walks at my side.

-Sri Aurobindo

Assassinei a sua ignorância -Sri Chinmoy, Poemas.

Quando pensei que eu era o agente

De todas as minhas ações,

Tornei-me névoa.

Morri.

Virei o imperador do grandioso fracasso.

Minha alma veio à tona,

Consolou minha cega ignorância.

Deus causou a Sua Aparição suprema.

“Seu tolo, não noive a beleza sem vida da impossibilidade.

Eu não desperdiço sequer uma folha.

Assassinei a sua selvagem ignorância para você,

Para igualar-se ao Meu Trono Transcendental.”

-Sri Chinmoy

O meu diário -Sri Chinmoy, Poemas.

Nas primeiras horas da aurora,

Nas tardias horas da noite,

Eu escrevo o meu diário.

O meu diário só abriga uma palavra:

Gratidão.

Gratidão à compaixão de Deus,

Gratidão ao serviço do homem,

Gratidão à busca pela minha auto-transcendência,

Gratidão ao meu auto-questionamento,

Gratidão à minha descoberta-Deus.

-Sri Chinmoy

Cartões de mensagens de Sri Aurobindo

A casa do Divino não está fechada a qualquer pessoas que bata sinceramente aos seus portões, quaisquer sejam seus erros e tropeços do passado.

 

*

 

O que é exigido de você não é uma entrega passiva, na qual se torna um bloco, mas que coloque a sua vontade à disposição da Vontade Divina.

 

*

 

Ó transcendente em poder-vontade, que não soframos o controle de ninguém, seja na nossa incepção, seja na nossa criação.

 

*

 

Você não consegue cuidar de si mais do que Deus cuida de você.

 

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Toda vida é tão-somente uma farta e multifacetada oportunidade que nos é dada a descobrir, realizar, expressar o divino.

 

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Uma libertação completa e uma perfeição completa da posse completa do Divino e a posse pelo Divino é possível, mas não costuma acontecer por um milagre corriqueiro ou uma série de milagres. A milagre pode ocorrer e ocorre, mas apenas quando há o chamado pleno e completa autodoação.

 

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Viva interiormente; não se abale com acontecimentos exteriores.

 

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Aspire intensamente, mas sem impaciência.

 

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Tudo pode ser feito se o toque-Deus estiver presente.

 

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Todas as coisas mudam na hora transfigurante de Deus.

 

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Mensagens de Sri Aurobindo encontradas em cartões oferecidos a pessoas em ocasiões especiais, digitadas por Chinmoy, aqui traduzidas.

Eu canto porque Você canta -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu canto porque Você canta.

Eu sorrio porque Você sorri.

Porque Você toca a flauta,

Eu me tornei a Sua flauta.

Nas profundezas do meu coração Você toca:

Você é meu, eu sou Seu:

Essa é a minha única identidade.

Em uma só Forma

Você é minha Mãe e Pai eternos,

E Consciência-lua, Consciência-sol,

Tudo-permeante.

-Sri Chinmoy