Poema de 27 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Maio

Quanto mais obedecer-mos interiormente, melhor reinaremos exteriormente.

Há uma maneira muito simples de saber qual é a Vontade de Deus para nós. Cada novo dia, construímos o nosso próprio mundo; tomamos decisões; sentimos que as coisas devem ser feitas de uma certa maneira. Eu devo lidar com essa pessoa dessa maneira; devo dizer isso; eu devo fazer aquilo; tenho de dar isso. Tudo é “eu, eu, eu”. Se, em vez de planejarmos, pudermos deixar as nossas mentes, absolutamente, calmas e silenciosas, poderemos saber qual a Vontade de Deus. Esse silêncio não é o silêncio dos mortos; é o silêncio dinâmico e progressivo da receptividade.

Um verdadeiro Deus-amante
Não precisa sujeitar-se
Às decisões da sua mente.
Ele deve apenas ouvir
Os ditames do seu coração.


Reflexão, poema de “27 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 26 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Maio

Planeia a verdadeira felicidade na sua vida? Então, não ceda à razão, nem ao destino mas, apenas aos ditames da sua voz interior.

A Vontade de Deus em alguém é progressiva, como um músculo que se desenvolve – forte, mais forte, fortíssimo. A Vontade de Deus é fazer-nos sentir que há algo permanente, duradouro, infindável. Quando alguém atinge esse estado, saberá qual a Vontade máxima de Deus. Reconhecemos a
Vontade de Deus pela sensação de satisfação duradoura que ela nos proporciona. Qualquer coisa que seja eterna, qualquer coisa que seja imortal e divina é a Vontade de Deus. Apesar de lidar com a Eternidade, Deus não é indiferente mesmo por um segundo. Pois, é por um segundo ou dois ou três, que entramos no Infinito e na Eternidade. Tentemos sentir o que é a Vontade de Deus a cada segundo.

Deus não quer
Satisfazer o seu desejo,
Precisamente, porque
Ele quer satisfazer o Seu próprio desejo.
Qual é o desejo de Deus?
O seu desejo é fazer de si,
Exatamente como Ele: um outro Deus.


Reflexão, poema de “26 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 25 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Maio

Espere pelo amanhã para pensar nos pensamentos de amanhã.

Do ponto de vista espiritual, cada pensamento possui um valor especial na sua mente. Cada pensamento tem um significado especial. Na nossa vida comum, nós todos sabemos o que o pensamento é. Nós criamos o pensamento, acalentamos o pensamento. Não há ninguém que não saiba como pensar – isto é, o pensar comum, por assim dizer. Mas, se alguém, que
tem uma mente desenvolvida pára de pensar, se aprende a arte de parar a mente, essa pessoa faz um tremendo progresso na vida espiritual. Quando um pensamento entra na mente aspirante, é como encontrar um inimigo no campo de batalha. Quanto mais se consegue silenciar a mente, mais rapidamente a Meta é realizada.

Deus ama-o
Quando vê o seu coração
Inundado de silêncio.
Deus ama-o
Quando vê a sua mente
Vazia do seu conteúdo usual:
A floresta-confusão.


Reflexão, poema de “25 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 24 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

24 de Maio

Existe uma derrota que nos traz maior triunfo do que a vitória. E qual é essa derrota? É a derrota do ego pela a nossa alma.

Enfraquece-mos o ego e, finalmente, o sub-julgamos pensando na Consciência tudo-permeante de Deus. Essa consciência não é algo que temos de conquistar. Essa consciência já está dentro de nós; apenas, temos de estar conscientes dela. Além disso, enquanto estamos em meditação, temos de desenvolvê-la e iluminá-la em medida infinita. E para nossa completa surpresa, o ego será enterrado no seio da morte.

Ó Senhor,
Dê-me a capacidade
Para amar o Seu Som-Silêncio,
Infinitamente, mais do que eu amo
Qualquer outra coisa.


Reflexão, poema de “24 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 23 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

23 de Maio

Feliz é aquele que superou todo o egoísmo. Abençoado é aquele que vê Deus emergindo do oceano do ego.

O ego humano comum dá-nos uma sensação de identidade separada, de uma consciência apartada. Sem dúvida, uma sensação de individualidade e auto-importância é necessária num certo estágio do desenvolvimento do homem. Mas, o ego separa a nossa consciência individual da Consciência Universal. A exata função do ego é a separação. Ele não consegue sentir satisfação em ver duas coisas no mesmo nível, ao mesmo tempo. Ele pensa, sempre, que uma deve ser superior à outra. O ego faz-nos sentir que isolados somos todos fracos, que nunca nos será possível termos ou sermos a Consciência infinita. O ego, por fim, é limitação. Essa limitação é ignorância, e ignorância é morte. Portanto, o ego acaba em morte.

Como outras coisas,
Descarte a sua lista
De lamentações.
Descarte a sua importância
Auto-imposta.


Reflexão, poema de “23 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 22 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

22 de Maio

Permita que os outros desfrutem da própria superioridade superficial. Tente desfrutar da pureza da unidade-satisfação do seu coração.

Algumas vezes, a fim de provar a sua superioridade, o homem tenta usar o seu poder de forma violenta, agressiva. Ele quer obter alegria por via da sua superioridade, quer provar ao mundo que ele é importante. Para provar a sua excelência, o homem adota quaisquer meios e a sua consciência não o preocupa. Deus, na Sua infinita Bondade, vem a ele e diz: “Essa é uma escolha errada. Não pode provar ao mundo que é, incomparávelmente, único. O que espera, de facto, da sua superioridade é alegria, alegria ilimitada. Mas, essa alegria ilimitada nunca será sua, a menos que conheça o segredo dos segredos. E esse segredo é a sua unicidade indivisível com cada ser humano na Terra.”

A sua forte dependência
Nas suas próprias capacidades
Será a ruína
Da sua vida espiritual.


Reflexão, poema de “22 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 21 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

21 de Maio

Para ver o Além, o que é absolutamente necessário é a nossa certeza – fé implícita em nós mesmos. Temos de sentir que somos a criança escolhida de Deus.

Para realizarmos a Meta no nosso profundo interior, temos de diariamente renovar a nossa vida e trazer-lhe frescor. Todos os dias, cedo pela manhã, temos de revitalizar a nossa vida exterior com dourada esperança. Essa esperança não é um sonho vazio; ela é o precursor da divindade que se manifestará em e através da nossa natureza exterior. É a nossa qualidade divina dinâmica, a nossa esperança dourada, que vê o Além, mesmo, quando este ainda é uma meta longínqua.

Ó coração, meu coração,
Eu tenho apenas uma prece.
Torne-se o estandarte da esperança
Na minha vida.


Reflexão, poema de “21 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 20 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

20 de Maio

A fé foi escolhida por Deus, mesmo, para ser a dirigente da campanha pela Vitória de Deus.

Ter fé em Deus e ter fé em si é a resposta perfeita para todas as questões. Mas, a nossa fé tem de ser algo interior e profundo. Ela não é a mera autoconfiança vinda do vital exterior. A fé é o rio que está fluindo para o mar da realidade sempre-crescente e sempre-iluminadora.

Por desafiar a dúvida,
A sua mente está a voar
No céu de Satisfação-Deleite
De Deus.


Reflexão, poema de “20 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 19 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

19 de Maio

A nossa Meta está no nosso interior. Para alcançá-la temos de tomar a vida espiritual.

Na vida espiritual, a maior necessidade é a consciência ou a perceção. Sem ela, tudo é um deserto árido. Quando entramos num lugar escuro, levamos uma lanterna ou alguma outra fonte de luz, de modo a saber onde estamos indo. Se desejamos conhecer a nossa vida não-iluminada, temos de procurar a ajuda da consciência. Sabemos que o sol ilumina o mundo. Mas, como nos veio tal percepção? Ficamos cientes através da nossa consciência, que é auto-reveladora. O funcionamento do sol não é auto-revelador. É a nossa consciência do sol, que nos faz sentir que ele ilumina o mundo. É a nossa consciência que em tudo se revela. E essa consciência é um infinito mar de deleite.

Seja corajoso
No que diz respeito ao seu coração.
Seja sincero
No que diz respeito à sua mente.
Verá como é fácil
Viver a sua vida
Numa consciência, supremamente, melhor.


Reflexão, poema de “19 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 18 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

18 de Maio

Uma mente que duvida é uma ameaça insolente à querida tranquilidade do seu coração.

O melhor e mais efetivo modo de vencer a dúvida é tomar o lado positivo. Sinta que não é a dúvida mas, a certeza. Sinta que não é o medo, mas a coragem. Procure identificar-se, sempre, com a qualidade positiva. Ao mudar a sua postura interior em relação à sua própria vida interior, dirá que a dúvida não é a realidade, que o medo não é a realidade; dirá que, a verdadeira realidade é a fé e a coragem.

Não se permita
Ser pisado, constantemente,
Pelos pés da dúvida e do medo!


Reflexão, poema de “18 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 17 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

17 de Maio

Sem dúvida, o homem é, infinitamente, superior a um animal selvagem. Mas, ele bebe sempre de duas garrafas de veneno: uma garrafa é o ego e a outra é a dúvida. Até que se livre dessas duas garrafas, o homem não é senão um animal superior.

A dúvida é uma força não-divina. Eu chamo-lhe veneno lento. Ela é o nosso pior inimigo na vida espiritual. Hoje eu duvido de mim mesmo, amanhã duvido de Deus, depois de amanhã duvido do mundo inteiro. Se eu duvido de Deus, nada acontece; Deus continua tão perfeito quanto sempre foi. Se eu duvido de alguma pessoa, ela permanece a mesma. Mas, quando eu duvido de mim mesmo, estou arruinado. Não consigo avançar sequer um centímetro. Assim, o melhor é não duvidar de si mesmo, não duvidar dos outros e nem duvidar de Deus.

Por que permite à dúvida
Deteriorar a perfeição
Da sua mente?
Por que permite ao medo
Arruinar a perfeição
Do seu coração?
Por que permite à ansiedade
Estragar a perfeição
Da sua vida?


Reflexão, poema de “17 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 16 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

16 de Maio

Nunca ouviremos a canção da voz interior se, consciente ou inconscientemente, fizermos amizade com a ansiedade.

Quando somos atormentados por preocupações e ansiedades, temos de sentir que há um antídoto. O antídoto é sentir interiormente o Amor de Deus por nós. Preocupações e ansiedades ir-se-ão embora, apenas, quando nos identificarmos com algo que tenha paz, serenidade, divindade e o sentimento de unicidade absoluta. Se nos identificarmos com o Piloto Interior, obteremos a força de Sua Luz iluminadora. As preocupações surgem porque nos identificamos com o medo. Preocupando-nos todo o tempo ou tendo pensamentos não-divinos, não seguiremos em direção à nossa meta. Entraremos na divindade, somente, quando tivermos pensamentos positivos: “Eu sou de Deus. Eu sou para Deus.” Pensando dessa forma, não poderá haver nenhuma preocupação ou ansiedade.

Devore as suas ansiedades!
A Felicidade de Deus e a sua felicidade
Voarão juntas num céu-unicidade.


Reflexão, poema de “16 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 15 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

15 de Maio

Devemos perceber que há, apenas, um modo de se obter infinitas possibilidades futuras. Esse modo reside no grande poder: a humildade.

Sentindo-nos indignos não seremos capazes de atrair a Compaixão de Deus. Seria absurdo. Nem mesmo uma gota mais, da Compaixão de Deus, se derramará sobre a Terra se sentirmos que somos indignos. Porém, sendo humildes, se aspirarmos e ao sentirmos que a pequena capacidade que temos vem de Deus, então, poderemos realizar-nos e Deus ficará agradado. Portanto, nunca se sinta indigno. Sinta, apenas, a necessidade de humildade verdadeira na sua vida, para que Deus possa agir em e através de si, no seu próprio nível.

A minha vida-humildade
É a minha unicidade consciente
Com a Universalidade iluminadora e realizadora
Do meu Amado Supremo.


Reflexão, poema de “15 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 14 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

14 de Maio

Humildade não é uma virtude intencional, autoimposta. É um estado interior de consciência que sente alegria pura na sua expressão.

Existe uma grande diferença entre humildade e indignidade. Quando estamos a ponto de fazer algo, certas incapacidades, com as quais nascemos, podem fazer-nos sentir indignos. A indignidade pode vir também como resultado de algo não-divino que fizemos. Mas, qualquer que seja a razão, aquele que se sente indigno de alguma coisa permanecerá distante do mundo de deleite. Esse é um modo negativo de abordar a verdade. Mas, se tomarmos a abordagem positiva, sentiremos sempre que viemos de Deus. Devemos estar conscientes de Deus dentro de nós, não através do sentimento da indignidade mas, através da humildade. Se eu sou indigno da
minha Fonte, então, por que é que Ela me criou?

A partir de agora
Tente ver-se a si mesmo,
Do modo como Deus sempre
O viu:
Como o realizador da Sua Visão universal.


Reflexão, poema de “14 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

13 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

13 de Maio

O nosso vital ama ser amado. O nosso coração ama de modo que, também, possa ser amado. A nossa alma, apenas, ama devotada e eternamente.

Pode ser mais recetivo ao amor divino se puder sentir todos os dias, que a sua Fonte é toda Amor e que está na Terra para oferecer, constantemente, em pensamentos e em ações, o amor que já tem. Em cada momento tem vários pensamentos e, portanto, pode oferecer amor através de cada um de seus pensamentos. Sempre que fizer algo, pode sentir que as suas ações não são nada mais do que uma expressão do amor. Enquanto pensa e age, se puder sentir que está oferecendo amor à humanidade e ao resto do mundo, poderá ser mais receptivo ao amor universal. Assim, pode sentir que o divino Amor de Deus é todo seu.

É Deus, o Amante dentro de si,
Quem oferece alegria e amor ao mundo.
É Deus o Bem-amado,
Que tudo recebe
No coração-mundo.


Reflexão “13 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

12 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

12 de Maio

O que quer que aconteça em Providência divina não é, apenas, para melhor mas, é também inevitável, pois não existe alternativa.

Sucesso e fracasso são duas experiências. Temos de unificar estas duas experiências e, qualquer que seja a experiência que obtivermos no final do nosso empreendimento, temos de a oferecer ao Supremo, com imensa alegria. Se pudermos colocar o resultado aos Pés do nosso Amado Supremo,
devotada, alegremente, sem reservas e incondicionalmente, certamente, teremos verdadeira paz de espírito. A paz de espírito virá e baterá à porta da nossa vida. Não teremos de esperar por ela; ela esperará por nós.

A perfeita felicidade é
O entusiasmo sem
A expectativa.


Reflexão “12 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

11 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

11 de Maio

Ore para dizer a Deus o que tem feito. Medite para que Deus, efetivamente, possa dizer-lhe o que deve fazer.

Como podemos saber se algo é a Vontade de Deus? Quando algo é a Vontade de Deus, sentiremos uma espécie de alegria interior ou satisfação mesmo antes de começarmos a agir. Durante a ação também sentiremos alegria. Finalmente, sentimos que seremos, igualmente felizes, seja a nossa ação frutífera ou infrutífera. Na vida normal, ficamos felizes apenas quando bem-sucedidos. Apenas, quando vemos a vitória no final da nossa jornada é que ficamos felizes e encantados. Mas, se tivermos a mesma espécie de felicidade, alegria e satisfação, quer sejamos bem sucedidos ou falhemos e se pudermos, alegremente, oferecer o resultado das nossas ações aos Pés de Nosso Bem-Amado Supremo, então, saberemos que o que foi feito, foi a Vontade de Deus. Senão, quando há sucesso, sentiremos que, o que fizemos, foi a Vontade de Deus e que, quando falhamos, o que realizamos foi a vontade de uma força hostil. Ou então, quando somos bem sucedidos dizemos que foi por causa de nosso esforço pessoal, da nossa vontade e quando falhamos, foi porque Deus não se importa connosco.

Apenas, ao agradar a Deus à maneira própria de Deus
Nos sentiremos confortados.
De outra forma, tudo será uma provação.


Reflexão “11 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

10 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

10 de Maio

Os desejos são verdadeiramente satisfeitos, apenas, quando perfeitamente transcendidos.

A posse traz frustração e infrutífera é a renúncia. O que pode, então, dar-nos paz de espírito? Apenas, a aceitação da Vontade de Deus pode trazer-nos verdadeira paz de espírito. Teremos paz ao aceitar a vontade de Deus como a nossa própria, muito nossa. Apenas, assim, a nossa vida pode ser frutífera. Aos Olhos de Deus não há coisas tais como posse e renúncia. Aos Seus Olhos há, apenas, uma coisa: aceitação – aceitação da Vontade de Deus. No nosso coração, na nossa vida, há apenas uma oração suprema, a oração que o Cristo Salvador nos ensinou: “Seja feita a Vossa Vontade.” Milhões de orações foram escritas desde tempos imemoriais, mas nenhuma pode igualar-se a esta: “Seja feita a Vossa Vontade.” Quando aceitamos a Vontade de Deus como nossa, a cada momento a paz derrama-se, abundantemente, na nossa vida de sabedoria, na nossa vida de aspiração e na nossa vida de dedicação.

Para domar os abundantes problemas da vida,
Saia do laço dos desejos abundantes
E tente fazer amizade com a vontade-perfeição
Do coração-satisfação da Infinidade.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

9 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

9 de Maio

Sem respirar energia-vida não seremos capazes de sobreviver. Da mesma forma, sem paz nós não vivemos e nem podemos viver como verdadeiros seres humanos.

Precisamos, desesperadamente, de paz – paz interior, paz exterior. Como é possível que não tenhamos paz, que é tão importante na nossa vida? Não temos paz devido à nossa sede por possuir. Desejamos possuir o mundo mas, quando aumentamos as nossas posses materiais percebemos que ainda somos verdadeiros pedintes. Não importa o que adquirimos na nossa vida, quando olhamos à nossa volta vemos que alguém tem aquela exata coisa, só que em maior quantidade e perdemos a nossa paz de espírito. Tornamo-nos vítimas da preocupação, ansiedade, tristeza e frustração, as quais são sempre seguidas pela destruição.

Ó buscador,
A alegria da sua vida-desejo
Não é nada senão a sua tristeza
Mascarada
.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

8 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

8 de Maio

Uma vida de indulgência terá, certamente, tristes efeitos colaterais.

Como pode aumentar a sua disciplina? A maneira mais fácil é desenvolver uma sede verdadeira, um clamor interior pelos frutos da disciplina. Pode fazer isso vendo o que acontece quando tem uma vida disciplinada e vendo o que acontece quando não tem essa vida disciplinada. Você mesmo deve ser o juiz. Ao levantar-se às cinco ou seis horas e meditar por quinze minutos ou meia hora, sente-se extremamente bem, sente que o mundo inteiro é belo. Ama a todos e todos o amam. A criação de Deus é toda amor por si e você é todo amor pela criação de Deus. Por se ter levantado e meditado, fica inundado com bons pensamentos.

Ame a sua meta!
Automaticamente
Fará progresso.


Reflexão “8 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

7 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

7 de Maio

A sua vida interior está a desabar. Deverá começar tudo novamente. Saiba que, essa não é uma experiência incomum na vida humana.

Encaremos a disciplina como um músculo. Não se consegue desenvolver os mais poderosos músculos, da noite para o dia. Deve procurar desenvolvê-los lenta e continua-mente. Primeiro, deve saber por quantos minutos consegue meditar. Se pode meditar por cinco minutos, isso significa que nesses cinco minutos se disciplinará. Cedo pela manhã, quando os seus amigos e entes queridos ainda estão no mundo do sono, ao levantar-se para orar e meditar por cinco minutos, estará a disciplinar-se.

Deve amar
A sua vida-disciplina diária.
Apenas, então, Deus lhe concederá
A chave para a Porta-Plenitude do Seu Coração.


Reflexão “7 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

6 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

6 de Maio

Obedecer à Vontade de Deus é escapar de uma prisão auto-criada.

Quando o único clamor do meu coração é agradar a Deus à maneira própria Dele, então Deus pode manifestar-Se em e através de mim. Quando o meu clamor interior me leva a Deus, eu digo Lhe: “Ó meu Bem-Amado Supremo, faça-me Seu perfeito instrumento.” Quando Deus vem a mim, Ele dá-me um amplo Sorriso – um vasto, sincero e iluminador Sorriso – e diz: “Minha criança, eu farei de si o Meu instrumento perfeito e, ao mesmo tempo, manifestar-me-ei, em e através de si.”

Com a coragem física
Sentimos orgulho
Em moldar o mundo
À nossa própria maneira.
Com a coragem do espírito
Oferecemos o mundo a Deus.
Colocamos o mundo, o nosso mundo,
Aos Pés de Deus,
De forma que Ele possa guiar e moldar
O mundo, o nosso mundo,
À Sua própria maneira.


Reflexão “6 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

5 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

5 de Maio

Perfeição significa constante rejeição da sua vidadesejo. Perfeição significa aceitação constante do seu coração-aspiração.

Para ter unicidade consciente, constante e inseparável com Deus, tenho que fazer e tornar-me algo e esse algo é a perfeição. Como me torno perfeito? Torno-me perfeito quando choro interiormente, para receber as coisas que me elevarão e me iluminarão e para vencer as coisas que me atormentam e me perturbam. Quando choro para receber as coisas boas e vencer as más, Deus fica satisfeito comigo. É, apenas, agradando a Deus que eu posso tornar-me perfeito.

Todos os dias eu digo ao meu Bem-Amado Supremo
Que posso ser, absolutamente, perfeito.
Todos os dias o meu Bem-Amado Supremo me diz
Que eu sou a Sua criança escolhida.


Reflexão “5 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

4 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

4 de Maio

Ver além de mim mesmo é encontrar e sentir a minha unicidade inseparável com meu Amado Supremo.

Depois do Amor de Deus, tenho que sentir algo muito significativo e profundo: a Unicidade de Deus. O Amor de Deus não basta. Eu posso amar algo ou alguém sem ter estabelecido ali a minha unicidade, unicidade inseparável com o objeto do amor. Portanto, após sentir o Amor de Deus, eu
tenho de desenvolver a minha consciente, constante e inseparável unicidade com Ele.

Consciência é a única coisa
De que a minha mente precisa.
Devoção é a única coisa
De que o meu coração necessita.
Unicidade – constante, incessante,
Inseparável unicidade com meu Senhor Supremo –
É a única coisa de que eu preciso.


Reflexão “4 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

3 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

3 de Maio

Quer aceite ou rejeite, o Amor de Deus por si é permanente.

Depois que Deus me perdoou, concedeu-me a Sua Compaixão e banhou-me com as Suas Bençãos, tenho de sentir em cada momento o Amor de Deus. Devo sentir que, Aquele que me perdoou, mostrou-me a Sua Compaixão e abençoou-me realmente. Importa-se comigo. Serei constante e verdadeiramente feliz, apenas, se sentir que Deus, realmente, me ama. O Criador é todo amor para a Sua criação, mas a criação, frequentemente, não sente isso ou não o percebe. Sendo eu parte da criação de Deus, é meu dever sentir o Amor de Deus a cada momento. Apenas, tentarei tornar-me bom, divino e perfeito e agradá-Lo à Sua própria maneira.

A melhor atitude de um Deus-amante:
Deus cuidou de mim,
Deus cuida de mim
E Deus sempre cuidará de mim.


Reflexão “3 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

2 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

2 de Maio

O auxílio humano é impotente. Portanto, procure por ajuda nas Alturas.

Depois de receber o Perdão e a Compaixão de Deus, eu preciso das benção de Deus. Preciso que Deus faça descer sobre mim as Suas infinitas Bençãos, para que eu seja bem sucedido no campo de batalha da vida. A vida é uma constante batalha e, se eu quiser ser bem sucedido, terei de depender inteiramente das Bençãos de Deus. Poderei ser bem sucedido na vida e prosseguir no caminho espiritual, apenas, se Deus abençoar a minha cabeça devotada e meu o coração entregue.


Com a Graça de Deus
Nós começamos.
Com o Encorajamento de Deus
Nós continuamos.


Reflexão “2 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

1 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

1 de Maio

A Compaixão de Deus está em toda a sua experiência, quer creia ou não.

Quando sinto que Deus, na Sua Bondade infinita, me perdoou, consigo pensar num outro aspeto de Deus, na Compaixão de Deus. Ele perdoou-me, e agora eu preciso da Sua Compaixão. Eu preciso da Sua Compaixão porque sou fraco, ignorante e um fracasso em todos os aspetos. Eu desejo ardentemente fazer algo, alcançar algo, tornar-me algo mas, não tenho a capacidade para fazer o que quero ou tornar-me naquilo que desejo. Portanto, preciso desesperadamente da Compaixão de Deus. Sem a Compaixão de Deus, eu não serei capaz de realizar qualquer coisa e nem tornar-me algo.


Não dependa da
Apreciação terrena.
Dependa apenas do
Sorriso-Compaixão de Deus.


Reflexão “1 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

30 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

30 de Abril

Todo o buscador tem de dar ao Supremo o que tem de melhor.

A cada momento sou atacado por maus pensamentos ou inspirado por bons pensamentos. Quando for atacado por um mau pensamento, tentarei descartá-lo. Quando for inspirado por um bom pensamento, tentarei desenvolvê-lo e aumentá-lo. Ao iniciar a meditação, cedo pela manhã, se um pensamento bom vier, eu tentarei torná-lo maior. Digamos que seja um pensamento de Amor divino – não amor humano, emocional, mas sim amor divino, universal – “Eu amo a Deus, Eu amo toda a criação de Deus.” Esse pensamento pode ser expandido. Eu posso pensar no Amor como meu ideal, como minha Meta derradeira. Desta forma, se eu pensar no amor divino, amor universal, amor transcendental, identificar-me-ei com a própria Meta.


Peça à sua mente para ser
Uma criança de iluminação
E não
Um mercador de confusão.


Reflexão “30 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

29 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

29 de Abril

A ação pode ser executada sem se pedir a Sabedoria de Deus, mas, se Lhe pedirmos para nos guiar e depois agirmos, então, a responsabilidade será de Deus.

Para começar a minha jornada espiritual, eu preciso de Deus – o Perdão. Primeiro eu tenho de esvaziar-me da minha existência não divina. Todos os pensamentos e feitos não divinos que estão dentro de mim, tudo o que não é aspiração e inspiração dentro de mim, tudo isso tenho de descartar. E, para tanto, preciso do Perdão de Deus. Eu cometi erros do tamanho do Himalaia inúmeras vezes. Se Deus não me perdoar pelas coisas não-divinas que fiz ao longo dos anos, como poderei caminhar ao longo da senda espiritual, o caminho soliluminado? Somente, se Deus me perdoar poderei entrar de todo o coração na vida espiritual. Assim, para começar, eu preciso do Perdão de Deus.

Meu Senhor Amado Supremo,
Eu sou o meu deserto-desejo.
Não pode ser o Seu Rio-Perdão?


Reflexão “29 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

28 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Abril

Quando a era da razão terminar, o coração de paz inundará o mundo inteiro.

Neste momento, os países do mundo desentendem-se, e alguns são pouco divinos, para não dizer, que não são divinos. Mas, profundamente, dentro deles existe um anseio interior. Cada nação espera um dia ter paz, luz e unicidade. Paz, luz e unicidade, definitivamente, virão para a arenamundo, precisamente, porque cada nação está inundada de esperança. Essa esperança de hoje será transformada na duradoura satisfação de amanhã, somente, quando nós acreditarmos na esperança, crescemos na esperança e, em cada momento, respirarmos a fragrância e a beleza da esperança.


De facto, a escolha
Da divindade na humanidade é perfeita.
Ela deseja ver
Todos os buscadores vivendo juntos
Como bons membros
De uma única comunidade-mundial.


Reflexão “28 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

27 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Abril

A sua paciência devotada é o primeiro degrau da sua frutífera escada-paz.

O mundo está ainda a milhões de milhas distante da paz mundial. Mas, apenas, porque não vemos a realidade toda de uma só vez, isso não é razão para ficarmos desencorajados. Antes de o dia raiar, é escuro. Quando olhamos para a escuridão que está em volta e nos identificamos com ela, é-nos quase impossível ter fé no facto de que haverá luz. Mas há luz no fim do túnel. No fim da escuridão há luz.

Por a sua mente ser serena e calma,
A sua esperança de promover a paz-mundial,
Não permanecerá um sonho não realizado.


Reflexão “27 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

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26 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Abril

Serviço é auto-expansão. Um buscador sincero serve, precisamente, porque sabe que não há e nem pode haver, nada diferente de serviço. Quando serve a humanidade aspirante, é porque a sua necessidade interior o ordena a servir.

O serviço é, frequentemente, mal interpretado. Nós sentimos que, se pretendemos servir, teremos de servir a tudo e a todos. Todavia, na vida espiritual, sabemos que o serviço deve ser prestado, somente, àqueles que estão prontos para recebê-lo. Senão, o nosso serviço será mal interpretado. Se alguém está a dormir e tenta acordá-lo, porque vê que o sol já nasceu, ele pode ficar com raiva ou importunado, dizendo: “Que direito é que tem de perturbar o meu precioso sono?” Apenas, se o nosso serviço for prestado a alguém, que deseja ser acordado ou que está pronto para ser acordado, a alguém que deseja luz ou que precisa de luz, é que o nosso serviço poderá ser, corretamente, aproveitado.

Ame a Deus
Para agradar a si mesmo.
Sirva a Deus
Para agradar- Lhe.


Reflexão “26 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

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25 de Abril – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Abril

Aquele que aceitou a espiritualidade no sentido mais verdadeiro da palavra tem de, primeiramente, sentir que Deus é a única realidade. Então, verá que a criação de Deus nunca pode ser separada de Deus.

Um aspirante espiritual que chora por Deus que, constantemente, derrama lágrimas plenas de alma, tentando tornar-se um com Deus, sente que Deus está nos íntimos recessos do seu coração. Ele não tem de ir para as cavernas do Himalaia para realizar Deus. O seu Deus mora dentro dele. Ele sente que, porque Deus está dentro dele, a criação de Deus também está no seu interior. Uma pessoa espiritual sente, sempre, que toda a criação de Deus é o seu lar.

Meu coração sabe
Que a perfeita perfeição pode residir,
Somente, no consciente Deus-refletir
Da minha vida.


Reflexão “25 de Abril”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Se permitir que o jogo-sinceridade continuar sem fim – Confessando por vezes e mais vezes, E então repetindo os mesmos erros Sem qualquer chama-determinação -Sri Chinmoy Palavra do dia 4/12

Você pode fazer a pior das meditações,

Mas contanto que tente sinceramente,

Deus irá um dia baixar

Suas generosas Bênçãos sobre você,

E você será capaz de meditar

Extremamente bem.

Tente, espere e veja.

-Sri Chinmoy

 

Palavra do dia

Se permitir que o jogo-sinceridade continuar sem fim – Confessando por vezes e mais vezes, E então repetindo os mesmos erros Sem qualquer chama-determinação -Sri Chinmoy Palavra do dia 4/12

Se permitir que o jogo-sinceridade

continuar sem fim –

Confessando por vezes e mais vezes,

E então repetindo os mesmos erros

Sem qualquer chama-determinação

Para incendiar a sua vida-existência-insinceridade,

O seu progresso na

Jornada-Deus-realização

Será muitíssimo lento.

-Sri Chinmoy

 

Palavra do dia 4/12