Poema de 23 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

23 de Maio

Feliz é aquele que superou todo o egoísmo. Abençoado é aquele que vê Deus emergindo do oceano do ego.

O ego humano comum dá-nos uma sensação de identidade separada, de uma consciência apartada. Sem dúvida, uma sensação de individualidade e auto-importância é necessária num certo estágio do desenvolvimento do homem. Mas, o ego separa a nossa consciência individual da Consciência Universal. A exata função do ego é a separação. Ele não consegue sentir satisfação em ver duas coisas no mesmo nível, ao mesmo tempo. Ele pensa, sempre, que uma deve ser superior à outra. O ego faz-nos sentir que isolados somos todos fracos, que nunca nos será possível termos ou sermos a Consciência infinita. O ego, por fim, é limitação. Essa limitação é ignorância, e ignorância é morte. Portanto, o ego acaba em morte.

Como outras coisas,
Descarte a sua lista
De lamentações.
Descarte a sua importância
Auto-imposta.


Reflexão, poema de “23 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 22 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

22 de Maio

Permita que os outros desfrutem da própria superioridade superficial. Tente desfrutar da pureza da unidade-satisfação do seu coração.

Algumas vezes, a fim de provar a sua superioridade, o homem tenta usar o seu poder de forma violenta, agressiva. Ele quer obter alegria por via da sua superioridade, quer provar ao mundo que ele é importante. Para provar a sua excelência, o homem adota quaisquer meios e a sua consciência não o preocupa. Deus, na Sua infinita Bondade, vem a ele e diz: “Essa é uma escolha errada. Não pode provar ao mundo que é, incomparávelmente, único. O que espera, de facto, da sua superioridade é alegria, alegria ilimitada. Mas, essa alegria ilimitada nunca será sua, a menos que conheça o segredo dos segredos. E esse segredo é a sua unicidade indivisível com cada ser humano na Terra.”

A sua forte dependência
Nas suas próprias capacidades
Será a ruína
Da sua vida espiritual.


Reflexão, poema de “22 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 21 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

21 de Maio

Para ver o Além, o que é absolutamente necessário é a nossa certeza – fé implícita em nós mesmos. Temos de sentir que somos a criança escolhida de Deus.

Para realizarmos a Meta no nosso profundo interior, temos de diariamente renovar a nossa vida e trazer-lhe frescor. Todos os dias, cedo pela manhã, temos de revitalizar a nossa vida exterior com dourada esperança. Essa esperança não é um sonho vazio; ela é o precursor da divindade que se manifestará em e através da nossa natureza exterior. É a nossa qualidade divina dinâmica, a nossa esperança dourada, que vê o Além, mesmo, quando este ainda é uma meta longínqua.

Ó coração, meu coração,
Eu tenho apenas uma prece.
Torne-se o estandarte da esperança
Na minha vida.


Reflexão, poema de “21 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 20 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

20 de Maio

A fé foi escolhida por Deus, mesmo, para ser a dirigente da campanha pela Vitória de Deus.

Ter fé em Deus e ter fé em si é a resposta perfeita para todas as questões. Mas, a nossa fé tem de ser algo interior e profundo. Ela não é a mera autoconfiança vinda do vital exterior. A fé é o rio que está fluindo para o mar da realidade sempre-crescente e sempre-iluminadora.

Por desafiar a dúvida,
A sua mente está a voar
No céu de Satisfação-Deleite
De Deus.


Reflexão, poema de “20 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 19 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

19 de Maio

A nossa Meta está no nosso interior. Para alcançá-la temos de tomar a vida espiritual.

Na vida espiritual, a maior necessidade é a consciência ou a perceção. Sem ela, tudo é um deserto árido. Quando entramos num lugar escuro, levamos uma lanterna ou alguma outra fonte de luz, de modo a saber onde estamos indo. Se desejamos conhecer a nossa vida não-iluminada, temos de procurar a ajuda da consciência. Sabemos que o sol ilumina o mundo. Mas, como nos veio tal percepção? Ficamos cientes através da nossa consciência, que é auto-reveladora. O funcionamento do sol não é auto-revelador. É a nossa consciência do sol, que nos faz sentir que ele ilumina o mundo. É a nossa consciência que em tudo se revela. E essa consciência é um infinito mar de deleite.

Seja corajoso
No que diz respeito ao seu coração.
Seja sincero
No que diz respeito à sua mente.
Verá como é fácil
Viver a sua vida
Numa consciência, supremamente, melhor.


Reflexão, poema de “19 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 18 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

18 de Maio

Uma mente que duvida é uma ameaça insolente à querida tranquilidade do seu coração.

O melhor e mais efetivo modo de vencer a dúvida é tomar o lado positivo. Sinta que não é a dúvida mas, a certeza. Sinta que não é o medo, mas a coragem. Procure identificar-se, sempre, com a qualidade positiva. Ao mudar a sua postura interior em relação à sua própria vida interior, dirá que a dúvida não é a realidade, que o medo não é a realidade; dirá que, a verdadeira realidade é a fé e a coragem.

Não se permita
Ser pisado, constantemente,
Pelos pés da dúvida e do medo!


Reflexão, poema de “18 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

12 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

12 de Maio

O que quer que aconteça em Providência divina não é, apenas, para melhor mas, é também inevitável, pois não existe alternativa.

Sucesso e fracasso são duas experiências. Temos de unificar estas duas experiências e, qualquer que seja a experiência que obtivermos no final do nosso empreendimento, temos de a oferecer ao Supremo, com imensa alegria. Se pudermos colocar o resultado aos Pés do nosso Amado Supremo,
devotada, alegremente, sem reservas e incondicionalmente, certamente, teremos verdadeira paz de espírito. A paz de espírito virá e baterá à porta da nossa vida. Não teremos de esperar por ela; ela esperará por nós.

A perfeita felicidade é
O entusiasmo sem
A expectativa.


Reflexão “12 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.