Poemas do Mês de Julho – Sri Chinmoy, Reflexões

Paz de espírito
Não pode ser obtida da noite para o dia.
Para termos paz de espírito
Devemos investir muitos anos-silêncio
Em espiritualidade.


Reflexão, poema do Mês de Julho, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 5 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

5 de Junho

Para encarar o fracasso e acolher o sucesso, é necessário sair, deliberadamente, do território-dúvida.

Duvidamos de Deus, precisamente, porque pensamos que Ele é invisível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é inaudível. Duvidamos Dele porque pensamos que Ele é incompreensível. Mas, para vê-Lo, o que temos feito? Para ouvi-Lo, o que temos feito? Para entendê-Lo, o que temos feito? Para vê-Lo, temos orado devotadamente todos os dias? A resposta é não. Para ouvi-Lo, temos amado incondicionalmente a humanidade? Não. Para entendê-Lo, temos servido a divindade na humanidade? Não. Não temos orado a Deus. Não temos amado a humanidade e nem servido a divindade na humanidade. Ainda assim, queremos ver Deus face a face. É impossível.

O que tem causado os seus fracassos?
Não a sua dúvida,
Não a sua insegurança,
Mas, a sua falta de vontade.


Reflexão, poema de “5 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 2 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

2 de Junho

Tanto sofremos tentando fazer desaparecer um problema; Deus ri de nós. Mas, logo aceitamos a dificuldade como inevitável, por Ele ordenada, ela lentamente se desfaz, até que chega um dia em que ficamos a pensar onde foi que ela desapareceu.

Se soubermos como olhar para um problema, metade da força do problema desaparece. Todavia, normalmente, procuramos evitar o problema, tentamos fugir dele. Um problema não é uma indicação de qualquer engano ou crime nosso. Então, por que deveríamos ter medo de encará-lo? Saibamos que também há forças ruins, não-divinas e hostis à nossa volta. Culpando-nos a nós mesmos e tentando-nos esconder, não resolveremos o problema. Devemos encará-lo e ver se, realmente, somos culpados. Temos de sentir que somos não os causadores do problema, mas sim os solucionadores. Devemos praticar a vida espiritual e desenvolver força interior, aspiração e desapego interior. Lenta e gradualmente nos tornaremos fortes interiormente e seremos capazes de resolver os problemas causados pelas nossas próprias fraquezas interiores.

A escuridão dentro de si
Morrerá,
Apenas, quando a devoção no seu interior
Invocar iluminação das alturas.


Reflexão, poema de “2 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poemas do Mês de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

Entregue-se, entregue-se, alegremente,
À Vontade de Deus.
Não será arrebatado
Pelos fortes ventos da preocupação.


Reflexão, poema do Mês de Junho, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 1 de Junho – Sri Chinmoy, Reflexões

1 de Junho

Auto-negação não resolve problema algum. Auto-asserção não resolve problema algum. É a manifestação de Deus, através da auto-existência, que resolverá todos os problemas do presente e do futuro.

Se o medo é o nosso problema, sintamos que somos os soldados escolhidos de Deus, o Todo-Poderoso. Se a dúvida é o nosso problema, sintamos que temos, profundamente, dentro de nós o mar da Luz de Deus. Se a inveja é o nosso problema, devemos sentir que somos a unicidade da Luz e Verdade de Deus. Se a insegurança é o nosso problema, devemos sentir que Deus não é, e nem pode ser, nada senão a Sua constante garantia, de que Ele nos clamará como verdadeiramente Seus. Se o corpo é o problema, a nossa constante prontidão e atenção podem resolver esse problema. Se o vital é o problema, a nossa imaginação que sobe aos céus pode resolver esse problema. Se a mente é o problema, a nossa aspiração de perfeição pode resolver esse problema. Se a vida é o problema, a nossa auto-descoberta preenchedora pode resolver esse problema.

Apenas, uma mente Deus-centrada
Poderá desafiar todas as tempestades-dúvida
E todos os trens-inveja.


Reflexão, poema de “1 de Junho”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 31 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

31 de Maio

O homem pode ser feliz e seguro, apenas, quando o coração sente mais rápido do que a mente pensa.

Cada problema é uma força. Ao vê-lo, sentimos no nosso interior profundo uma força maior. E, quando encaramos o problema provamos-lhe que, não apenas temos a maior força mas, que somos a maior força sobre a Terra. Um problema aumenta quando o coração hesita e a mente calcula. Um problema diminui quando o coração enfrenta o problema e a mente apoia o coração. Um problema reduz-se quando a mente usa a sua luz-busca e o coração usa a sua luz-iluminação.

Quando oposições exteriores
Se colocarem diante de si,
Apenas, diga a si mesmo:
“Se eu puder meditar
A despeito dessa dificuldade,
Tornar-me-ei
Um melhor e mais forte Deus-buscador
E Deus-amante.”


Reflexão, poema de “31 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 30 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

30 de Maio

Uma vida de pureza é uma vida de auto-suficiência, pois está firmemente enraizada no amor divino.

O amor é a fonte da humanidade, o amor é a fonte da divindade. Amor humano por fim acaba em frustração. Por quê? Porque o amor humano segue da nossa limitada consciência-corpo para uma outra limitada consciência-corpo. Amor divino é todo iluminação. No início da jornada, no meio e ao final da jornada ele é todo iluminação. O amor divino desce da alma-liberdade para a consciência-corpo. O amor divino é o sol da liberdade tanto no Céu quanto na Terra.

A fragrância de um coração puro
Intensifica, sempre,
O deleite-satisfação da sua vida.


Reflexão, poema de “30 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 29 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

29 de Maio

Ame a humanidade aqui, devotada e incansavelmente. A recompensa obte-la-á noutro lugar, indubitável e também infinitamente.

Pode oferecer, conscientemente, amor puro aos outros se sentir que lhes está dando uma porção do seu alento-vida, quando lhes fala ou pensa neles. E esse alento-vida oferece-o, apenas, porque sente que, você e o resto do mundo, são inseparavelmente um. Onde há unicidade, tudo é puro amor.

Cada vez que eu amo à humanidade
Sem reservas,
Cada vez que eu amo a Deus
Incondicionalmente,
Eu recupero uma parte
Da minha própria vida real.


Reflexão, poema de “29 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 28 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

28 de Maio

A Vontade de Deus pode ser conhecida através de completo silêncio e da sempre-crescente receptividade da mente.

Quando a mente humana funciona poderosamente, a Vontade divina não consegue operar. A Vontade de Deus atua, apenas, quando a mente humana não o faz. Quando a mente se torna um recetáculo puro, o Supremo pode verter dentro dele a Sua infinita Paz, Luz e Bem-Aventurança. Assim, a maneira mais fácil para que conheçamos a Vontade de Deus é tornarmo-nos no instrumento e não no agente. Se nos tornamos apenas o instrumento para realizar os Planos de Deus, a Vontade Dele se fará em e através de nós. Deus age e é também a própria ação. Ele é tudo. Nós apenas observamos.

Quando a sua vida-dedicação-aspiração
Está na Terra
Apenas para a satisfação da Vontade de Deus,
Está destinado a sentir
Que a sua vida-sucesso
E o seu coração-progresso
Nada mais são do que
Um esforço-sem-esforço.


Reflexão, poema de “28 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 27 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

27 de Maio

Quanto mais obedecer-mos interiormente, melhor reinaremos exteriormente.

Há uma maneira muito simples de saber qual é a Vontade de Deus para nós. Cada novo dia, construímos o nosso próprio mundo; tomamos decisões; sentimos que as coisas devem ser feitas de uma certa maneira. Eu devo lidar com essa pessoa dessa maneira; devo dizer isso; eu devo fazer aquilo; tenho de dar isso. Tudo é “eu, eu, eu”. Se, em vez de planejarmos, pudermos deixar as nossas mentes, absolutamente, calmas e silenciosas, poderemos saber qual a Vontade de Deus. Esse silêncio não é o silêncio dos mortos; é o silêncio dinâmico e progressivo da receptividade.

Um verdadeiro Deus-amante
Não precisa sujeitar-se
Às decisões da sua mente.
Ele deve apenas ouvir
Os ditames do seu coração.


Reflexão, poema de “27 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 26 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

26 de Maio

Planeia a verdadeira felicidade na sua vida? Então, não ceda à razão, nem ao destino mas, apenas aos ditames da sua voz interior.

A Vontade de Deus em alguém é progressiva, como um músculo que se desenvolve – forte, mais forte, fortíssimo. A Vontade de Deus é fazer-nos sentir que há algo permanente, duradouro, infindável. Quando alguém atinge esse estado, saberá qual a Vontade máxima de Deus. Reconhecemos a
Vontade de Deus pela sensação de satisfação duradoura que ela nos proporciona. Qualquer coisa que seja eterna, qualquer coisa que seja imortal e divina é a Vontade de Deus. Apesar de lidar com a Eternidade, Deus não é indiferente mesmo por um segundo. Pois, é por um segundo ou dois ou três, que entramos no Infinito e na Eternidade. Tentemos sentir o que é a Vontade de Deus a cada segundo.

Deus não quer
Satisfazer o seu desejo,
Precisamente, porque
Ele quer satisfazer o Seu próprio desejo.
Qual é o desejo de Deus?
O seu desejo é fazer de si,
Exatamente como Ele: um outro Deus.


Reflexão, poema de “26 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 25 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

25 de Maio

Espere pelo amanhã para pensar nos pensamentos de amanhã.

Do ponto de vista espiritual, cada pensamento possui um valor especial na sua mente. Cada pensamento tem um significado especial. Na nossa vida comum, nós todos sabemos o que o pensamento é. Nós criamos o pensamento, acalentamos o pensamento. Não há ninguém que não saiba como pensar – isto é, o pensar comum, por assim dizer. Mas, se alguém, que
tem uma mente desenvolvida pára de pensar, se aprende a arte de parar a mente, essa pessoa faz um tremendo progresso na vida espiritual. Quando um pensamento entra na mente aspirante, é como encontrar um inimigo no campo de batalha. Quanto mais se consegue silenciar a mente, mais rapidamente a Meta é realizada.

Deus ama-o
Quando vê o seu coração
Inundado de silêncio.
Deus ama-o
Quando vê a sua mente
Vazia do seu conteúdo usual:
A floresta-confusão.


Reflexão, poema de “25 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 24 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

24 de Maio

Existe uma derrota que nos traz maior triunfo do que a vitória. E qual é essa derrota? É a derrota do ego pela a nossa alma.

Enfraquece-mos o ego e, finalmente, o sub-julgamos pensando na Consciência tudo-permeante de Deus. Essa consciência não é algo que temos de conquistar. Essa consciência já está dentro de nós; apenas, temos de estar conscientes dela. Além disso, enquanto estamos em meditação, temos de desenvolvê-la e iluminá-la em medida infinita. E para nossa completa surpresa, o ego será enterrado no seio da morte.

Ó Senhor,
Dê-me a capacidade
Para amar o Seu Som-Silêncio,
Infinitamente, mais do que eu amo
Qualquer outra coisa.


Reflexão, poema de “24 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 23 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

23 de Maio

Feliz é aquele que superou todo o egoísmo. Abençoado é aquele que vê Deus emergindo do oceano do ego.

O ego humano comum dá-nos uma sensação de identidade separada, de uma consciência apartada. Sem dúvida, uma sensação de individualidade e auto-importância é necessária num certo estágio do desenvolvimento do homem. Mas, o ego separa a nossa consciência individual da Consciência Universal. A exata função do ego é a separação. Ele não consegue sentir satisfação em ver duas coisas no mesmo nível, ao mesmo tempo. Ele pensa, sempre, que uma deve ser superior à outra. O ego faz-nos sentir que isolados somos todos fracos, que nunca nos será possível termos ou sermos a Consciência infinita. O ego, por fim, é limitação. Essa limitação é ignorância, e ignorância é morte. Portanto, o ego acaba em morte.

Como outras coisas,
Descarte a sua lista
De lamentações.
Descarte a sua importância
Auto-imposta.


Reflexão, poema de “23 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 22 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

22 de Maio

Permita que os outros desfrutem da própria superioridade superficial. Tente desfrutar da pureza da unidade-satisfação do seu coração.

Algumas vezes, a fim de provar a sua superioridade, o homem tenta usar o seu poder de forma violenta, agressiva. Ele quer obter alegria por via da sua superioridade, quer provar ao mundo que ele é importante. Para provar a sua excelência, o homem adota quaisquer meios e a sua consciência não o preocupa. Deus, na Sua infinita Bondade, vem a ele e diz: “Essa é uma escolha errada. Não pode provar ao mundo que é, incomparávelmente, único. O que espera, de facto, da sua superioridade é alegria, alegria ilimitada. Mas, essa alegria ilimitada nunca será sua, a menos que conheça o segredo dos segredos. E esse segredo é a sua unicidade indivisível com cada ser humano na Terra.”

A sua forte dependência
Nas suas próprias capacidades
Será a ruína
Da sua vida espiritual.


Reflexão, poema de “22 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 21 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

21 de Maio

Para ver o Além, o que é absolutamente necessário é a nossa certeza – fé implícita em nós mesmos. Temos de sentir que somos a criança escolhida de Deus.

Para realizarmos a Meta no nosso profundo interior, temos de diariamente renovar a nossa vida e trazer-lhe frescor. Todos os dias, cedo pela manhã, temos de revitalizar a nossa vida exterior com dourada esperança. Essa esperança não é um sonho vazio; ela é o precursor da divindade que se manifestará em e através da nossa natureza exterior. É a nossa qualidade divina dinâmica, a nossa esperança dourada, que vê o Além, mesmo, quando este ainda é uma meta longínqua.

Ó coração, meu coração,
Eu tenho apenas uma prece.
Torne-se o estandarte da esperança
Na minha vida.


Reflexão, poema de “21 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 20 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

20 de Maio

A fé foi escolhida por Deus, mesmo, para ser a dirigente da campanha pela Vitória de Deus.

Ter fé em Deus e ter fé em si é a resposta perfeita para todas as questões. Mas, a nossa fé tem de ser algo interior e profundo. Ela não é a mera autoconfiança vinda do vital exterior. A fé é o rio que está fluindo para o mar da realidade sempre-crescente e sempre-iluminadora.

Por desafiar a dúvida,
A sua mente está a voar
No céu de Satisfação-Deleite
De Deus.


Reflexão, poema de “20 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 19 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

19 de Maio

A nossa Meta está no nosso interior. Para alcançá-la temos de tomar a vida espiritual.

Na vida espiritual, a maior necessidade é a consciência ou a perceção. Sem ela, tudo é um deserto árido. Quando entramos num lugar escuro, levamos uma lanterna ou alguma outra fonte de luz, de modo a saber onde estamos indo. Se desejamos conhecer a nossa vida não-iluminada, temos de procurar a ajuda da consciência. Sabemos que o sol ilumina o mundo. Mas, como nos veio tal percepção? Ficamos cientes através da nossa consciência, que é auto-reveladora. O funcionamento do sol não é auto-revelador. É a nossa consciência do sol, que nos faz sentir que ele ilumina o mundo. É a nossa consciência que em tudo se revela. E essa consciência é um infinito mar de deleite.

Seja corajoso
No que diz respeito ao seu coração.
Seja sincero
No que diz respeito à sua mente.
Verá como é fácil
Viver a sua vida
Numa consciência, supremamente, melhor.


Reflexão, poema de “19 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Poema de 18 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

18 de Maio

Uma mente que duvida é uma ameaça insolente à querida tranquilidade do seu coração.

O melhor e mais efetivo modo de vencer a dúvida é tomar o lado positivo. Sinta que não é a dúvida mas, a certeza. Sinta que não é o medo, mas a coragem. Procure identificar-se, sempre, com a qualidade positiva. Ao mudar a sua postura interior em relação à sua própria vida interior, dirá que a dúvida não é a realidade, que o medo não é a realidade; dirá que, a verdadeira realidade é a fé e a coragem.

Não se permita
Ser pisado, constantemente,
Pelos pés da dúvida e do medo!


Reflexão, poema de “18 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

12 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

12 de Maio

O que quer que aconteça em Providência divina não é, apenas, para melhor mas, é também inevitável, pois não existe alternativa.

Sucesso e fracasso são duas experiências. Temos de unificar estas duas experiências e, qualquer que seja a experiência que obtivermos no final do nosso empreendimento, temos de a oferecer ao Supremo, com imensa alegria. Se pudermos colocar o resultado aos Pés do nosso Amado Supremo,
devotada, alegremente, sem reservas e incondicionalmente, certamente, teremos verdadeira paz de espírito. A paz de espírito virá e baterá à porta da nossa vida. Não teremos de esperar por ela; ela esperará por nós.

A perfeita felicidade é
O entusiasmo sem
A expectativa.


Reflexão “12 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

11 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

11 de Maio

Ore para dizer a Deus o que tem feito. Medite para que Deus, efetivamente, possa dizer-lhe o que deve fazer.

Como podemos saber se algo é a Vontade de Deus? Quando algo é a Vontade de Deus, sentiremos uma espécie de alegria interior ou satisfação mesmo antes de começarmos a agir. Durante a ação também sentiremos alegria. Finalmente, sentimos que seremos, igualmente felizes, seja a nossa ação frutífera ou infrutífera. Na vida normal, ficamos felizes apenas quando bem-sucedidos. Apenas, quando vemos a vitória no final da nossa jornada é que ficamos felizes e encantados. Mas, se tivermos a mesma espécie de felicidade, alegria e satisfação, quer sejamos bem sucedidos ou falhemos e se pudermos, alegremente, oferecer o resultado das nossas ações aos Pés de Nosso Bem-Amado Supremo, então, saberemos que o que foi feito, foi a Vontade de Deus. Senão, quando há sucesso, sentiremos que, o que fizemos, foi a Vontade de Deus e que, quando falhamos, o que realizamos foi a vontade de uma força hostil. Ou então, quando somos bem sucedidos dizemos que foi por causa de nosso esforço pessoal, da nossa vontade e quando falhamos, foi porque Deus não se importa connosco.

Apenas, ao agradar a Deus à maneira própria de Deus
Nos sentiremos confortados.
De outra forma, tudo será uma provação.


Reflexão “11 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

10 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

10 de Maio

Os desejos são verdadeiramente satisfeitos, apenas, quando perfeitamente transcendidos.

A posse traz frustração e infrutífera é a renúncia. O que pode, então, dar-nos paz de espírito? Apenas, a aceitação da Vontade de Deus pode trazer-nos verdadeira paz de espírito. Teremos paz ao aceitar a vontade de Deus como a nossa própria, muito nossa. Apenas, assim, a nossa vida pode ser frutífera. Aos Olhos de Deus não há coisas tais como posse e renúncia. Aos Seus Olhos há, apenas, uma coisa: aceitação – aceitação da Vontade de Deus. No nosso coração, na nossa vida, há apenas uma oração suprema, a oração que o Cristo Salvador nos ensinou: “Seja feita a Vossa Vontade.” Milhões de orações foram escritas desde tempos imemoriais, mas nenhuma pode igualar-se a esta: “Seja feita a Vossa Vontade.” Quando aceitamos a Vontade de Deus como nossa, a cada momento a paz derrama-se, abundantemente, na nossa vida de sabedoria, na nossa vida de aspiração e na nossa vida de dedicação.

Para domar os abundantes problemas da vida,
Saia do laço dos desejos abundantes
E tente fazer amizade com a vontade-perfeição
Do coração-satisfação da Infinidade.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

9 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

9 de Maio

Sem respirar energia-vida não seremos capazes de sobreviver. Da mesma forma, sem paz nós não vivemos e nem podemos viver como verdadeiros seres humanos.

Precisamos, desesperadamente, de paz – paz interior, paz exterior. Como é possível que não tenhamos paz, que é tão importante na nossa vida? Não temos paz devido à nossa sede por possuir. Desejamos possuir o mundo mas, quando aumentamos as nossas posses materiais percebemos que ainda somos verdadeiros pedintes. Não importa o que adquirimos na nossa vida, quando olhamos à nossa volta vemos que alguém tem aquela exata coisa, só que em maior quantidade e perdemos a nossa paz de espírito. Tornamo-nos vítimas da preocupação, ansiedade, tristeza e frustração, as quais são sempre seguidas pela destruição.

Ó buscador,
A alegria da sua vida-desejo
Não é nada senão a sua tristeza
Mascarada
.


Reflexão “9 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

8 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

8 de Maio

Uma vida de indulgência terá, certamente, tristes efeitos colaterais.

Como pode aumentar a sua disciplina? A maneira mais fácil é desenvolver uma sede verdadeira, um clamor interior pelos frutos da disciplina. Pode fazer isso vendo o que acontece quando tem uma vida disciplinada e vendo o que acontece quando não tem essa vida disciplinada. Você mesmo deve ser o juiz. Ao levantar-se às cinco ou seis horas e meditar por quinze minutos ou meia hora, sente-se extremamente bem, sente que o mundo inteiro é belo. Ama a todos e todos o amam. A criação de Deus é toda amor por si e você é todo amor pela criação de Deus. Por se ter levantado e meditado, fica inundado com bons pensamentos.

Ame a sua meta!
Automaticamente
Fará progresso.


Reflexão “8 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

7 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

7 de Maio

A sua vida interior está a desabar. Deverá começar tudo novamente. Saiba que, essa não é uma experiência incomum na vida humana.

Encaremos a disciplina como um músculo. Não se consegue desenvolver os mais poderosos músculos, da noite para o dia. Deve procurar desenvolvê-los lenta e continua-mente. Primeiro, deve saber por quantos minutos consegue meditar. Se pode meditar por cinco minutos, isso significa que nesses cinco minutos se disciplinará. Cedo pela manhã, quando os seus amigos e entes queridos ainda estão no mundo do sono, ao levantar-se para orar e meditar por cinco minutos, estará a disciplinar-se.

Deve amar
A sua vida-disciplina diária.
Apenas, então, Deus lhe concederá
A chave para a Porta-Plenitude do Seu Coração.


Reflexão “7 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

6 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

6 de Maio

Obedecer à Vontade de Deus é escapar de uma prisão auto-criada.

Quando o único clamor do meu coração é agradar a Deus à maneira própria Dele, então Deus pode manifestar-Se em e através de mim. Quando o meu clamor interior me leva a Deus, eu digo Lhe: “Ó meu Bem-Amado Supremo, faça-me Seu perfeito instrumento.” Quando Deus vem a mim, Ele dá-me um amplo Sorriso – um vasto, sincero e iluminador Sorriso – e diz: “Minha criança, eu farei de si o Meu instrumento perfeito e, ao mesmo tempo, manifestar-me-ei, em e através de si.”

Com a coragem física
Sentimos orgulho
Em moldar o mundo
À nossa própria maneira.
Com a coragem do espírito
Oferecemos o mundo a Deus.
Colocamos o mundo, o nosso mundo,
Aos Pés de Deus,
De forma que Ele possa guiar e moldar
O mundo, o nosso mundo,
À Sua própria maneira.


Reflexão “6 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

5 de Maio – Sri Chinmoy, Reflexões

5 de Maio

Perfeição significa constante rejeição da sua vidadesejo. Perfeição significa aceitação constante do seu coração-aspiração.

Para ter unicidade consciente, constante e inseparável com Deus, tenho que fazer e tornar-me algo e esse algo é a perfeição. Como me torno perfeito? Torno-me perfeito quando choro interiormente, para receber as coisas que me elevarão e me iluminarão e para vencer as coisas que me atormentam e me perturbam. Quando choro para receber as coisas boas e vencer as más, Deus fica satisfeito comigo. É, apenas, agradando a Deus que eu posso tornar-me perfeito.

Todos os dias eu digo ao meu Bem-Amado Supremo
Que posso ser, absolutamente, perfeito.
Todos os dias o meu Bem-Amado Supremo me diz
Que eu sou a Sua criança escolhida.


Reflexão “5 de Maio”, retirada do livro de Sri Chinmoy: A Jornada-Alma da Minha Vida.

Oração da manhã para 15/12

Meu Supremo, meu Supremo, meu Supremo!

A minha liberdade sem paz

É impossível.

A minha paz sem a minha entrega

À vontade de Deus

É impossível.

A minha entrega à Vontade de Deus

Sem a infinita compaixão de Deus

É impossível.

Meu Supremo, meu Supremo, meu Supremo!

 

-Sri Chinmoy

Oração da manhã para 15/12

do livro Minhas Orações Corpo-Alma Matinais, parte 16

De manhã, assim que acordar, ore: “Senhor, aceite como Teu serviço tudo o que eu farei hoje.”

De manhã, assim que acordar, ore: “Senhor, aceite como Teu serviço tudo o que eu farei hoje.” À noite, antes de dormir, ore: “Na auto-entrega curvo-me a Ti, colocando minha cabeça a Teus pés santos.” Tente passar o dia todo nesse espírito.

– Anandamayee Ma

Oração da manhã para 28/11

Meu Supremo, meu Supremo, meu Supremo!

Para fazer o mais rápido progresso

Em minha vida espiritual,

Eu devo avivar o meu coração–aspiração

E vida–dedicação

Com tremenda avidez, entusiasmo

E energia.

Meu Supremo, meu Supremo, meu Supremo!

 

-Sri Chinmoy

Oração da manhã para 28/11

do livro Minhas Orações Corpo-Alma Matinais, parte 16

Oração da manhã para 20/11

Meu Supremo, meu Supremo, meu Supremo!

Meu coração,

Clame e clame e clame!

Você e eu

Nascemos para clamar por Deus.

Minha mente,

Sorria e sorria e sorria!

Você e eu

Nascemos para sorrir para Deus.

Minha vida,

Entregue e entregue e entregue.

Você e eu

Nascemos para nos entregar à Vontade de Deus.

Meu Supremo, meu Supremo, meu Supremo!

 

-Sri Chinmoy

Oração da manhã para 20/11

do livro Minhas Orações Corpo-Alma Matinais, parte 16