Sua porta-coração -Sri Chinmoy, poesia

Sua porta-coração esteve fechada por eras;

Por isso você não vê agora o seu Amado Supremo

Na porta do seu coração.

Ó tolo, quando deixará de fazer o papel

Da loucura auto-imposta?

Quando tentará agradar o Supremo Absoluto

da Madeira própria Dele?

Aquele que transforma todo o sofrimento numa enxurrada de deleite

Está todo sozinho diante da sua porta.

Ele quer apenas que você O ensine.

Não O ignore.

Ele é o refúgio-Eternidade do seu mundo-alma.

Olhe! Lá está Ele, diante da porta fechada do seu coração.

-Sri Chinmoy

Ó Uno sem forma -Sri Chinmoy, poemas

Ó Uno sem forma,

Se sozinho era,

Por que tornou-Se muitos?

Por quê?

O que O motivou a Se tornar tantas formas e coisas?

Por que Você criou rios murmurantes e densas florestas

E ventos que sopram?

Por quê? Por quê?

Por que criou tantos medos

E incontáveis doenças?

Por quê? Por quê?

Por que a Mãe Terra chora incansavelmente?

Por um breve período entramos na arena-mundo e então partimos.

Não sabemos por quê.

Mas a esperança de unicidade

Permeia toda a nossa existência-realidade.

-Sri Chinmoy

No coração universal -Sri Chinmoy, poesia

No coração universal

Todos os corações são um;

Inseparáveis, eu bem sei.

Ainda assim, sabendo disso, eu machuco

Os corações alheios dia e noite.

Somos todos escravos do destino:

Isso dança em nossas frontes.

Na paz sublime

Está o sono-extinção do destino;

Eu conheço esse segredo.

Ó joia do meu olho,

Verta em meu coração

O seu dourado Silêncio.

-Sri Chinmoy

Você é todo beleza -Sri Chinmoy, poema

Você é todo beleza,

Eterna beleza,

Onde quer que eu lance o meu olhar.

Pergunto: Você sempre sorve o nectar

Dessa Sua forma-eu

Que Habita nos meus olhos?

As ondas de melodia

E doces e melodiosas canções,

Que criam ressonância que eleva o coração,

Ó Amado, Você as ouve

Através dos meus ouvidos?

-Sri Chinmoy

Quando o Sol aparece no Oriente -Sri Chinmoy, poesia

Quando o Sol aparece no Oriente,

Busco a minha amiga poesia.

Vejo um disco dourado

Acima do mar azul,

E um hibisco vermelho sorri para mim.

Há alguém na Terra, Ó Sol,

Que não anseie pelo seu sorriso?

Não, não há ninguém.

Todos querem o Seu sorriso.

Eu também o quero,

E quero algo mais:

Quero me curvar diante de você,

Com a adoração do meu coração.

-Sri Chinmoy

Meu coração -Sri Chinmoy, poemas

Meu coração é absorto em abnegado-serviço

E em abnegado-serviço agindo,

De tempos em tempos ele anseia sinceramente por você,

E ainda assim eu não O vejo.

Não sei onde está, quão longe está.

Quero me satisfazer aos seus pés,

Beijando Seus Pés e abraçando Seus Pés

Como a minha única salvação.

-Sri Chinmoy