Ó belo sol que brilha no Oriente -Sri Chinmoy, Poemas.

Ó belo sol que brilha no Oriente,

Ó beleza-vida do Céu,

Ó vida-silêncio e vida-som,

Eu canto constantemente a sua vitória-canção

Com a solenidade do meu coração.

A beleza do Paraíso

E a Luz do Céu

Adoram o Seu Olho.

Por vezes e mais vezes o coração do mundo

Admira Você e o Seu Sorriso-Alma.

-Sri Chinmoy

Poesia -Sri Chinmoy, mensagens

“Eu sempre digo que o homem escreve prosa, mas é Deus quem escreve poesia – em e através do homem. Na poesia, cada palavra nos leva ao Incognoscível, onde há uma tremenda alegria. Podemos pensar que, quando entramos no Incognoscível, ficaremos completamente perdidos. Mas não nos perdemos, nós voamos. A poesia é intuitiva, e por esse motivo não devemos tentar compreendê-la. Não precisamos da mente para sentir alegria. Precisamos do coração.”

-Sri Chinmoy

Mãe desta vez ouça o meu chamado. -Sri Chinmoy, Poemas.

Mãe desta vez ouça o meu chamado.

Que o Seu Sorriso de luz-do-luar

Entre em mim.

Que eu seja energizado com a esperança do poeta

E a voz-silêncio do profeta.

Mãe, desperte em mim

O seu Amor universal.

Que a correnteza do meu rio-vida

Siga em sua direção,

Cantando a minha vitória-canção.

Mãe, não quero mais estar perdido.

Mãe, desta vez ouça o meu chamado.

-Sri Chinmoy.

Venham, venham, venham -Sri Chinmoy, Poemas.

Venham, venham, venham,

Ó lua, Ó estrelas, Ó sol do azul-vasto céu.

Venham ouvir a flauta da Imortalidade no meu coração,

Assistir o sorriso da Infinidade na minha vida.

Aqui não há penúria, não há vida-escuridão.

Aqui neste meu ninho-coração

Existe apenas uma fonte-luz inexaurível.

Venham, venham, venham,

Hoje o pássaro do meu coração deseja a todos.

Venham, venham, venham,

Ó lua, Ó estrelas, Ó sol do azul-vasto céu.

-Sri Chinmoy.

Como uma flor -Sri Chinmoy, Poemas.

Ó Senhor, para vê-Lo no coração de todos,

Eu, o viajante, sozinho trilhando

A estrada da Eternidade.

As flores que caem

Antes de florescer

São as minhas amigas.

Não sei o que está escrito no meu destino.

Não importa que minha vida termine

Como uma flor antes de florescer

Ou que termine antes de ter visto Seus Pés.

Eu sei que sempre me entregarei a Você.

-Sri Chinmoy.

No fogo e água -Sri Chinmoy, Poemas.

No fogo e água,

Na poeira e átomos,

Vendo Você, Seu Transe-Meditação,

Muitos poetas descreveram

A Sua Beleza imortal.

Eles são os meus cursores.

Nesta manhã teço um coroa

De palavras devotadas:

Vitória, vitória, vitória

Ao Guru Supremo do Universo.

Repetindo esse encantamento

Conquistaremos a alma-mundo.

-Sri Chinmoy.

Às margens do azul Jamuna -Sri Chinmoy, Poemas.

Às margens do azul Jamuna

Muitas vezes eu vi

A forma transcendental do meu coração.

Às margens do azul Jamuna

Em sono, em sono e em vigília

Eu brinquei com Krishna.

Às margens do azul Jamuna

Juntos abrimos a porta do Paraíso

Para a libertação do mundo,

Às margens do azul Jamuna.

-Sri Chinmoy.

Eu me curvo -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Aceite o correr das minhas lágrimas-coração, aceite.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Aceite minha guirlanda-amor, aceite.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Aceite a escuridão abundante da minha vida, aceite.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Uma vez mais segure a minha mão, segure.

-Sri Chinmoy.

A Margem Dourada do oceano da vida -Sri Chinmoy, Poemas.

Nuvens abundantes dançavam ao redor do Sol no céu.

Observando esse panorama no crepúsculo do Sol,

Eu obtinha tremenda alegria.

Meu coração aspiração cantava a Sua Glória.

Mas ora!, de repente, não sei como,

A rainha da chuva veio a abaixo,

E eu voltei para casa, para o meu doce lar,

Deixando para trás a Margem Dourada do oceano da vida.

-Sri Chinmoy.

Ó, peregrino -Sri Chinmoy, Poemas.

Ó, peregrino, conte-me como posso alcançá-lo.

Chame por mim.

Ó, quem é você dentro de mim,

Fazendo o papel de um eterno peregrino,

Buscando a Terra da Imortalidade?

Noite a dentro você está em vigília.

Sorrindo e brincando eu virei até você.

Meus dias alegres e noites tristes

Criarei os fardos da minha vida.

Por vezes, eles são pesados e insuportáveis.

Ó, peregrino, conte-me como posso alcançar toda a sua riqueza interior.

-Sri Chinmoy.

Nas profundezas do meu coração o pássaro azul sorri -Sri Chinmoy, Poemas.

Nas profundezas do meu coração o pássaro azul sorri e o pássaro azul brinca.

O festival de forma-resplandecente-luz e deleite celestial convida a todos.

O sol, a lua, as montanhas e o oceano — todos vieram.

Hoje atenderemos ao chamado da Infinidade.

Correremos em direção à Infinidade.

Bem diante de nós está a escadaria de Luz.

Nossos corações tornaram-se a flor de Divina Luz.

Somos a esperança do nosso Senhor Supremo.

O criador-mundo não é ninguém senão o nosso amor.

-Sri Chinmoy.

Eu me curvo a Você, Ó Avatar da era -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu me curvo a Você, Ó Avatar da era!

Você me concederá o direito de adorá-Ló,

Tocando Seus Pés-Lótus vermelhos?

Ó poeta-Vidente, Ó amor encarnado!

De centenas de formas chamarei por Você,

De centenas de formas descreverei Você,

E curvar-me-ei a Você incontáveis vezes.

Ó mãos que acenam com a libertação da humanidade,

Ofereçam a Sua chuva-Néctar

E levem a desgraça escura da morte.

Eu me curvo a Você, Ó Avatar da era!

-Sri Chinmoy.

Mãe quem colocou flores a Seus Pés? -Sri Chinmoy, Poemas.

Mãe quem colocou flores a Seus Pés?

Quem acendeu a lâmpada da noite diante de Você?

Ao fim da adoração, sobre quem

Você colocará a Sua marca-bênção?

Quem será o adorador a ser abençoado

Por cantar a Sua Canção-Vitória?

Quem Você iniciará em segredo-silêncio hoje?

Quem é o Seu Amado, tão puro e silencioso?

Será que ele, assim como Brahma, Vishnu e Shiva,

Desceu à Terra?

-Sri Chinmoy.

Lá vai o meu Amado -Sri Chinmoy, Poemas.

Lá vai o meu Amado, meu doce Senhor,

Com os sinos tilintando nos Seus Tornozelos.

Ouço a música da Sua Flauta

Vibrando pelos horizontes.

Se meu menino pastor lançasse um só olhar

Para trás, ainda assim, ele somente seguiria em frente.

Que os meus olhos sigam o caminho

Que o meu Amado trilha.

Na hora do crepúsculo,

Com um doce e sereno sorriso,

Conduzindo o rebanho de Luz variados,

Meu menino pastor segue adiante.

-Sri Chinmoy.

O Infinito virá até a nossa existência terrena -Sri Chinmoy, Poemas.

O Infinito virá até a nossa existência terrena

Por vezes e mais vezes para amar esta Terra.

Este rio-vida está cheio de alegria e tristeza.

Aqui, uma vez mais navegaremos no barco

Em direção a uma realidade desconhecida.

Ó Senhor, Eu O vejo como meu doce Companheiro.

Você me leva ao Deleite do Céu,

Apenas para me mandar de volta, de mãos vazias,

Para a dura realidade-vida da Terra.

-Sri Chinmoy.

Você está tão próximo de mim hoje -Sri Chinmoy, Poemas.

Se e quando eu penso que não mais

Chamarei por Você,

Que nem mesmo olharei para Você,

Que manterei meus olhos fechados

E assim terei alegria,

Vejo-O tocando os meus olhos

Com as ondas do Seu Sorriso.

Eu não sei, Amado, como é por que

Você está tão próximo de mim hoje.

Talvez isso seja um engano.

-Sri Chinmoy.

Navegando no barco de luz prateada -Sri Chinmoy, Poemas

Navegando no barco de luz prateada,

A beleza-lua se aproxima rápido de mim.

O céu vibra com canções doces e melodiosas.

Os pássaros estão voando para além do horizonte,

Em direção a uma Terra desconhecida.

Todas as minha esperanças voam sem destino.

Levemente chega o crepúsculo da minha vida.

-Sri Chinmoy.