A Margem Dourada do oceano da vida -Sri Chinmoy, Poemas.

Nuvens abundantes dançavam ao redor do Sol no céu.

Observando esse panorama no crepúsculo do Sol,

Eu obtinha tremenda alegria.

Meu coração aspiração cantava a Sua Glória.

Mas ora!, de repente, não sei como,

A rainha da chuva veio a abaixo,

E eu voltei para casa, para o meu doce lar,

Deixando para trás a Margem Dourada do oceano da vida.

-Sri Chinmoy.

Ó, peregrino -Sri Chinmoy, Poemas.

Ó, peregrino, conte-me como posso alcançá-lo.

Chame por mim.

Ó, quem é você dentro de mim,

Fazendo o papel de um eterno peregrino,

Buscando a Terra da Imortalidade?

Noite a dentro você está em vigília.

Sorrindo e brincando eu virei até você.

Meus dias alegres e noites tristes

Criarei os fardos da minha vida.

Por vezes, eles são pesados e insuportáveis.

Ó, peregrino, conte-me como posso alcançar toda a sua riqueza interior.

-Sri Chinmoy.

Nas profundezas do meu coração o pássaro azul sorri -Sri Chinmoy, Poemas.

Nas profundezas do meu coração o pássaro azul sorri e o pássaro azul brinca.

O festival de forma-resplandecente-luz e deleite celestial convida a todos.

O sol, a lua, as montanhas e o oceano — todos vieram.

Hoje atenderemos ao chamado da Infinidade.

Correremos em direção à Infinidade.

Bem diante de nós está a escadaria de Luz.

Nossos corações tornaram-se a flor de Divina Luz.

Somos a esperança do nosso Senhor Supremo.

O criador-mundo não é ninguém senão o nosso amor.

-Sri Chinmoy.

Eu me curvo a Você, Ó Avatar da era -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu me curvo a Você, Ó Avatar da era!

Você me concederá o direito de adorá-Ló,

Tocando Seus Pés-Lótus vermelhos?

Ó poeta-Vidente, Ó amor encarnado!

De centenas de formas chamarei por Você,

De centenas de formas descreverei Você,

E curvar-me-ei a Você incontáveis vezes.

Ó mãos que acenam com a libertação da humanidade,

Ofereçam a Sua chuva-Néctar

E levem a desgraça escura da morte.

Eu me curvo a Você, Ó Avatar da era!

-Sri Chinmoy.

Mãe quem colocou flores a Seus Pés? -Sri Chinmoy, Poemas.

Mãe quem colocou flores a Seus Pés?

Quem acendeu a lâmpada da noite diante de Você?

Ao fim da adoração, sobre quem

Você colocará a Sua marca-bênção?

Quem será o adorador a ser abençoado

Por cantar a Sua Canção-Vitória?

Quem Você iniciará em segredo-silêncio hoje?

Quem é o Seu Amado, tão puro e silencioso?

Será que ele, assim como Brahma, Vishnu e Shiva,

Desceu à Terra?

-Sri Chinmoy.

Lá vai o meu Amado -Sri Chinmoy, Poemas.

Lá vai o meu Amado, meu doce Senhor,

Com os sinos tilintando nos Seus Tornozelos.

Ouço a música da Sua Flauta

Vibrando pelos horizontes.

Se meu menino pastor lançasse um só olhar

Para trás, ainda assim, ele somente seguiria em frente.

Que os meus olhos sigam o caminho

Que o meu Amado trilha.

Na hora do crepúsculo,

Com um doce e sereno sorriso,

Conduzindo o rebanho de Luz variados,

Meu menino pastor segue adiante.

-Sri Chinmoy.

O Infinito virá até a nossa existência terrena -Sri Chinmoy, Poemas.

O Infinito virá até a nossa existência terrena

Por vezes e mais vezes para amar esta Terra.

Este rio-vida está cheio de alegria e tristeza.

Aqui, uma vez mais navegaremos no barco

Em direção a uma realidade desconhecida.

Ó Senhor, Eu O vejo como meu doce Companheiro.

Você me leva ao Deleite do Céu,

Apenas para me mandar de volta, de mãos vazias,

Para a dura realidade-vida da Terra.

-Sri Chinmoy.

Você está tão próximo de mim hoje -Sri Chinmoy, Poemas.

Se e quando eu penso que não mais

Chamarei por Você,

Que nem mesmo olharei para Você,

Que manterei meus olhos fechados

E assim terei alegria,

Vejo-O tocando os meus olhos

Com as ondas do Seu Sorriso.

Eu não sei, Amado, como é por que

Você está tão próximo de mim hoje.

Talvez isso seja um engano.

-Sri Chinmoy.

Navegando no barco de luz prateada -Sri Chinmoy, Poemas

Navegando no barco de luz prateada,

A beleza-lua se aproxima rápido de mim.

O céu vibra com canções doces e melodiosas.

Os pássaros estão voando para além do horizonte,

Em direção a uma Terra desconhecida.

Todas as minha esperanças voam sem destino.

Levemente chega o crepúsculo da minha vida.

-Sri Chinmoy.

De Quem é o belo Olho -Sri Chinmoy, Poemas

De Quem é o belo Olho, a todo momento

Enviando-me arrepios de deleite?

Foi Você quem me deu

O infinito Amor da Sua Luz interior?

Eu não sei quem eu sou.

Você e eu secretamente nos encontramos

E compartilhamos as visões e a missão,

As ideias e ideais divinos dos nossos corações.

Ninguém mais sabe

Salvo e exceto nós dois.

-Sri Chinmoy.

Lá nas profundezas do meu coração eu ouço -Sri Chinmoy, Poemas

Lá nas profundezas do meu coração eu ouço

O Seu Néctar-Silêncio.

Lá não haverá mais problemas,

Nem complicações na minha vida.

De agora em diante, serei a criança de Luz no oceano da vida.

E lá meu pequeno barco navegará,

Velejando com enorme deleite.

Minha vida será o jogo de centenas de ondas

No grande oceano da vida.

-Sri Chinmoy

O rio segue em direção ao mar -Sri Chinmoy, Poemas

O rio segue em direção ao mar, sussurrando.

Ele nunca perde o seu curso.

Ele nunca desvia do caminho correto.

Ele espera que, um dia, Ó Senhor,

Você apareça diante dele.

Pois em todo lugar,

Na montanha e na floresta,

Em tudo,

Sua Luz-Compaixão reina suprema.

-Sri Chinmoy

Você é o meu querido -Sri Chinmoy, Poemas

Você é o meu querido.

Você é o querido de todos os outros, também.

Como é que não adoramos Seus Pés, beijamos Seus Pés,

Sabendo perfeitamente bem que podemos chamá-lo de nosso Senhor Supremo?

É um desleixo,

Mas nas profundezas dos nossos corações não O lavamos,

Mesmo sendo o nosso verdadeiro amigo.

Você conhece a peçonha da nossa mente

E, ainda assim, é o Mar-Perdão.

Quando a morte quer nos capturar,

Ficamos entre a morte e a nossa existência.

Isso quer dizer que somos ignorantes.

Não importa o que Você faça por nós,

Não lhe oferecemos o nosso coração-gratidão.

-Sri Chinmoy

Quero me curvar Àquele -Sri Chinmoy, Poemas.

Quero me curvar Àquele

Cujas Mãos amorosas e compassivas

Abençoam tudo e todos.

Quero que Ele me conte,

Quero aprender com Ele,

Por que e como Ele sofre

Em e através de todos os seres humanos,

Por que Ele sofre impiedosamente

Com uma dor interminável.

Há razão especial?

Quero que Ele me conte.

-Sri chinmoy

Na fragrância do incenso -Sri Chinmoy, Poemas

Na fragrância do incenso

De longa adoração

Tornarei-me silente.

Dentro do coração do finito

Enxergarei e levarei o infinito.

Buscarei Você e buscarei Você.

Dar-lhe-ei

Toda a alegria e tristeza do meu coração.

Ó Senhor, toque a Sua Flauta

No jardim do meu coração.

-Sri Chinmoy

No meu coração-floresta -Sri Chinmoy, Poemas

No meu coração-floresta

Ouvi o tilintar dos sinos nos Seus pés.

Eu O vejo nos meus sonhos.

Mas, ora, quando acordo eu não O vejo.

Como eu queria ver Você durante o dia,

E não à noite, nos meus sonhos!

Que a realidade-sonho se manifeste

Na minha vida exterior de existência.

Ó Beleza sem igual,

Que a Sua Beleza se manifeste

Nas minhas atividades diárias

E a todo momento da minha vida desperta.

-Sri Chinmoy

Sua porta-coração -Sri Chinmoy, poesia

Sua porta-coração esteve fechada por eras;

Por isso você não vê agora o seu Amado Supremo

Na porta do seu coração.

Ó tolo, quando deixará de fazer o papel

Da loucura auto-imposta?

Quando tentará agradar o Supremo Absoluto

da Madeira própria Dele?

Aquele que transforma todo o sofrimento numa enxurrada de deleite

Está todo sozinho diante da sua porta.

Ele quer apenas que você O ensine.

Não O ignore.

Ele é o refúgio-Eternidade do seu mundo-alma.

Olhe! Lá está Ele, diante da porta fechada do seu coração.

-Sri Chinmoy

Ó Uno sem forma -Sri Chinmoy, poemas

Ó Uno sem forma,

Se sozinho era,

Por que tornou-Se muitos?

Por quê?

O que O motivou a Se tornar tantas formas e coisas?

Por que Você criou rios murmurantes e densas florestas

E ventos que sopram?

Por quê? Por quê?

Por que criou tantos medos

E incontáveis doenças?

Por quê? Por quê?

Por que a Mãe Terra chora incansavelmente?

Por um breve período entramos na arena-mundo e então partimos.

Não sabemos por quê.

Mas a esperança de unicidade

Permeia toda a nossa existência-realidade.

-Sri Chinmoy

No coração universal -Sri Chinmoy, poesia

No coração universal

Todos os corações são um;

Inseparáveis, eu bem sei.

Ainda assim, sabendo disso, eu machuco

Os corações alheios dia e noite.

Somos todos escravos do destino:

Isso dança em nossas frontes.

Na paz sublime

Está o sono-extinção do destino;

Eu conheço esse segredo.

Ó joia do meu olho,

Verta em meu coração

O seu dourado Silêncio.

-Sri Chinmoy

Você é todo beleza -Sri Chinmoy, poema

Você é todo beleza,

Eterna beleza,

Onde quer que eu lance o meu olhar.

Pergunto: Você sempre sorve o nectar

Dessa Sua forma-eu

Que Habita nos meus olhos?

As ondas de melodia

E doces e melodiosas canções,

Que criam ressonância que eleva o coração,

Ó Amado, Você as ouve

Através dos meus ouvidos?

-Sri Chinmoy