Ó meu Barco – Sri Chinmoy, poemas.

Ó meu Barco, Ó meu Barqueiro,

Ó mensagem do Deleite Transcendental, carregue-me.

Meu coração está sedento e faminto,

E, ao mesmo tempo, dorme profundamente.

Leve meu coração para a outra margem.

A dança da morte eu vejo por toda parte.

O trovão da destruição invencível eu ouço.

Ó meu Piloto interior, Você é meu,

Você é o Oceano da Compaixão infinita.

Em Você eu me abandono,

O meu todo em Você eu abandono.

~Sri Chinmoy

Na negra e densa noite – Sri Chinmoy, poemas.

Na negra e densa noite

Você lança Seus Olhos benignos sobre mim.

Leve-me e faça-me parte de Si

Com a Sua Compaixão.

Sou o Seu filho inocente.

Caminho sozinho por uma fenda densa e emaranhada.

Com os Seus dois Braços me abrace.

Permita que eu não seja afogado e levado

Pelas turbulentas correntezas da vida.

~Sri Chinmoy.

Você é belo – Sri Chinmoy, poemas.

Você é belo, mais belo, belíssimo,

Beleza sem-par no jardim do Éden.

Dia e noite, que Tua Imagem habite

No íntimo do meu coração.

Sem Você, meus olhos não tem visão,

Tudo é uma ilusão, tudo é deserto.

Ao meu redor, dentro e fora,

Ouço a melodia das aflições sombrias.

Meu mundo está repleto de aflições excruciantes.

Ó Senhor, ó meu belo Senhor,

Ó meu senhor de Beleza,

Nesta vida, mesmo por um fugaz segundo,

Que eu seja abençoado com a dádiva

De ver a Tua Face.

~Sri Chinmoy

Levante-se, acorde – Sri Chinmoy, poemas.

Levante-se, acorde, Ó amigo do meu sonho.

Levante-se, acorde, Ó alento da minha vida.

Levante-se, acorde, Ó luz dos meus olhos.

Ó poeta-vidente em mim,

Manifesta-se em e através de mim.

Levante-se, acorde, Ó vasto coração dentro de mim.

Levante-se, acorde, Ó consciência minha,

Que está sempre a transcender o universo

E sua própria vida do além.

Levante-se, acorde, Ó forma da minha meditação transcendental.

Levante-se, acorde, Ó divindade aprisionada na humanidade.

Levante-se, acorde, Ó Shiva, Libertador do meu coração,

E liberte a humanidade do seu sono-ignorância.

~Sri Chinmoy

Ó cega e escura noite do abismo dos nossos corações! – Sri Chinmoy, poemas.

Ó cega e escura noite do abismo dos nossos corações!

Somos os companheiros do córrego das lágrimas.

Na terra do apego aprisionador,

Chorando e sorrindo atiçamos a lamparina

Das selvagens sombras-obstrução.

Nosso mundo é uma esperança vazia, destituído.

Seremos a linguagem-mensagem

Do Tempo Sem Fim

E nos tornaremos Fome infinita,

Deleite-Néctar infinito

E Luz-Transformação da Eternidade.

~Sri Chinmoy

Numa doce e melodiosa canção – Sri Chinmoy, poemas.

Numa doce e melodiosa canção, Você canta

No seio da minha entregue adoração suprema.

Eu A vejo!

E ouço o tilintar dos sinos no Seu tornozelo,

Ó Coroa do Ápice da Infinidade!

A Sua Canção, o Seu Amor,

A Lei imortal da Sua Imortalidade

Carregarão a mim, eu sei, eu sei,

Até as margens do Além Dourado.

~Sri Chinmoy

Você me fortalece-Sri Chinmoy, pormas.

Quando sou ofendido,

Quando sou humilhado,

Você me fortalece com Seu Poder-Compaixão.

Você veio a mim carregando o despertar nas Suas Mãos

Para substituir a minha vida de tristezas.

As lágrimas secretas do meu coração

Criam interminável sofrimento no Seu Coração.

Sei que um dia Você vira até mim.

Portanto, tudo o que tenho é sou

Hoje dança com alegria.

~Sri Chinmoy

As nuvens velejam -Sri Chinmoy, poemas.

As nuvens velejam em direção a um mundo desconhecido,

Enfeitadas com beleza miríade.

Um rosto sorridente as acompanha.

As nuvens velejam em direção a uma terra desconhecida.

Ó céu, conte-me para onde as nuvens viajam.

Pergunto com os olhos cheio de lágrimas.

Ó céu, você fará minha vida tão luminosa

E bela quanto as nuvens?

Ó céu, conte-me para onde as nuvens velejam.

~Sri Chinmoy

Uma guirlanda de poemas – Sri Chinmoy, Poemas.

Uma sequência interminável de céus

Onde ar não há.

Um anseio interior me compele a trazer

Uma guirlanda de poemas

Para adorá-Lo

O altar está vazio.

Quero preenchê-lo;

Quero cobri-lo de poema,

Uma guirlanda de poemas.

Sei que é apenas assim

Que posso esquecer dos sofrimentos e alegrias

Que devem ser esquecidos.

~Sri Chinmoy

Assassinei a sua ignorância -Sri Chinmoy, Poemas.

Quando pensei que eu era o agente

De todas as minhas ações,

Tornei-me névoa.

Morri.

Virei o imperador do grandioso fracasso.

Minha alma veio à tona,

Consolou minha cega ignorância.

Deus causou a Sua Aparição suprema.

“Seu tolo, não noive a beleza sem vida da impossibilidade.

Eu não desperdiço sequer uma folha.

Assassinei a sua selvagem ignorância para você,

Para igualar-se ao Meu Trono Transcendental.”

-Sri Chinmoy

O meu diário -Sri Chinmoy, Poemas.

Nas primeiras horas da aurora,

Nas tardias horas da noite,

Eu escrevo o meu diário.

O meu diário só abriga uma palavra:

Gratidão.

Gratidão à compaixão de Deus,

Gratidão ao serviço do homem,

Gratidão à busca pela minha auto-transcendência,

Gratidão ao meu auto-questionamento,

Gratidão à minha descoberta-Deus.

-Sri Chinmoy

Eu canto porque Você canta -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu canto porque Você canta.

Eu sorrio porque Você sorri.

Porque Você toca a flauta,

Eu me tornei a Sua flauta.

Nas profundezas do meu coração Você toca:

Você é meu, eu sou Seu:

Essa é a minha única identidade.

Em uma só Forma

Você é minha Mãe e Pai eternos,

E Consciência-lua, Consciência-sol,

Tudo-permeante.

-Sri Chinmoy