Assassinei a sua ignorância -Sri Chinmoy, Poemas.

Quando pensei que eu era o agente

De todas as minhas ações,

Tornei-me névoa.

Morri.

Virei o imperador do grandioso fracasso.

Minha alma veio à tona,

Consolou minha cega ignorância.

Deus causou a Sua Aparição suprema.

“Seu tolo, não noive a beleza sem vida da impossibilidade.

Eu não desperdiço sequer uma folha.

Assassinei a sua selvagem ignorância para você,

Para igualar-se ao Meu Trono Transcendental.”

-Sri Chinmoy

O meu diário -Sri Chinmoy, Poemas.

Nas primeiras horas da aurora,

Nas tardias horas da noite,

Eu escrevo o meu diário.

O meu diário só abriga uma palavra:

Gratidão.

Gratidão à compaixão de Deus,

Gratidão ao serviço do homem,

Gratidão à busca pela minha auto-transcendência,

Gratidão ao meu auto-questionamento,

Gratidão à minha descoberta-Deus.

-Sri Chinmoy

Eu canto porque Você canta -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu canto porque Você canta.

Eu sorrio porque Você sorri.

Porque Você toca a flauta,

Eu me tornei a Sua flauta.

Nas profundezas do meu coração Você toca:

Você é meu, eu sou Seu:

Essa é a minha única identidade.

Em uma só Forma

Você é minha Mãe e Pai eternos,

E Consciência-lua, Consciência-sol,

Tudo-permeante.

-Sri Chinmoy

Ó belo sol que brilha no Oriente -Sri Chinmoy, Poemas.

Ó belo sol que brilha no Oriente,

Ó beleza-vida do Céu,

Ó vida-silêncio e vida-som,

Eu canto constantemente a sua vitória-canção

Com a solenidade do meu coração.

A beleza do Paraíso

E a Luz do Céu

Adoram o Seu Olho.

Por vezes e mais vezes o coração do mundo

Admira Você e o Seu Sorriso-Alma.

-Sri Chinmoy

Poesia -Sri Chinmoy, mensagens

“Eu sempre digo que o homem escreve prosa, mas é Deus quem escreve poesia – em e através do homem. Na poesia, cada palavra nos leva ao Incognoscível, onde há uma tremenda alegria. Podemos pensar que, quando entramos no Incognoscível, ficaremos completamente perdidos. Mas não nos perdemos, nós voamos. A poesia é intuitiva, e por esse motivo não devemos tentar compreendê-la. Não precisamos da mente para sentir alegria. Precisamos do coração.”

-Sri Chinmoy

Mãe desta vez ouça o meu chamado. -Sri Chinmoy, Poemas.

Mãe desta vez ouça o meu chamado.

Que o Seu Sorriso de luz-do-luar

Entre em mim.

Que eu seja energizado com a esperança do poeta

E a voz-silêncio do profeta.

Mãe, desperte em mim

O seu Amor universal.

Que a correnteza do meu rio-vida

Siga em sua direção,

Cantando a minha vitória-canção.

Mãe, não quero mais estar perdido.

Mãe, desta vez ouça o meu chamado.

-Sri Chinmoy.

Venham, venham, venham -Sri Chinmoy, Poemas.

Venham, venham, venham,

Ó lua, Ó estrelas, Ó sol do azul-vasto céu.

Venham ouvir a flauta da Imortalidade no meu coração,

Assistir o sorriso da Infinidade na minha vida.

Aqui não há penúria, não há vida-escuridão.

Aqui neste meu ninho-coração

Existe apenas uma fonte-luz inexaurível.

Venham, venham, venham,

Hoje o pássaro do meu coração deseja a todos.

Venham, venham, venham,

Ó lua, Ó estrelas, Ó sol do azul-vasto céu.

-Sri Chinmoy.

Como uma flor -Sri Chinmoy, Poemas.

Ó Senhor, para vê-Lo no coração de todos,

Eu, o viajante, sozinho trilhando

A estrada da Eternidade.

As flores que caem

Antes de florescer

São as minhas amigas.

Não sei o que está escrito no meu destino.

Não importa que minha vida termine

Como uma flor antes de florescer

Ou que termine antes de ter visto Seus Pés.

Eu sei que sempre me entregarei a Você.

-Sri Chinmoy.

No fogo e água -Sri Chinmoy, Poemas.

No fogo e água,

Na poeira e átomos,

Vendo Você, Seu Transe-Meditação,

Muitos poetas descreveram

A Sua Beleza imortal.

Eles são os meus cursores.

Nesta manhã teço um coroa

De palavras devotadas:

Vitória, vitória, vitória

Ao Guru Supremo do Universo.

Repetindo esse encantamento

Conquistaremos a alma-mundo.

-Sri Chinmoy.

Às margens do azul Jamuna -Sri Chinmoy, Poemas.

Às margens do azul Jamuna

Muitas vezes eu vi

A forma transcendental do meu coração.

Às margens do azul Jamuna

Em sono, em sono e em vigília

Eu brinquei com Krishna.

Às margens do azul Jamuna

Juntos abrimos a porta do Paraíso

Para a libertação do mundo,

Às margens do azul Jamuna.

-Sri Chinmoy.

Eu me curvo -Sri Chinmoy, Poemas.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Aceite o correr das minhas lágrimas-coração, aceite.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Aceite minha guirlanda-amor, aceite.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Aceite a escuridão abundante da minha vida, aceite.

Eu me curvo, me curvo e me curvo.

Uma vez mais segure a minha mão, segure.

-Sri Chinmoy.