Declaração em versão original de Independência dos Estados Unidos

(versão original como escrita por Thomas Jefferson, incluindo abolição da escravatura e outras provisões)

UMA DECLARAÇÃO DOS REPRESENTANTES DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA REUNIDOS NO CONGRESSO GERAL

Quando no curso de eventos humanos torna-se necessário que um povo avance da subordinação em que até então estiveram e assumam junto aos poderes da terra a posição igual e independente que as leis da natureza e do deus da natureza o intitula, um respeito decente às opiniões da humanidade exige que esse povo deva declarar as causas que o impele a mudar.

Consideramos essas verdades sagradas e irrefutáveis: que todos os homens são criados iguais e independentes, que por tal igual criação derivam direitos inerentes e inalienáveis, dentre os quais estão a preservação da vida, e da liberdade, e da busca pela felicidade; que, para assegurar esses fins, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo tornar-se um destruidor desses fins, é direito do povo alterar ou abolir esse governo e instituir um novo governo, fundado em tais princípios e organizando seus poderes tais que indiquem ser os mais prováveis de proporcionar sua segurança e felicidade. A prudência certamente dita que governos há tempos estabelecidos não devam ser mudados por causas brandas e transientes. De acordo, toda a experiência mostra que a humanidade está mais disposta a sofrer enquanto os males são possíveis de sofrer do que usar-se de abolir as formas a que esteja acostumada. Todavida, quando uma longa procissão de abusos e usurpações, iniciada num período distinto e perseguindo inevitavemente o mesmo objeto, evidencia um desígnio de sujeitar a poder arbitrário, é direito, é dever, lançar fora tal governo e providenciar novos guardiões da sua segurança futura. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colônias. E tal é agora a necessidade que os compele a expurgar suas formas prévias de governo. A história da presente majestade é uma história de agressões ininterruptas e usurpações, dentre as quais sequer um fato destaca-se como solitário de forma a contradizer o tenor uniforme do resto, que tem em objeto direto o estabelecimento de uma tirania absoluta sobre estes estados. Para provar isso, que os fatos sejam submetidos a um mundo franco, pela verdade sobre a qual confiamos uma fé ainda imaculada de falsidade.

A majestade recusou aceitação das leis mais íntegras e necessárias para o bem público;

Proibiu seus governadores a promulgarem leis de importância imediata e necessária, a não ser que suspensas em operação até que sua aceitação seja obtida; e, quando assim suspensas, negou-se completamente a analisá-las;

Recusou-se a aprovar leis para a acomodação de grandes grupos de pessoas, a não ser que tais grupos renunciassem seu direito de representação, um direito inestimável a eles, ato tal proveitoso apenas aos tiranos;

Dissolveu as câmaras de representantes repeditamente e continuamente, por oporem-se com virmeza viril suas invasões nos direitos das pessoas;

(Diversas razões mais, não traduzidas para resumir o texto)

Incitou insurreições traiçoeiras entre nossos colegas cidadãos, com chamarizes de liberdade e confisco de nossa propriedade;

Travou uma guerra cruel contra a própria natureza humana, violando os direitos mais sagrados de vida e liberdade das pessoas de um povo distante que nunca o ofendeu, cativando-os e levando-os à escravidão em outro hemisfério, ou encontrar uma morte infeliz em seu transporte até lá. Essa guerra como dos piratas, opróbio de poderes INFIÉIS, é a guerra do rei CRISTÃO da Grã Bretanha. Determinado a manter um mercado onde HOMENS devem ser comprados e vendidos, prostituiu sua negativa ao suprimir toda tentativa legislativa de proibir ou restringir esse comércio execrável: e que tal reunião de horrores não morra despercebida, agora incita esses mesmos homens a lutar contra nós e comprar a liberdade que deles tirou, assassinando o povo com quem se intrometeu; assim pagando pelos crimes cometidos contra a LIBERDADE de um povo ao incitar que cometam crimes contra a VIDA de outro povo.

Em cada passo dessas opressões peticionamos pela reforma nos termos mais humildes; nossas repetidas petições foram respondidas com ofensas repetidas. Um príncipe, cujo caráter é assim marcado por todo ato que possa definir um tirano, é inapto para ser o regente de um povo destinado a ser livre. Eras futuras mal acreditação que a dureza de um homem, aventurada no pequeno compasso de apenas doze anos, em tantos atos de tirania sem máscara, sobre um povo fomentado e fixado nos princípios da liberdade.

Nem faltamos com a atenção aos nossos irmãos britânicos. Adverti-mo-los de tempos em tempos a respeito das tentativas da sua legislatura em extender uma jurisdição sobre estes nossos estados. Lembramo-lhes das circunstâncias da nossa emigração e povoamento aqui, nenhum dos quais poderia permitir tal estranha pretensão: tais foram realizados às custas do nosso próprio sangue e riquezas, desamparados pela riqueza ou força da Grã Bretanha; que ao constituir nossas várias formas de governo, adotamos um rei comum, assentando uma fundação para uma perpétua liga e amizade com eles. Mas tal submissão ao parlamento não viu parte na nossa constituição, nem mesmo em ideia, se a história pode ser creditada. E apelamos à sua justiça e magnanimidade de nascença, assim como aos elos de parentesco, para repudiar esse usurpar que provavelmente interromperia a nossa correspondência e conexão. Também eles ensurdeceram-se à voz da justiça e consanguinidade, e, quando surgiram oportunidades, no curso natural das suas leis, de remover de seus conselhos os perturbadores da nossa harmonia, por livre eleição reestabeleram-lhes o poder. Ao mesmo tempo, permitem que o ministro de justiça envie não somente soldados de nosso sangue comum, mas escoceses e mercenários estrangeiros para nos invadir e banhar-nos em sangue. Esse fatos deram o último golpe na afeição que agonizava, e o espírito viril instiga-nos renunciar para sempre esses irmãos insensíveis. Devemos nos esforçar para esquecer nosso amor prévio por eles, e considerá-los como ao resto da humanidade, inimigos na guerra e na paz amigos. Poderíamos ter sido juntos um povo livre e grandioso; mas uma comunicação de grandeza e de liberdade parece-lhes abaixo de sua dignidade. Assim seja, como lhes merece: a estrada para a glória e felicidade é aberta também a nós. Escalare-mo-a num estado separado, e consentiremos à necessidade que pronuncia o nosso permanente Adeus!

Nós, portanto representantes dos Estados Unidos da Américo no Congresso Geral reunidos, em nome e pela autoridade do bom povo destes estados, rejeitamos e renunciamos toda obediência e submissão aos reis da Grã Bretanha e a todos os outros que, desde então possam exigir por, através ou sob eles; finalmente, reivindicamos e declaramos estas colônias livres e independentes estados, e que como livres e independentes estados elas terão o poder de declarar guerra, celebrar paz, firmar alianças, estabelecer o comércio e todos os outros atos e coisas que estados independentes podem por direito fazer. Em apoio a esta declaração, coletivamente confiamos um ao outro nossas vidas, nossas sortes e nossa honra sagrada.