Não me proíba, mãe – Mirabai

Não me proíba, mãe

 

Não me proíba, mãe; estou indo visitar homens santos.

Conheço um com o rosto negro; eu sou dele, o resto é nada.

Onde eu vivo, todos dormem; meus olhos abertos noite adentro.

Se o mundo não admira o Senhor, ele é louco; que sabedoria possui o mundo?

O que estou dizendo? O Senhor está dentro de mim; ao invés do sono.

Algumas lagoas têm água durante quatro meses do ano; mas eu fico longe delas.

A água de Hari verte; isso é o que basta para a minha sede.

Você diz que ele é negro; eu digo belo. Estou indo ver o seu rosto.

A dor de Mira vem da separação; o que ela quiser fazer, ela fará.

 

– Mirabai*

 

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

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