Poemas sobre a busca interior – Emily Dickinson

 

Uma estradinha não feita de homens,

Visível aos olhos,

Acessível ao zunido da abelha,

Ou nuvem de borboletas.

 

Se há nela uma cidade, além de si,

Não sei dizer;

Apenas suspiro – veículo algum

Leva-me por esse caminho.

 

 

Despertar

 

Não sabendo quando o despertar chegará

Abro todas as portas;

Terá plumagem como um pássaro,

Ou tremulará como o oceano?

 

*

 

Como poderosas fogueiras incendiavam

O vermelho à base das árvores,

O teatro longínquo do dia

Exibia-se a elas.

 

Foi o universo que aplaudiu

Enquanto, o principal,

Ativo por seu vestido real,

Eu mesma percebia Deus.

 

 

O Canal

 

Meu rio corre a ti:

Mar azul, tu me receberás?

 

Meu rio espera resposta.

Oh mar, olhe com bondade!

 

Trarei a ti riachos

De recantos sarapintados

 

Diga, mar,

Leve-me!

 

 

 

Imortalidade

 

É um pensamento honroso

E tirar o chapéu faria

Como quando encontramos gente boa

Nas ruas do nosso dia,

 

Que temos um lugar imortal,

Mesmo que as pirâmides gastem,

E os reinos, como folhas nos pomares,

Vermelhos embora esvoacem.

 

  • Emily Dickinson

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