Poemas de Natureza – Emily Dickinson

 

 

Chuva de Verão

 

Uma gota cai na macieira,

Outra no telhado;

Meia dúzia beijou a calha

E fez o reboco rir.

 

Umas poucas ajudaram o córrego,

Que foi ajudar o mar.

Eu mesma pensei – se fossem pérolas,

Que colares fariam!

 

A poeira sedimentada em estradas altas,

Os pássaros mais alegres cantam;

O sol tirou o seu chapéu,

Os pomares, suas lantejoulas.

 

As brisas com violões tristes

Os banharam de alegria;

E o oriente, com uma única bandeira,

Sinalizou o fim do festival.

 

 

Mar de Pôr-do-sol

 

Esta é a terra de cores crepusculares,

Estas são as margens do Mar Amarelo;

Onde ele nasce, ou para onde ele corre,

É o mistério do ocidente!

 

Noite após noite, seu trânsito púrpuro

Povoa as terras de fardos de opala;

Mercadores silenciam-se nos horizontes,

Mergulham e desaparecem com velas mágicas.

 

  • Emily Dickinson

 


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